<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582</id><updated>2012-02-01T13:11:21.336-02:00</updated><category term='Palmeiras'/><category term='Iluminismo'/><category term='Iron Maiden'/><category term='marxismo'/><category term='capitalismo'/><category term='corrupção'/><category term='vegetarianismo'/><category term='sociologia'/><category term='PT'/><category term='autocontrole'/><category term='filosofia'/><category term='comunismo'/><category term='liberdade'/><title type='text'>Aristaire</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>134</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-1514555304888380037</id><published>2012-01-31T10:54:00.008-02:00</published><updated>2012-01-31T20:47:41.484-02:00</updated><title type='text'>São Paulo aniversariou. Comemorar o que?!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fo7pOq6Dl5Y/Tyfgh4bHIyI/AAAAAAAAALM/l68UTWZKeTc/s1600/saopaulo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://2.bp.blogspot.com/-fo7pOq6Dl5Y/Tyfgh4bHIyI/AAAAAAAAALM/l68UTWZKeTc/s320/saopaulo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A cidade de São Paulo comemorou 458 anos de fundação na semana passada. Realizaram-se as festividades costumeiras e, nas redes sociais, que têm intermediado uma quantidade assombrosa de relações entre as pessoas, foi comum observar internautas parabenizando a metrópole e postando uma foto com os dizeres “São Paulo é tão agradável que até o inverno resolveu tirar férias por aqui”, fazendo menção às temperaturas amenas deste verão até o momento. Será que há sentido em oferecer cumprimento de aniversário a uma cidade? O ato se torna ainda mais despropositado na medida em que é feito em meio virtual. Não seria exatamente porque a São Paulo dos dias de hoje quase não proporciona harmonização com seus habitantes? Como deixar de suspeitar que tais manifestações ocorrem somente como retrato claro de alienação, impertinência ou mero modismo virtual descoladinho?&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O paulistano atento e dotado de senso crítico, aquele que faz questão de possuir cidadania e que sente por ter de viver em uma cidade de ares distantes, pouco aprazível e sufocante como São Paulo, não encontra motivos para homenageá-la. Trânsito caótico, transporte público deficiente, faixas ciclísticas enxertadas artificialmente que prejudicam a circulação até aos domingos, sujeira nas ruas, mato crescido nas praças e canteiros de ruas e avenidas, escassez de áreas verdes, enchentes, filas intermináveis, flanelinhas e um centro histórico abandonado e degradado perfazem as características mais visíveis da pauliceia desvairada.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A questão que envolve o centro é crucial para entender os descaminhos tomados por São Paulo nos últimos 60 anos, visto que uma cidade cujo centro histórico se tornou repulsivo ao cidadão só pode ser uma cidade sem alma. Os cafés de rua, os monumentos públicos e as tantas atrações culturais, bem como os passeios ajardinados, elementos ainda fortemente presentes em todas as grandes cidades europeias e até em algumas da América do Norte e da Oceania, são essenciais para que ocorra harmonização entre o habitante e o local onde ele vive, elementos que convidam o cidadão a frequentar uma cidade, a ser parte dela como sujeito que compõe a paisagem urbana e como predicado que usufrui dos benefícios que ela oferece. A tradição do &lt;i&gt;flaneur&lt;/i&gt;, cara a autores como Flaubert, Baudelaire e Proust fica totalmente impossibilitada de ser posta em prática em uma cidade como a São Paulo de hoje, na qual o centro histórico foi paulatinamente esquecido.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Quando São Paulo começou a crescer de maneira mais intensa, por volta de 1960, as autoridades não se preocuparam em estabelecer qualquer planejamento urbano, falha grave que a situação atual do centro histórico faz ser bem visível. Não houve lei de zoneamento que exigisse manutenção de fachadas, que proibisse construções fora de padrão arquitetônico, abertura de certos tipos de comércio e ocupação irregular, tampouco foram colocadas regras para a circulação de veículos e manutenção paisagística. Vez por outra, ao longo de todo esse tempo, foram tentadas algumas medidas de revitalização, porém, sem elaboração, sem método, sem serem acompanhadas de legislação e sem continuidade. Hoje, a gestão de Gilberto Kassab, um prefeito que parece nunca ter ouvido falar em políticas públicas de urbanização, apenas faz acentuar o completo desinteresse pelo centro histórico. Se temos edificações históricas em razoável estado de conservação, como o Pátio do Colégio, o Palácio de Justiça, a Catedral da Sé e o Martinelli, o entorno desses locais sofre com o descaso, bastando passar pela Praça da República, pelo Viaduto do Chá ou pelo Largo do Arouche para notar o abandono. O governo Alckmin, trapalhão e ainda mais impopular do que sempre fora, promoveu a desocupação da chamada Cracolândia, mas de forma atropelada, sem direcionamento, resultado de uma ação atrasada que deveria ter sido levada a cabo há uma década, pelo mesmo partido do atual governador, que comanda o estado desde 1995. Como consequência de terem deixado o problema se agigantar, outras cracolândias estão surgindo em pontos diversos da cidade após o desmantelamento da original.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Alguém poderia lembrar que apesar de tamanhos problemas São Paulo possui um bom roteiro cultural e sobretudo gastronômico. De certo modo, não é uma ideia errada, mas&amp;nbsp; também nesse aspecto as dificuldades de deslocamento e os transtornos com estacionamento acabam por prejudicar o pouco que a cidade tem a oferecer. Diante disso, não há o que comemorar no aniversário da maior metrópole do país, sendo que as manifestações efusivas por parte de muitos habitantes não podem ser pensadas como outra coisa senão sinal de masoquismo, desatenção, apego telúrico, pieguice sentimentalóide ou modismo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;PS: Quem é que está ligando para cultura, &lt;i&gt;flaneurismo&lt;/i&gt; ou centro histórico, não é mesmo? O carnaval vem aí e tudo é festa...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;Teremos até mesmo o "pré-carnaval" da Vila Madalena, prato cheio para bêbados, mijões e bocas de esgoto. Comemore, cidadão!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-1514555304888380037?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/1514555304888380037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/sao-paulo-aniversariou-comemorar-o-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/1514555304888380037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/1514555304888380037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/sao-paulo-aniversariou-comemorar-o-que.html' title='São Paulo aniversariou. Comemorar o que?!'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-fo7pOq6Dl5Y/Tyfgh4bHIyI/AAAAAAAAALM/l68UTWZKeTc/s72-c/saopaulo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-2062247271833804256</id><published>2012-01-25T10:29:00.007-02:00</published><updated>2012-01-25T21:07:47.909-02:00</updated><title type='text'>Mais estatolatria, mais impostos, menos desenvolvimento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RIqZwXVZlkw/Tx_1oJ30CqI/AAAAAAAAALE/CuGwfztN2dc/s1600/impostos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-RIqZwXVZlkw/Tx_1oJ30CqI/AAAAAAAAALE/CuGwfztN2dc/s1600/impostos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Acaba de ser divulgado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) o estudo abordando a relação entre impostos pagos e retorno ao cidadão. Em uma lista de trinta países, envolvendo desenvolvidos e emergentes, o Brasil ficou em último lugar pelo segundo ano consecutivo, atrás de vizinhos como Uruguai e Argentina. É a velha história que faz o país permanecer preso ao atoleiro: carga tributária pesadíssima, que cresce a cada ano, e serviços públicos de péssima qualidade. Uma contradição impensável para uma nação que deseja alcançar metas de desenvolvimento minimamente palpáveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Segundo os dados do IBPT, os impostos, taxas e contribuições cobrados no Brasil representam 35,13% do Produto Interno Bruto (PIB). Já o índice de retorno, calculado a partir de um cruzamento entre o PIB e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), da Organização das Nações Unidas (ONU), é o mais baixo, 135,83. A Austrália, que aparece em primeiro no ranking, cobra 25,9% em carga tributária, mas tem índice de retorno de 164,18. Há países onde o peso do imposto é maior, como a Noruega (42,8% do PIB), Reino Unido (36%) e Alemanha (36,7%), mas que dão maior retorno ao cidadão. “O Brasil, com arrecadação altíssima e péssimo retorno desses valores à população em serviços como segurança, educação e saúde, fica atrás, inclusive, de países da América do Sul, como Uruguai, na 13ª posição e Argentina, na 16ª colocação”, afirma o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike. Cabe ainda salientar que o contribuinte brasileiro não sabe o quanto paga em impostos quando adquire um produto, ao contrário de outros países, nos quais a alíquota do imposto é discriminada separadamente na nota fiscal. É curioso que aqui muita gente nem mesmo peça a nota fiscal, ademais, a prática da transparência é um antípoda dos governos autoritários, como o nosso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Os ingênuos, que ficaram extasiados com o fato do Brasil ter se tornado a sexta economia do mundo, são facilmente cooptados pela propaganda governamental que lhes impede de enxergar o óbvio, ou seja, o PIB não indica absolutamente nada sobre o desenvolvimento humano de um país, o que fica uma vez mais provado no caso brasileiro pelo estudo do IBPT. Estatólatras contumazes, os adesistas do governo, bem representados por figuras como as dos senhores Paulo Moreira Leite e Marcio Pochmann, incapazes de estabelecer a diferença entre meritocracia e darwinismo social, se deleitam com a farra da gastança pública que impera no país. Travestido eufemisticamente de “transferência de renda”, o assistencialismo populista instalado na esfera federal pelo petismo é uma política que vai claramente na contramão do desenvolvimento, de vez que seus efeitos mais evidentes são a obstaculização do setor produtivo, do empreendedorismo e a diminuição da renda líquida do contribuinte. Ainda que o assistencialismo ofereça um socorro imediato para os mais pobres, não promove desenvolvimento humano a longo prazo, pois não consiste num programa gerador de igualdade de oportunidades. Eis aqui outra diferença de fundamental importância que os dirigentes políticos do país, a maior parte deles ainda a rezar pela cartilha do marxismo, não sabem identificar, a saber, aquela que existe entre igualdade de oportunidades e de resultados. As nações desenvolvidas reconheceram há pelo menos meio século que é a igualdade de oportunidades, pautada sobretudo em investimento na educação de qualidade, que gera desenvolvimento. Enquanto isso, no Brasil, impregnado pelo estatismo petista, perdura a crença retrógrada de que é o Estado o responsável único por desenvolver uma nação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O governo brasileiro, cada vez mais assolado pela corrupção e por grupos de interesse, gasta muito mal as cifras substanciais que o contribuinte lhe paga. Quem mais sofre é a classe média, que mais produz e cujos salários se tornam quase sempre defasados em função da tributação tão pesada. Quando necessita de um serviço público, o mesmo é praticamente uma quimera, daí ter que se recorrer à educação e saúde privadas, serviços, estes sim, pelos quais o governo deveria primar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Enquanto a lógica assistencialista e o financiamento dos grupos de interesse ligados ao governo, atualmente representados principalmente por grandes empreiteiros, ávidos pelo repasto proporcionado por Copa do Mundo e Olimpíadas, não for rompido, o Brasil continuará padecendo da contradição que emperra qualquer possibilidade de desenvolvimento. A mudança de tal quadro lastimável passa fundamentalmente pela reforma tributária, mas antes dessa solução pontual, a mentalidade estatólatra do brasileiro requer uma guinada em direção ao liberalismo, do contrário, com a manutenção da atual classe política anti-liberal, nenhum de seus representantes estará disposto a abrir mão do butim obtido às expensas da classe média.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-2062247271833804256?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/2062247271833804256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/mais-estatolatria-mais-impostos-menos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/2062247271833804256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/2062247271833804256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/mais-estatolatria-mais-impostos-menos.html' title='Mais estatolatria, mais impostos, menos desenvolvimento'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RIqZwXVZlkw/Tx_1oJ30CqI/AAAAAAAAALE/CuGwfztN2dc/s72-c/impostos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3256717567555291781</id><published>2012-01-17T19:35:00.006-02:00</published><updated>2012-01-19T15:20:58.481-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='autocontrole'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><title type='text'>A construção da liberdade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://pol.blog.br/ateismo/f77eee6138fda9e82ebb67620430657e.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://pol.blog.br/ateismo/f77eee6138fda9e82ebb67620430657e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O argumento do livre-arbítrio é sempre um dos mais utilizados quando se quer defender a existência divina. De acordo com essa ideia, o ser humano é livre para decidir entre o bem e o mal, o certo e o errado, juízos que dependem da presença ou da ausência de fé. Assim, o que determina que as escolhas sejam corretas é o simples endosso de Deus, isto é, a crença na entidade divina encaminha para o bem, o seu contrário, a descrença, implica em decisões equivocadas. É uma noção extremamente pobre de liberdade, pois admite que as escolhas sejam puras, independentes de qualquer fator baseado na existência concreta das pessoas, como se a metafísica que envolve as questões de fé pudesse varrer por completo todos os condicionamentos que se impõem sobre nós e que tornam as escolhas bem mais complexas do que leva a pensar o tema do livre arbítrio. Nesse argumento não há espaço para entender a liberdade como um processo interior de &lt;i&gt;construção&lt;/i&gt;, pois ser livre não vai além da dualidade ter ou não ter fé, algo que vem antes da interioridade e dela não se diferencia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Dentre tantas indagações relacionadas com esta discussão, seria pertinente, por exemplo, perguntar porque Hitler conseguiu chegar ao poder na Alemanha. Certamente, a opção pelo totalitarismo nazista obedeceu a uma série de fatores coligados com a experiêcia coletiva e individual dos alemães que em nada pode ser reduzida a decisões advindas da crença em Deus, ou então, estaríamos forçados a concluir que uma boa parte da sociedade alemã se desviou dos caminhos da fé e, devido a isso, fez a escolha errada. Não seria mais prudente que Deus não nos permitisse a hipótese de negar a fé, impossibilitando escolhas de consequências trágicas?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Nietzsche proclamou a morte de Deus e foi tocado por uma certa percepção ao constatar que as escolhas não dependem de uma moral estabelecida teologicamente, mas sim da vontade humana. O ato volitivo, concreto e permeado de condicionamentos tanto de longo prazo, tais quais a bagagem genética, a história de vida, o contexto sociocultural e as próprias ideias, inclusive religiosas, como também os de médio e curto prazo, aqueles emanados do discurso, da propaganda e da influência da persuasão, elementos que podem contribuir acentuadamente com a mudança dos nossos próprios pontos de vista, é crucial na determinação das escolhas humanas. Ao observar que essas mesmas escolhas dependem de fatores advindos da existência e da experiência, Nietzsche no entanto, não prosseguiu em suas especulações e foi incapaz de apontar aquilo que origina e direciona a volição para um ou outro caminho. Ao eleger a vontade como princípio norteador e dar a ela poder absoluto, o filósofo de Röcken promoveu a eliminação não apenas da moral religiosa, mas da própria moral filosófica como propiciadora de conhecimento do eu interior. Estava cortado o nó górdio de um estilo de pensamento destrutivo, que aprisiona o indivíduo aos desejos impulsivos, sem fornecer antídoto ao conflito permanente com a realidade, que inevitavelmente é o fruto colhido por quem não se impõe mecanismos internos de controle. Trata-se, não por mero acaso, de um problema que atormenta enorme contingente de pessoas na pós-modernidade. Da mesma maneira que descartar a vida e a experiência, característica inerente ao argumento do livre arbítrio, não faz restar lugar para o conhecimento, proclamar a vontade como se ela não demandasse antes um &lt;i&gt;tête à tête&lt;/i&gt; do homem com o mundo que o cerca, acarreta em irresponsabilidade face às escolhas, muitas vezes impossibilitadas de serem entendidas como escolhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O que a moral cristã enuncia adotando um conceito metafísico de liberdade, externo ao eu, somente oferecido ao indivíduo como graça divina, sem portanto conferir autonomia cognitiva, e que Nietzsche desmistifica sem o substituir por uma ideia capaz de lidar responsavelmente com a experiência e com a realidade, é exatamente o que o humanismo consegue propor de forma concreta e plenamente realizável. Se é certo que nossas escolhas são determinadas pela vontade, é preciso descobrir porque essa vontade age de modos diferentes e leva também a consequências múltiplas. Em última istância, ela é regida pela imaginação, cujo âmbito envolve percepção, discriminação e concepção, os três processos fundamentais da imaginação racional, sóbria e compenetrada, único entendimento que permite ao indivíduo conhecer sua interioridade e estar capacitado a construir a liberdade, que não pode ser outra coisa senão o autocontrole, o &lt;i&gt;frein&lt;/i&gt; vital. Ser livre é conceber nosso lugar no universo, reconhecer nossos defeitos e limitações, exercer nossos direitos e deveres respeitando as criaturas que compartilham conosco a vida neste cosmos. É ainda renunciar aos desejos expansivos e destrutivos, tarefa só alcancável se estivermos sempre dispostos a buscar o conhecimento de nossa interioridade, conhecimento este que é também o princípio da felicidade, uma vez que é aquele que nos faz testemunhar nossos próprios atos, sem aferição externa e, portanto, base da ética. Não existe liberdade antes do conhecimento, tampouco volição que deva permanecer isenta do dever de autocontrole.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O&amp;nbsp; grande crítico e historiador Aby Warburg afirmou que Deus está no particular, ideia que posso aceitar perfeitamente se com isso se fizer entender que o ser humano possui uma interioridade na qual indícios podem e devem ser buscados por meio do conhecimento, até que se atinja uma imaginação completa e o exercício do autocontrole. É possível que essa &lt;i&gt;capacidade&lt;/i&gt; tenha nos sido dada como graça divina, mas a partir daí, não cabe esperar que Deus seja sujeito do conhecimento e da liberdade que cabe a nós &lt;i&gt;construir&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;realizar&lt;/i&gt; nessa vida e nesse universo. Para finalizar, nada mais cabível do que a máxima de André Comte-Sponville, segundo a qual ninguém nasce livre, &lt;i&gt;torna-se&lt;/i&gt; livre.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3256717567555291781?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3256717567555291781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/construcao-da-liberdade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3256717567555291781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3256717567555291781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/construcao-da-liberdade.html' title='A construção da liberdade'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-7698602046911682162</id><published>2012-01-07T17:35:00.002-02:00</published><updated>2012-01-18T22:52:06.257-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Palmeiras'/><title type='text'>Santo uma ova</title><content type='html'>&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_cTbdiRmyDaA/TTC4xBtEe4I/AAAAAAAAAWU/JzIpT-SvxSE/s1600/marcos_palmeiras2108.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_cTbdiRmyDaA/TTC4xBtEe4I/AAAAAAAAAWU/JzIpT-SvxSE/s1600/marcos_palmeiras2108.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nelson Rodrigues costumava dizer que toda unanimidade é burra, ideia com a qual não concordo incondicionalmente, mas que se encaixa bem em diversas situações. Ao contrário do que possa parecer, o goleiro Marcos, que nesta semana anunciou sua aposentadoria, não é a unanimidade que o senso comum faz transparecer. Sei de jornalistas que, quando estiveram sob holofotes, elogiaram Marcos, mas que em &lt;i&gt;off &lt;/i&gt;mantinham opinião contrária. Conheci por meio de redes sociais alguns palestrinos de senso crítico apurado cuja apreciação a respeito de Marcos sempre foi das mais negativas. Ainda assim, devido àquilo que as pessoas são levadas a pensar por osmose, não há dúvida de que Marcos é uma figura bem vista por nove entre dez torcedores de futebol, não somente palmeirenses, mas também por fãs de outras equipes, inclusive torcedores dos maiores rivais. Dessa forma, em termos práticos, o ex-goleiro pode ser considerado uma unanimidade. Uma unanimidade burra.&lt;br /&gt;Marcos passou a ocupar o gol alviverde em 1999, quando o até então titular Velloso sofreu uma grave contusão na mão. Pouco depois, foi figura de fundamental importância na eliminação do arquirrival incolor nas quartas de final da Libertadores, fechando o gol no segundo jogo e defendendo, na decisão por pênaltis, a cobrança de Vampeta. O Palmeiras se sagraria campeão sulamericano naquele ano. Começava a ser erigido o mito de São Marcos.&lt;br /&gt;Ainda em 1999, no mundial de clubes no Japão, Marcos protagonizou a falha grotesca que acabou ajudando o Manchester United a derrotar o alviverde, tendo este que amargar o vice. Aquela foi a primeira de inúmeras presepadas que marcaram a carreira de Marcos, mas desde então, a maioria dos palmeirenses já estava disposta a conceder crédito infinito ao goleiro. Até o fim de sua carreira, nada mudou - de maneira rápida o caipira piadista de fala mansa e contador de “causos” conquistou o coração de muitos palestrinos que invariavelmente passaram a lhe dar o beneplácito.&lt;br /&gt;No ano 2000 novamente o Palmeiras encarou seu mais odiado adversário na Libertadores, desta feita, nas semifinais. O escrete incolor era melhor no papel mas, heroicamente, o alviverde se superou e, após dois jogos, se repetiria a decisão por pênaltis. Marcos defendeu a cobrança derradeira do detestável Marcelinho Carioca, classificando o Palmeiras para a final. Foi a glória para a torcida palestrina, eliminar os marginais tendo um time inferior e às custas do jogador mais detestado do adversário, fato mais do que suficiente para alçar Marcos à condição definitiva de santo imaculado. É evidente que meus agradecimentos a Marcos por um desempenho tão importante e memorável contra o rival de Itaquera serão eternos, de coração. Embora entre os dois jogos de Libertadores mencionados tenha havido a falha do Japão, Marcos não deve ser crucificado se levarmos em conta apenas seu início de carreira, pelo contrário, já que ele foi louvável nesses momentos. Enquanto jovem, foi um guarda-metas de agilidade altamente significativa.&lt;br /&gt;O goleiro recém-aposentado ainda brilharia em outras ocasiões de sua carreira, como nas Libertadores de 2001 contra São Caetano e Cruzeiro e de 2009, contra o Sport, - ele costumava se dar bem no torneio continental, sobretudo nas decisões por pênaltis - em jogos pontuais de outras competições e na Copa do Mundo de 2002, - como algumas pessoas sabem, desejo mais é que a selenike se dane, a despeito de eu ter torcido por certos nomes que compuseram o grupo de 2002, inclusive o próprio Marcos - quando foi, no meu entendimento, o melhor arqueiro do mundial.&lt;br /&gt;Se Marcos brilhou, e isso é algo que não se pode negar, houve também não poucas lambanças que, no mínimo, precisariam ser lembradas, mas que sempre passaram incólumes na mente de muitos palmeirenses, esquecidas ou diminuídas por detrás da carapuça de santo. A ideia do Marcos imaculado se construiu praticamente devido a dois jogos, muito pouco, convenhamos, para uma carreira de cerca de vinte anos, ainda que dois jogos de suma importância. Dois também é o número de títulos que Marcos ganhou pelo Palmeiras como titular, igualmente um número baixo, mesmo que ele não tenha culpa pelo clube ter se transformado na bagunça que suga sua grandeza há mais de uma década. Com o tempo e com as lesões repetidas, algumas delas devidas a um certo descuido, Marcos se tornou cada vez mais um goleiro pesado, lento e com reflexo defasado, o que lhe custou um amplo cardápio de presepadas. Em várias ocasiões passou a nítida impressão de ter entrado em campo sem ter condições de atuar de acordo com o que se espera de um atleta profissional do Palmeiras, o que prejudicou o time. Será que isso é ter amor ao clube?&lt;br /&gt;Além das quatro linhas a postura de Marcos também se revelou bastante inadequada. Quantas não foram as entrevistas que ele concedeu fazendo chacota dos insucessos do Palmeiras? E sempre os bobos de plantão alisando a careca de seu ídolo: “ah, é o jeito dele, o cara é boa praça!” De minha parte, devo ressaltar que não tenho a menor paciência com atitudes sonsas. Não consigo ver graça em derrotas e não forneço indulto a piadas ridículas. O jeito falsamente bonachão de Marcos que o fez se tornar autoindulgente e se colocar acima do Palmeiras gerou também situações constrangedoras em relação ao ambiente entre o elenco, isso porque sempre que o time colhia algum insucesso acentuado, ele se manifestava aos quatro ventos e para quem quisesse escutar, se eximindo de culpa e metralhando companheiros. Ora, por que não fazer isso internamente, apenas? Será mesmo que Marcos teve o amor a camisa que tanto lhe atribuíram? “Ah, ele recusou oferta milionária do Arsenal!” Não tenho certeza nenhuma disso, pois viajou para fazer exames médicos e assinar com o time inglês, depois voltou alegando a recusa. Por que não recusou logo de cara?&lt;br /&gt;Marcos não está entre os cinquenta maiores jogadores da história do Palmeiras, quiçá nem entre os cem. Quem o coloca como maior ídolo alviverde profere tal absurdo sem possuir conhecimento mínimo a respeito do passado do clube, deixando ao limbo nomes muito mais honoráveis, como Heitor Marcelino, Primo, Forte, Lara, Tuffy, Avelino, Junqueira, Imparato, Echevarrieta, Oberdan, Del Nero, Lima, Liminha, Og Moreira, Waldemar Fiúme, Procópio, Rodrigues, Humberto Tozzi, Djalma Santos, Valdir, Jair da Rosa Pinto, Tupãzinho, Vavá, Geraldo Scotto, Julio Botelho, Chinesinho, Romeiro, Mazzola, Zequinha, Servílio, Ademar Pantera, Leão, Leivinha, Edu Bala, Ronaldo, César, Nei, Luís Pereira, Dudu, Jorge Mendonça, Cesar Sampaio, Mazinho, Evair, Zinho, Rivaldo e Alex. Nem é preciso citar Ademir da Guia, totalmente óbvio. O torcedor que adora Marcos acima do Palmeiras é aquele que se acostumou com os fracassos dos últimos tempos, aquele que não tem a correta dimensão do apequenamento que o clube vem sofrendo de 2000 para cá e que tem parcela de culpa sobre o atual estado de coisas. Marcos já está aposentado não é de agora, mas há uns cinco ou seis anos, só faltava ele próprio e os torcedores iludidos enxergarem. O ex-goleiro perdeu várias oportunidades de pendurar as luvas em momentos nos quais seu currículo ainda não havia sofrido tantas manchas, mas preferiu ser teimoso. Azar o dele... e também do Palmeiras. Foi tarde.&lt;br /&gt;É fundamental valorizar os verdadeiros ídolos do passado palestrino, aqueles que vestiram com competência o manto esmeraldino e ajudaram a compor a história mais rica que um clube pode ter. Todavia, hoje o mais urgente para o Palmeiras é a necessidade de correr rápido atrás da grandeza que se desgarra cada vez mais em função de péssimas administrações e do endeusamento exagerado de um jogador que cometeu vacilos grandiosos. Avanti Palestra!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-7698602046911682162?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/7698602046911682162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/santo-uma-ova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/7698602046911682162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/7698602046911682162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/santo-uma-ova.html' title='Santo uma ova'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cTbdiRmyDaA/TTC4xBtEe4I/AAAAAAAAAWU/JzIpT-SvxSE/s72-c/marcos_palmeiras2108.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-21377667219816719</id><published>2012-01-02T09:21:00.002-02:00</published><updated>2012-01-02T09:25:16.253-02:00</updated><title type='text'>À memória de Daniel Piza</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/fotos/piza2_______.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.estadao.com.br/fotos/piza2_______.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O jornalismo cultural brasileiro está de luto. Inexorável, o destino abreviou a vida de Daniel Piza, aos 41 anos. A notícia trágica pegou de surpresa a todos que acompanhavam o trabalho deste brilhante intelectual, sobretudo por meio da leitura de sua coluna dominical no &lt;i&gt;Estado de São Paulo&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;É bem difícil aceitar que um jovem como ele, no auge de sua produção, com tantas contribuições ainda a oferecer aos quadros do pensamento no Brasil, país carente de alta cultura, tenha que partir e deixar órfãos àqueles que bebiam na fonte de suas excelentes reflexões. Muito do que escrevo neste blog vem da influência de Piza, de sua escrita fluída e contundente, de seu liberalismo progressista, de sua defesa do capitalismo, bem como das críticas mais do que justas à política brasileira e a seu governo atual. Ele deplorava também irracionalidades atestadas pelo culto exagerado ao corpo, pelo consumismo narcisista e patológico e pelas superstições religiosas. Costumava afirmar que hoje em dia muitas pessoas preferem acreditar naquilo que não tem evidência alguma do que na pesquisa e na ciência. Piza se mostrava como um iconoclasta do pesadelo pós-moderno ao qual boa parte da sociedade atual foi levada devido à inversão de valores e à picaretagem de pretensos pensadores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Os leitores que frequentavam assiduamente as reflexões de Piza sabem que a lacuna deixada por ele é bastante vasta. Não há hoje na imprensa alguém que saiba tanto e sobre tanta coisa como ele, que exponha com a mesma verve e clareza assuntos que deviam ser do interesse geral, temas polêmicos e uma argumentação precisa em favor da cultura de qualidade, da ética e de valores que cada vez mais se perdem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;“Uma lágrima”, era o que Piza escrevia quando prestava homenagem a alguma personalidade merecedora de destaque. Para ele, não deixo apenas uma lágrima, mas várias. Caberá a todos que creem nas ideias e na cultura como único caminho que vale a pena percorrer na tentativa de atenuar as imperfeições humanas, fazer com que o rico pensamento de Piza permaneça sempre vivo. Descanse em paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-21377667219816719?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/21377667219816719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/memoria-de-daniel-piza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/21377667219816719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/21377667219816719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2012/01/memoria-de-daniel-piza.html' title='À memória de Daniel Piza'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-2348481139081995578</id><published>2011-12-30T10:40:00.006-02:00</published><updated>2011-12-30T16:02:18.617-02:00</updated><title type='text'>À guisa de encerramento</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_jC_Z9czX7Rc/TKTOp2kODjI/AAAAAAAABa8/sbew8XtwU5o/s1600/main-img.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281" src="http://4.bp.blogspot.com/_jC_Z9czX7Rc/TKTOp2kODjI/AAAAAAAABa8/sbew8XtwU5o/s320/main-img.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Morreu Kim Jong-il, o lunático ditador norte-coreano, um homem cujo tempo de governo durava 17 anos, um homem a quem o culto rendido pelo artificialismo do regime comunista o colocava acima de tudo e de todos. Grande ironia o fato dos indivíduos que detêm o poder se sobressairem em tamanha escala num regime do tipo; o marxismo está desmentido também nesse aspecto. Muito antes do comunismo ser o próprio comunismo, trata-se de um sistema autoritário, algo que a análise histórica isenta permite atestar com facilidade. Na Coreia do Norte, viu-se a multidão mergulhada em prantos pela morte de seu ditador, pois a reverência obrigatória ao líder manda que seus súditos ajam de tal forma. Em parte, a manipulação na qual a população é mantida sob uma ditadura, a faz pensar, ignorantemente, que a ausência do ditador levará ao caos, como se este já não fosse inerente ao comunismo, por outro lado, nas brechas em que a sanidade mental se mantém a duras penas, as lágrimas de crocodilo podem servir como garantia de vida - é melhor ser visto chorando do que ser morto. Não me consta que a paranoia comunista tenha criado alguma maneira para identificar o choro fingido. Se nem a Inquisição, muito mais afeita aos mistérios do que os ditadores, percebeu que Galileu dizia uma coisa e pensava seu oposto, não será a ditadura comunista da Coreia do Norte a desbaratar simulações como esta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Morreu também Vaclav Havel, intelectual e político tcheco, o homem que melhor soube conduzir o fim do regime comunista no leste europeu e estabelecer um sistema livre em seu país. Havel foi o mentor da Revolução de Veludo, processo que desmembrou a Tchecoslováquia de modo absolutamente pacífico no início dos anos 1990. Não é por acaso que hoje a República Tcheca seja a nação mais próspera da Europa Oriental, tampouco o fato de que Havel, assim como outros intelectuais de brilho daquela parte do planeta, vide Czeslaw Milosz e Leszek Kolakowski, sempre tenha sido um ferrenho opositor das ideias comunistas. Por ele também houve choro, sem pompa, sem culto à personalidade, mas devido à perda de uma mente defensora da dignidade e da liberdade humanas. Choro sofrido e autêntico.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: #783f04;"&gt;Seria bom para o mundo que houvesse mais homens como Havel.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; __________ //&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;__________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;O próximo ano está quase chegando e, com ele, as idiotices de sempre que caracterizam essa época de virada. Durante quase 12 meses completos muitas pessoas se agarram aos vícios, umas sem se darem conta dos mesmos, outras, conscientes, mas que não mudam por preguiça física ou espiritual. Não sei o que é pior. Tudo bem, os vícios fazem parte da condição humana, sendo dificílimo que alguém possa escapar a eles, - e eu mesmo os possuo - mas prometer a quem quer que seja, começando por si próprio, que no próximo ano as coisas irão ser diferentes como num passe de mágica, unicamente em função da mudança do ano é, na grande maioria das vezes, somente hipocrisia, balela ridícula de quem se deixa levar muito mais pelos devaneios típicos do Réveillon do que pelo compromisso e pelo esforço que uma mudança de comportamento impõe e, que ainda por cima, se for por autêntica força de vontade, pode ocorrer em qualquer período.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;O pior de tudo nessa época são os fogos de artifício, uma das invenções mais execráveis que acompanha as festas de fim de ano. Por que não se proíbe esse verdadeiro lixo? Ah, porque as pessoas gostam, porque elas se divertem, porque é uma tradição, porque simbolizam alegria. As respostas mais odiáveis são aquelas que tomam a parte pelo todo, que generalizam. O mesmo acontece com outras ditas tradições, em que aqueles que não compartilham do gosto por tais, são sumariamente desconsiderados. Temos aqui um exemplo notório de tirania da tradição. Não seria problema sério caso se tratasse apenas de uma questão de gosto pessoal, contudo, o prejuízo é fortemente sentido por animais, tanto os domésticos como aqueles que não o são, tremendamente atordoados e assustados pela barulheira. Há os que se estressam, os que se perdem tentando encontrar um abrigo dos estampidos e até os que chegam a morrer. Entre as aves que vivem em liberdade, o pânico e o estresse provocado pelos fogos costuma ter consequências das mais lamentáveis. Uma vez que tantos gostam de fazer promessas para o ano vindouro, que tal começar agora, abolindo de vez a prática dos fogos de artifício? Você liga para o bem-estar animal, consegue se despir de uma tola “tradição”? Fará toda a diferença.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;De resto, considero uma grande estupidez dar tanta importância a uma simples virada no calendário. Não, não desejo a ninguém um feliz 2012, o tempo cronológico é só um &lt;i&gt;continuum&lt;/i&gt;, só uma maneira de marcar a passagem temporal, sem nenhuma relação com festejos, esperanças e superstições. Faço votos sim, que o ser humano busque viver mais de acordo com as regras da razão e das virtudes em seu cotidiano. O universo agradece. Obrigado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-2348481139081995578?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/2348481139081995578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/12/guisa-de-encerramento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/2348481139081995578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/2348481139081995578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/12/guisa-de-encerramento.html' title='À guisa de encerramento'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_jC_Z9czX7Rc/TKTOp2kODjI/AAAAAAAABa8/sbew8XtwU5o/s72-c/main-img.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6081556958763410985</id><published>2011-12-26T13:23:00.002-02:00</published><updated>2011-12-26T20:33:55.946-02:00</updated><title type='text'>Erro do passado, incompreensão do presente, dever e única esperança do futuro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ah7fYvWGP-o/To2qb5npbPI/AAAAAAAAAJs/dMFxaZ5QczY/s400/head-in-the-sand.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ah7fYvWGP-o/To2qb5npbPI/AAAAAAAAAJs/dMFxaZ5QczY/s400/head-in-the-sand.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Na segunda metade da década de 1990, o Plano Real, depois de muito tempo, proporcionou valorização ao dinheiro da classe média brasileira, período no qual o fantasma da hiperinflação foi devidamente exorcizado e o consumo pôde, ainda que brevemente, se estabelecer sobre parâmetros sólidos e saudáveis. Caso o governo tucano tivesse ido mais a fundo nas transformações que o país necessitava, além do próprio Real, e houvesse, por exemplo, implementado a reforma tributária naquele mesmo momento em que a conjuntura política e econômica lhe fornecia lastro suficiente, o Brasil de hoje estaria, sem dúvida, em condições bem melhores, muito possivelmente, livre do projeto de dominação autoritário do PT. Somada a esse erro, cometido em função de falta de coragem e da presença de uma oposição puramente ideológica do PT, sem qualquer compromisso com o desenvolvimento do país, a crise cambial de 1999 veio para jogar areia no ventilador da economia nacional e contribuir com o pesado desgaste sofrido por FHC em seu segundo mandato. Diante desse contexto, as portas se abriram de forma inédita para Lula e seu partido que, pela primeira vez em sua trajetória política, souberam construir um discurso brando na fachada sem abandonar os traços autoritários de retaguarda, característica típica do DNA histórico de um partido cujo sectarismo fica estampado desde o nome. A brandura aparente foi uma hábil sacada na conquista da porção do eleitorado que sempre havia faltado ao PT: boa parte dos setores médios urbanos e um quinhão do empresariado. Quanto a este último, mesmo perante a desindustrializção que ora o país vem sentindo, não se prejudica, já que o aparelhamento da máquina administrativa assim o favorece. O autoritarismo petista não deseja outra coisa a não ser impedir o desenvolvimento autônomo da sociedade em torno do valor político da democracia e do mercado competitivo e empreendedor, atuando para tanto, na cooptação de empresários ávidos por se locupletarem do butim econômico instaurado desde 2003. Chame-se a isso de capitalismo de estado ou socialismo em edificação, pouco importa, o fato é que uma quantidade significativa de empresários brasileiros ganha dinheiro a partir de favorecimentos e subsídios governamentais. O aspecto mais estarrecedor da tomada de poder pelo PT não é, todavia, a cooptação de empresários, fenômeno já observado em outros tantos regimes de cunho autoritário, mas diz respeito à anuência que a classe média ofereceu ao partido da estrela vermelha. Esse apoio sem precedentes pode ser explicado devido à ilusão causada por um partido de esquerda chegando à presidência reforçado pela figura de um ex-operário e pela ideia de justiça social e igualdade, bandeiras que o PT carregou desde de sua fundação. Em geral, o brasileiro não sabe que igualdade sem liberdade é somente uma maneira de tirania e que uma sociedade justa e desenvolvida jamais pode se constituir com um partido sectário, classista e gramsciano ocupando o poder. Seria pedir muito que a população brasileira estivesse atenta para esses detalhes e, entra igualmente na conta, e portanto no fato do PT estar em seu terceiro mandato consecutivo, podendo até aqui construir tranquilamente seu projeto de poder autoritário, a inépcia do PSDB enquanto oposição, bem como o ranço anti-liberal do qual os tucanos jamais conseguiram se livrar, defeito que os fez cometer o erro citado de início, além de terem colocado em prática medidas corretas a partir de mecanismos falhos, o que cada vez mais tem dado munição aos adversários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O projeto de poder do PT se assenta na centralização do estado e no populismo assistencialista, marcas que cobram caro da classe média, ainda que muitos dos seus representantes não se apercebam da situação. A economia brasileira, carente de investimentos em tecnologia, logística e educação de qualidade, assaltada pela carga tributária que subtrai 40% do salário anual dos trabalhadores sem lhes dar absolutamente nada em troca e comprometendo também a produtividade industrial e encarecendo os serviços, depois de passar alguns anos favorecida pela conjuntura internacional, começa a dar indícios de moléstia. Não é preciso nem indicar quem irá padecer do mal, mais ainda do que já vem acontecendo. A classe média, que perfaz a maioria desses trabalhadores, tem reivindicado sobretudo a reposição salarial, justa em muitas casos, ainda mais num país que ao invés de valorizar quem produz e quem possui qualificação, se ajoelha e faz reverência diante de todos os tipos de celebridades bizarras, aquelas que ajudam a compor o pão e circo. O problema, entretanto, situa-se bem menos no valor bruto dos salários pagos do que na carga tributária que emperra o consumo saudável e reduz brutalmente os rendimentos líquidos da classe produtiva. Os impostos cobrados no país servem para consolidar a centralização do estado, para aumentar ainda mais a corrupção, para bancar o assistencialismo populista, que tira de um lugar e põe em outro, sem evidentemente levar a qualquer desenvolvimento, e para manter o pão e circo, agora traduzido na realização de grandes eventos esportivos, o que também faz a festa daqueles empresários mancomunados com o governo. É a cara do Brasil!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Sem que a classe média passe a entender como funciona o projeto de poder do PT, o que se torna mais difícil conforme o tempo passa, e que a partir disso esteja apta a se opor contra tal situação, reivindicando o que lhe é mais justo, mais necessário e, a meu ver, o único modo de tentar mudar o rumo político que o país vem tomando, (o objetivo final de um projeto aos moldes petistas é conformar a sociedade à não-existência de seus indivíduos, à incapacidade política, por assim dizer) o autoritarismo não fará restar nada além de sua dominação completa. Ajam enquanto é tempo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6081556958763410985?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6081556958763410985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/12/erro-do-passado-incompreensao-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6081556958763410985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6081556958763410985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/12/erro-do-passado-incompreensao-do.html' title='Erro do passado, incompreensão do presente, dever e única esperança do futuro'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Ah7fYvWGP-o/To2qb5npbPI/AAAAAAAAAJs/dMFxaZ5QczY/s72-c/head-in-the-sand.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3069519222936108649</id><published>2011-12-20T10:02:00.008-02:00</published><updated>2011-12-20T20:49:24.061-02:00</updated><title type='text'>Bibliografia 2011</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MR5ap4K4XPI/TWkhTgYKO6I/AAAAAAAAAeo/gtb5dxMbh3Q/s1600/biblio_.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="173" src="http://4.bp.blogspot.com/-MR5ap4K4XPI/TWkhTgYKO6I/AAAAAAAAAeo/gtb5dxMbh3Q/s200/biblio_.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Hoje em dia o mercado editorial brasileiro apresenta lançamentos quase diários, o que torna impossível ao leitor tomar conhecimento sequer de um terço daquilo que chega às livrarias, seja em função da quantidade ou do preço de um livro no Brasil, salgado muitas vezes. A pessoa acostumada à leitura é inevitavelmente obrigada a selecionar títulos que lhe sejam mais atraentes ou úteis, como eu mesmo venho fazendo há cerca de dez anos, momento a partir do qual passei a ler com mais frequência. Seleciono a seguir, pois, três ou quatro livros que julgo terem sido os melhores de 2011 na área de Humanidades, assunto que perfaz 80% de minhas leituras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;No mês de abril li &lt;i&gt;Américo: o homem que deu seu nome ao continente&lt;/i&gt;, do historiador inglês Felipe Fernandéz-Armesto, (Companhia das Letras) uma biografia ágil e envolvente do navegador florentino. Fernandéz-Armesto chegou a um resultado nem sempre factível no gênero, isto é, a compreensão de um contexto amplo a partir do personagem histórico individual, perspectiva entre micro e macro reservada somente aos historiadores de talento. A descrição analítica da Florença renascentista é riquíssima e capaz de transportar o leitor até o berço do Renascimento. No fim, descobre-se um Vespúcio distante do lugar-comum que ainda predomina no Ensino Básico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Logo após o livro de Fernandéz-Armesto mergulhei na leitura de &lt;i&gt;A estranha derrota&lt;/i&gt;, (Zahar) do grande Marc Bloch, um dos monstros sagrados da historiografia em todos os tempos. Há muito esperava-se uma edição brasileira deste clássico que ajudou a estabelecer os &lt;i&gt;Annales&lt;/i&gt;, a escola historiográfica mais profícua e criativa que se tem até hoje. Na obra, Bloch faz jus a seu reconhecimento como historiador da longa duração e das mentalidades, explicando a rápida derrota da França na Segunda Guerra Mundial a partir de elementos profundamente enraizados na mente e na cultura do povo francês. A análise é reveladora do atavismo burocrático na França, bem como do drama pessoal de Bloch que, como historiador, sempre enxergou as causas da derrota, pouco podendo fazer todavia, como soldado, para modificar a impotência francesa diante do dinamismo alemão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em agosto foi a vez de &lt;i&gt;Os redentores&lt;/i&gt;, do historiador mexicano Enrique Krauze, (Benvirá) obra composta por pequenos ensaios biográficos (nem tão pequeno no caso de Octavio Paz) de personagens que marcaram o pensamento político e cultural da América Latina desde o final do século XIX. O título do livro, segundo o próprio Krauze, refere-se ao fardo contido na ideia de salvação, praticamente um fantasma que povoou e permanece povoando o pensamento não só das figuras analisadas pelo autor, mas de tantos intelectuais latinoamericanos, muitos deles levados à ilusão das paixões revolucionárias. O mérito de Krauze, além obviamente do trabalho documental e da qualidade do texto, é desmantelar mistificações como Che Guevara, Eva Perón ou Gabriel García Marquez, nomes ingenuamente cultuados na América Latina, apóstolos de ideias e regimes políticos incapazes de contribuir com desenvolvimento e liberdade. Lutando contra os demônios políticos que assaltam a mente de quase todos os homens que se propõem a pensar intelectualmente a América Latina, enfrentando com esmero e coragem as imposturas que seus próprios pensamentos insistiram em colocar no caminho e, finalmente, arrancados das quimeras utópicas por uma pujança de ideias continuamente construídas ao longo da vida, Mario Vargas Llosa e sobretudo Octavio Paz, que domina a maior parte de &lt;i&gt;Os redentores&lt;/i&gt;, são os dois nomes que emergem com grande destaque na análise de Krauze. Homens que alcançaram a sobriedade e conseguiram se despir do fanatismo da redenção para defender “utopias” plausíveis: democracia e liberdade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Por último, foi a vez de &lt;i&gt;Lembranças de 1848&lt;/i&gt;, (Penguin-Companhia) do multipensador francês Alexis de Tocqueville. O título foi relançado no Brasil depois de muito tempo, mais do que merecidamente. Como ator político das jornadas revolucionárias de 1848, mas também como sagaz analista, Tocqueville brinda com louvor a seus leitores, embora ele desejasse que seus escritos permanecessem confidenciais, no mínimo até sua morte. &lt;i&gt;Lembranças&lt;/i&gt; é uma espécie de autobiografia na qual Tocqueville expõe causas, efeitos e impressões pessoais a respeito de um período de turbulência na história da França. Ao contrário da maioria de seus contemporâneos, homens de um século no qual as teorias holísticas e a ideia de leis históricas obscureceram a compreensão dos fenômenos sociais, Tocqueville adiantou em mais de cem anos a nova história política, pautada nas contextualizações, nas visões de mundo dos sujeitos e nas suas ações cotidianas. Sem desprezar processos mais gerais, como a formação e as transformações de classes na França ou a estrutura administrativa desde a Idade Média, o autor traz à tona o turbilhão da política diária, destrincha com frieza e perspicácia assustadoras o espírito e as ideias do povo, de seus companheiros e adversários políticos, bem como dele mesmo. No complexo entrelaçamento entre causas gerais e específicas, entre estrutura, conjuntura e fatos pontuais, Tocqueville ilustra com vivos tons aquilo que outros pensadores do século XIX fizeram embaçar perante as névoas da abstração. Um livro útil, inclusive, para refletir sobre as mazelas políticas do Brasil atual, comparando-as com as da França oitocentista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PS: Cabe uma menção honrosa ao livro &lt;i&gt;Guia politicamente incorreto&lt;/i&gt; da América Latina, (Leya) de Leandro Narloch. A obra não tem seu valor pela pesquisa, já que se baseia em fontes secundárias, nem pela originalidade, pois traz ideias já conhecidas, pelo menos por aqueles que não se submetem a ideologias falidas. É válida, no entanto, por difundir ao público leigo verdades negligenciadas pelo pensamento esquerdopata que domina amplos setores das Humanidades em nosso continente. Em nível mais primário, Narloch destrói mistificações, assim como Krauze. Ainda que certas colocações do autor mereçam ponderações, eu adotaria o &lt;i&gt;Guia&lt;/i&gt; tranquilamente como livro didático, de vez que se mostra muito mais crítico e isento de ideologizações do que mais de 90% dos manuais escolares destinados aos estudantes brasileiros e latinoamericanos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3069519222936108649?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3069519222936108649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/12/bibliografia-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3069519222936108649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3069519222936108649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/12/bibliografia-2011.html' title='Bibliografia 2011'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MR5ap4K4XPI/TWkhTgYKO6I/AAAAAAAAAeo/gtb5dxMbh3Q/s72-c/biblio_.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-4235275070309949879</id><published>2011-12-10T10:18:00.004-02:00</published><updated>2011-12-10T10:29:15.070-02:00</updated><title type='text'>Blasé</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-IXsj7l3v5VU/TlxVWqMolbI/AAAAAAAAAQg/7r00KJ4NdNI/s1600/blase_frog.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://1.bp.blogspot.com/-IXsj7l3v5VU/TlxVWqMolbI/AAAAAAAAAQg/7r00KJ4NdNI/s320/blase_frog.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Não sei se o que vou expor nas linhas subsequentes é uma satisfação perante os leitores, algo que, ao mesmo tempo que não desejo, não tenho poder para determinar como será interpretado pelas pessoas. Talvez seja uma satisfação a mim mesmo, dada a vontade de escrever sem saber ao certo a respeito do que, aspecto em relação ao qual também não posso e nem devo me preocupar muito. Num país em que a propriedade privada é permanentemente aviltada pelos impostos, ao menos possuo soberania sobre este espaço. O fato é que nesse ano escrevi mais do que nos dois anteriores, isso sem que 2011 tenha terminado; até esta data, a média é de cerca de um artigo por semana, um bom número se considerado que em muitos períodos, como o atual, aumenta o trabalho a ser realizado em casa. Não que o fator quantidade esteja acima da qualidade, porém isto é um blog, um veículo que faz parte de um meio no qual a atualização não pode ser descartada, ainda que o perfil que procuro manter aqui seja outro, não tendo nada tem a ver com o que se poderia chamar de um folhetim diário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Postei menos em novembro, situação que vislumbro se repetir em dezembro. Estou sem grande inspiração, embora, como já salientado, satisfeito com o que produzi desde janeiro. Assuntos e ideias nunca faltam, pois estão sempre passando irriquietamente por minha cabeça. Tem faltado, sim, organizá-los devidamente e torná-los públicos. Quem sabe não resida exatamente aí a carência de inspiração? Me encontro um tanto quanto perdido no meio do turbilhão, sem a fleuma e a habilidade necessárias para encontrar um foco por vez e escrever sobre o mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Nos últimos dias que se passaram pensei em abordar a figura de Sócrates, o ex-jogador falecido, contudo, quando delineava o texto ainda em mente, logo percebi que não teria nada considerável a acrescentar diante de tanta coisa que já havia sido colocada, correndo sério risco de, ainda por cima, ser incomodado pelo politicamente correto e ter que estorvar a mim mesmo em dar respostas para um povo que, em geral, tem compulsão quase patológica em fabricar mártires. A pieguice do brasileiro o impede muitas vezes de tirar lições dos erros que são cometidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O Campeonato Brasileiro acabou e me veio a ideia de discutir o certame, assunto que poderei expor em breve, mas que, por ora, deixei de lado em função das paixões clubísticas ainda latentes devido ao término recente da competição. Além disso, é sabido de qualquer um que não se furte a uma observação um pouco mais atenta, que o vencedor representa o &lt;i&gt;status quo&lt;/i&gt; do atual futebol brasileiro, assaltado pela podridão dos dirigentes, da imprensa esportiva dominante e do poder maior que rege a nação. O século XX inaugurou as formas de poder ditatoriais baseadas no apoio das massas ignorantes e sujeitas à manipulação. O uso do futebol - esporte das massas no Brasil - com finalidades políticas é hoje mais comum no país do que durante o milagre brasileiro. Quem diria?! Para qual público eu iria escrever, para o torcedor zumbi? Não, seria chover no molhado. Quanto aos admiradores dos outros times, eles já conhecem a história decor e salteado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Após ter escanteado os temas anteriores, eis que surgiu a polêmica acerca da hidrelétrica de Belo Monte. De um lado, o Movimento Gota d´Água vociferando contra, de outro, um grupo de estudantes tecendo loas. Um bom assunto a ser posto em discussão,... ou não. Quando me pus a refletir que, evidentemente, há ainda muita informação negligenciada, tanto para se colocar contra, como para se mostrar a favor da construção da usina, percebi de imediato que não deveria manifestar nada sobre a questão. A princípio, sou totalmente contrário à construção dessa usina, uma vez que o potencial eólico e solar do Brasil deveria prevalecer sobre outas fontes de energia, mas ainda é preciso aguardar para tecer comentários mais aprofundados. Belo Monte pode nem ser o monstro que atores globais nunca antes engajados em causas ambientais, muito pelo contrário, tentaram pintar, nem o bálsamo cantado em prosa e verso por alguns universitários recém-saídos do Ensino Médio usando de discurso elíptico. Por enquanto, ao contrário do que divulgou a revista &lt;i&gt;Veja&lt;/i&gt;, o debate está bem longe de ser sério.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Outra ideia que me ocorreu em função de conversas travadas esporadicamente, diz respeito ao pensamento rígido de certas pessoas, quadro que sempre as leva a encarar fenômenos socioculturais sob um viés essencialista. Essas pessoas acreditam, para citar um único exemplo, que existe um antagonismo de princípios entre o Ocidente e o Oriente de maneira a tornar impensável toda e qualquer reflexão na busca de aproximações e perspectivas em relação a aspectos filosóficos universais. Para elas, não existe nem mesmo a possibilidade da presença de filosofia no Oriente, o que é um tremendo absurdo. Quem adota esse estilo de postura, nunca atentou para os estudos de um Louis Gernet, de um Marcel Granet ou de um Jean-Pierre Vernant, se esquece até de que o cristianismo surgiu no Oriente, que a Álgebra e que o número zero são invenções árabes e que Marco Polo foi à China, de onde trouxe coisas que hoje nos são comuns. Como os essencialistas lidariam com os impasses do mundo global? Fazendo uso da teoria do choque de civilizações, que eles mesmos rejeitam quase sempre? Tirando da cartola a ideia de tolerância? Mas como, se são justamente essencialistas? Este tema é bastante complexo em seus desdobramentos, retornarei a ele num momento mais adequado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Quando achar por bem, ou quando a urgência de algum fato assim o fizer necessário, volto a escrever. Por enquanto, peço licença para me concentrar nos afazeres cotidianos, afinal, é época de trabalho árduo para professores que o ano inteiro se viram às voltas com alunos que não cumprem jamais o exigido e que agora&amp;nbsp; precisam passar pela tal da recuperação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PS: de última hora, vejo reportagem na TV noticiando a aprovação do aumento&amp;nbsp; de salário para cargos político-administrativos no município de São Paulo; as majorações são claramente abusivas e ultrajantes, chegando a mais de 200% em alguns casos; piores, só mesmo as justificativas escabrosas do deputado Marco Aurélio Cunha (DEM) e do prefeito Gilberto Kassab, ambos afirmando que é uma forma de valorizar os tais cargos e de propiciar cobrança em relação aos beneficiados; não sabem diferenciar trabalho produtivo de não-produtivo, não sabem que o mérito independe da questão financeira e não fazem ideia de que a cobrança deveria se fazer em cima das responsabilidades, também não guardando nenhuma relação com aquilo que se recebe em forma de salário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-4235275070309949879?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/4235275070309949879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/12/blase.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/4235275070309949879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/4235275070309949879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/12/blase.html' title='Blasé'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-IXsj7l3v5VU/TlxVWqMolbI/AAAAAAAAAQg/7r00KJ4NdNI/s72-c/blase_frog.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6796074623826896506</id><published>2011-11-28T20:05:00.007-02:00</published><updated>2012-01-18T22:53:44.691-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sociologia'/><title type='text'>Crítica e tradicionalismo sociológico no Brasil</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_qJ8sF9iiD94/TGkRtdBHFLI/AAAAAAAAAGc/PtUrQNOoGVY/s1600/XILOGRAVURA0001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/_qJ8sF9iiD94/TGkRtdBHFLI/AAAAAAAAAGc/PtUrQNOoGVY/s320/XILOGRAVURA0001.jpg" width="304" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando alguém faz a pergunta “para que serve a história?”, um questionamento até certo ponto banal, embora justo, a melhor resposta sempre será aquela que é dada por meio de exemplos, esclarecendo o que, dito de outro modo, com base na teoria e portanto mais sujeito a hermetismos, correria o risco de ser considerado deveras abstrato por parte do inquiridor. A qual exemplo recorrer vai do gosto, do acaso ou do conhecimento de quem responde, sendo o mais importante salientar a carga de passado que o presente pode comportar. Para se compreender o contexto presente é imprenscindível conhecer os caminhos trilhados por uma sociedade, caminhos esses que, por sua especificidade, contribuíram para estabelecer um determinado presente, e não outro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nas sociedades tradicionais, entendidas em âmbito sociológico¹, isto é, nas quais ainda preponderam o patriarcalismo, o familismo e as relações pessoais, mesmo na esfera pública, é fácil sentir e observar uma carga de passado que, não pode deixar de se apontar, resulta em traços bastante negativos. Não é necessário ter senso lá muito aguçado para classificar o Brasil dentre as sociedades desse tipo, isso não somente em localidades distantes dos grandes centros urbanos, mas inclusive neles. A indistinção entre público e privado é uma marca &lt;i&gt;sui generis&lt;/i&gt; da sociedade brasileira, tributária do passado de colonização ibérica. Não posso deixar de concordar com a professora Lucília Siqueira, quando esta afirma que não podemos mais considerar a estrutura colonial lusitana como responsável por nossas mazelas atuais, afinal, a Independência, a República, a industrialização e a democratização são realidades que, bem ou mal, capengas como se apresentaram ou ainda se apresentam, fizeram ou fazem parte da história do Brasil, tornando-o uma realidade diferente em relação ao que foi até 1808. Isso não quer dizer que seja possível descartar os efeitos da longa duração e dos traços culturais e mentais que se fazem perdurar no povo brasileiro, algo que a professora Lucília, arguta como sempre se mostrou, também sabe perfeitamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os sinais e pormenores que definem a confusão entre público e privado no Brasil se reproduzem todos os dias nas relações entre patrões e empregados, na esfera da política oficial, nas escolas e universidades, no trânsito, nas conversas entre amigos e até entre pessoas desconhecidas, situação em que o trato familista configura um paradoxo dos mais incríveis. Tudo isso revela que o Brasil está a anos luz de distância de ser um país liberal, coisa que muita gente não pode e nem quer perceber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aqui tendo chegado, noto que talvez eu feito uma digressão muito longa, desviando-me do tema sugerido pelo título, mas creio também, que o leitor poderá entender os motivos deste trajeto. A crítica no Brasil, ao contrário do que deveria ser, ainda é assunto tratado sob espesso véu de familismo e personalismo. No geral, o brasileiro tem ojeriza à crítica, logo tomando-a por um ataque pessoal, seja por parte do próprio alvo criticado ou, o que é comum, por parte de quem toma suas dores. A noção de que a crítica, quando bem feita, se fundamenta em ideias, é estranha ao povo que habita estas terras. Desde Platão na Antiguidade, passando pela contribuição de importantes pensadores medievais e modernos, vide um São Tomás de Aquino ou até um Hegel expurgado de marxismo, é sabido que o conceito de ideia demanda impessoalidade, algo que, no entanto, não tem logrado sucesso face à mentalidade tradicionalista do brasileiro. Daí ser tão recorrente que as réplicas se percam completamente em argumentação &lt;i&gt;ad hominem&lt;/i&gt;, o que faz a discussão se tornar pobre e arredia ao debate.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Na esteira do anticriticismo, muitas vezes vem à tona a questão da verdade, o que é fruto da suposição, também ela resultado do tradicionalismo, de que toda crítica esteja presa ao dualismo verdadeiro-falso. Este ponto é muito espinhoso quando a crítica se refere a assuntos referentes às Ciências Humanas, terreno cujo estatuto epistemológico é bastante específico. Em áreas do saber nas quais se lida muito mais com probabilidade e verossimilhança, uma argumentação pautada pela oposição entre verdadeiro-falso estará sempre comprometida. Nesses casos, deve se considerar, além do elemento subjetivo adjacente ao discurso das Humanidades, a noção de que uma concepção geral que norteia as ideias de determinado pensador pode, na maioria das vezes, não ser de sua própria autoria. Disto decorre que uma possível crítica dirigida a esse mesmo pensador não busca colocar em discussão se ele é ou não o dono da verdade, pretensão pouco aplicável em Humanas ou mesmo à crítica em si, mas sim chamar atenção para pressupostos teóricos e ideológicos equivocados que podem comprometer uma argumentação, ainda que formalmente bem construída. Evidentemente, o erro e o acerto estão em jogo, mas não em uma perspectiva totalizante, que inclusive esvaziaria em grande medida o propósito da crítica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Penso ser correto admitir que quando uma sociedade atinge um nível sofisticado de crítica, livre de personalismos, tem-se aí um sinal de seu desenvolvimento mental e cultural, quadro que, pelo exposto, ainda não começou nem mesmo a engatinhar no Brasil, país de claro tradicionalismo sociológico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;NOTA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;1. O conceito de “sociedades tradicionais” em Sociologia, muito utilizado pela Escola de Chicago e presente nas obras de Talcott Parsons e Gino Germani, refere-se, grosso modo, a sociedades permeadas por valores oligárquicos, tais como exemplificados no texto. Este conceito não deve ser confundido com sua definição antropológica, usada para caracterizar sociedades pré-históricas ou pré-modernas, (em sentido lato) remotíssimas, nômades/semi-nômades, formadas por caçadores e coletores. Tem ainda menos a ver com o conservadorismo humanista à la Irving Babbitt, cujo princípio é a valorização de padrões morais e filosóficos que tendem a favorecer a vida civilizada e a liberdade autêntica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6796074623826896506?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6796074623826896506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/11/critica-e-tradicionalismo-sociologico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6796074623826896506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6796074623826896506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/11/critica-e-tradicionalismo-sociologico.html' title='Crítica e tradicionalismo sociológico no Brasil'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_qJ8sF9iiD94/TGkRtdBHFLI/AAAAAAAAAGc/PtUrQNOoGVY/s72-c/XILOGRAVURA0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-8484660988383342493</id><published>2011-11-20T21:35:00.009-02:00</published><updated>2012-01-18T22:52:41.396-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='corrupção'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='PT'/><title type='text'>Manifestações muito válidas de indignação</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.portalcodo.com.br/site/wp-content/uploads/2011/09/corrupcao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="253" src="http://www.portalcodo.com.br/site/wp-content/uploads/2011/09/corrupcao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O filósofo político Renato Janine Ribeiro escreveu no &lt;i&gt;Estado de São Paulo&lt;/i&gt; de hoje um artigo ("Inimiga da república") versando sobre a corrupção no Brasil. Segundo o autor, é um assunto que não pode ser tratado a partir de viés partidário, ou seja, a crítica à corrupção tem que ser total e incondicional, não somente feita se estiverem em jogo preferências por um ou outro partido. Assim, quem fica indignado contra corrupção praticada pelo partido X, deve manter postura idêntica se for levada a cabo pelo partido Y, do contrário, estará incorrendo em extrema incoerência.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Janine está certíssimo nesse aspecto, porém, parece não ir a fundo nas implicações morais que seu próprio ponto de vista enseja. No mesmo artigo o autor julga que as manifestações de indignação dirigidas aos corruptos são vazias, uma vez que aqueles que criticam não oferecem propostas para o Brasil. Aí cabe então a pergunta: desde quando ser intolerante em relação a um modo de agir criminoso exige, como complemento, indicar propostas? Um professor de ética como ele não poderia desconsiderar jamais que, se existe uma situação na qual a moral é jogada no lixo, ser intolerante em relação a esta situação adquire um valor por si só.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O pior é que Janine usa o &lt;i&gt;Facebook&lt;/i&gt; como fonte para corroborar sua ideia. Convenhamos que a rede social não fornece o melhor indicativo quando se tem o objetivo de refletir acerca da política de uma nação, sobretudo se essa nação é o Brasil. A maior parte dos brasileiros não saberia propor soluções aplicáveis para a política brasileira, simplesmente porque não possui instrumental para tanto e porque vivemos sob uma democracia representativa, na qual cabe justamente aos representantes eleitos a tarefa de coordenar as ações políticas. Se eles não o fazem em nosso país, tem sido acima de tudo por conta dos gravíssimos e frequentes desvios de conduta, logo, tudo que seja para repudiar a corrupção é de total validade e importância. A democracia brasileira ainda não se consolidou e está longe disso, o que nos revela que seria esperar demais que os brasileiros fizessem, no momento, algo além do que se indignar contra a corrupção, um mal que se instalou nas entranhas da política nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Janine teria se saído bem melhor se constatasse o mais evidente, isto é, o fato de que são poucos os brasileiros que se mostram indignados contra uma corrupção que se tornou institucionalizada no governo do PT, partido que sempre se colocou como paladino da ética enquanto esteve fora do poder. Depois que o conquistou, passou a tratar do tema como preciosismo/moralismo burguês. O populismo lulista soube se aproveitar bem dos desejos mais prementes da população carente e mesmo de boa parte das classes médias urbanas, o que resultou na passividade política que domina a fragilizada democracia brasileira. Bom para quem ocupa o poder e que pretende mantê-lo sobre traços autoritários.&lt;br /&gt;Por sorte, e talvez por uma centelha de percepção, o cenário dá sinais de mudança, aponta que a intolerância contra a corrupção tem aumentado, sendo isso exatamente o que nosso autor observou no &lt;i&gt;Facebook&lt;/i&gt;. Ao mesmo tempo em que a rede social representa apenas uma excrescência do universo político, pouco ainda diante de tantas mazelas, é também motivo para se ter alguma esperança, afinal de contas a passividade reinou sozinha de 2003 para cá, levando o lulismo a um grau de aceitação e aprovação completamente incompatíveis com o governo que era realizado. Notando que existem indicativos de alteração na atmosfera, Janine poderia ter visto a coisa de modo positivo, mas como alguém que ainda consegue enxergar no PT um partido comprometido com a democracia, acaba por ir na contramão daquilo que ele mesmo condena, acertadamente, como sendo partidarismo, ao invés de intolerância contra a corrupção em essência. O autor deveria ter a coragem e o desprendimento necessários para atacar a corrupção insitucionalizada no governo petista, reforçando que foi com Lula e obedecendo ao discurso, à postura e as medidas do ex-presidente, que as práticas políticas ignominiosas passaram a ser não só aceitas, o que já é uma aberração, mas também legitimadas. Toda corrupção, por mais ínfima que seja, merece repúdio, mas é a corrupção sistemática e institucionalizada que mais torna enferma a vida política de um país, pois é aí que passa a ser vista como algo corriqueiro, levando por sua vez, à apatia e à passividade da população. Se o povo tem dado algumas demonstrações de estar farto de tamanha corrupção, fenômeno observado por Janine, é motivo de louvor que não pode ser desprezado.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O autor crê que a discussão política no Brasil é pobre, uma afirmação absolutamente óbvia, sendo estranho, desse modo, que ele negue a validade de sinais que apontam uma possível mudança de direção. É significativo que mais pessoas estejam se manifestando contra a corrupção no Brasil, daí a querer que o brasileiro adquira uma cultura democrática que lhe capacite a propor soluções para o país, é algo que demanda, além de paciência, mudanças em outras esferas, como a educação, o que de maneira nenhuma, no entanto, retira a importância de se manifestar veementemente contra os corruptos. Para que haja o estabelecimento de cultura democrática no Brasil, arranjo bem mais complexo e rico do que se tem aqui, é necessário que o brasileiro comece a pensar e sentir a liberdade como fator mais valioso em sua experiência de cidadão. Só então, passará também a admitir que Estado centralizador e assistencialismo não são os responsáveis pelo desenvolvimento de uma nação, bem como poderá se dar conta de que a liberdade e a democracia exigem o cumprimento de deveres - não só o exercer de direitos - que são, por definição, elementos construtivos da verdadeira liberdade. Caso isso venha a acontecer algum dia, poderá ser percebido nos espíritos das pessoas, em seus costumes e nas leis da sociedade, não só nas expressões residuais de redes como o &lt;i&gt;Facebook&lt;/i&gt;. Nesse caso, que até pode ser visto como idealizado, temo que certas paixões ideológicas, tais como demonstradas por Janine, ainda assim fariam dele um insatisfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-8484660988383342493?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/8484660988383342493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/11/manifestacoes-muito-validas-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8484660988383342493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8484660988383342493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/11/manifestacoes-muito-validas-de.html' title='Manifestações muito válidas de indignação'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-8025290822672278485</id><published>2011-11-09T20:36:00.005-02:00</published><updated>2012-01-18T22:53:11.295-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comunismo'/><title type='text'>Comunistas criminosos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lDU_K3UJTF8/Sn3oRE6Q7jI/AAAAAAAAACI/ZvnlJzHxu04/s200/Socialismo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_lDU_K3UJTF8/Sn3oRE6Q7jI/AAAAAAAAACI/ZvnlJzHxu04/s200/Socialismo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Os falsos estudantes, criminosos, rebeldes sem causa, baderneiros, comunistas e buchas de canhão do tráfico que ocuparam a reitoria da USP foram obrigados a deixar seu acampamento depois da ação, corretíssima, diga-se de passagem, da Polícia Militar, que fez cumprir uma determinação judicial desobedecida por essa minoria autoritária. Foram indiciados por descumprimento da ordem e danos ao patrimônio público. Que sejam agora devidamente punidos, inclusive, o que seria absolutamente justo, com o jubilamento da universidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;As pessoas que praticaram esses atos são débeis mentais que se aproveitaram do pretexto da detenção de três dos seus, por PM´s, quando fumavam maconha nas dependências da USP, uma universidade pública (público significa algo que é de todos, de uso comum, não um lugar onde não há lei e no qual cada um faz o que bem entender) para organizar uma rebelião cujas reivindicações, além de serem completamente estapafúrdias, se confundem numa miríade de clichês pueris, sem nenhuma pertinência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Segundo essa gentalha, a presença da PM no campus não condiz com um espaço destinado à educação nem garante a segurança da comunidade universitária. A argumentação não poderia ser mais inconsistente, mais do que isso, não poderia ser mais contraditória, um exemplo cabal da má fé e da cara de pau que toma conta da mente de comunistas extemporâneos. Pode-se questionar a ideia de que policiais não combinam com um espaço cuja função é o estudo a partir de quatro pontos: 1) PM´s não impedem nenhum estudante de estudar, nem de pensar livremente, um privilégio exclusivo de quem é cidadão de regimes livres, algo que vai na contramão do ideário político dos comunistas; 2) a presença da PM no campus em nada interfere na rotina de quem vai à universidade para realmente estudar, ao contrário do uso de maconha em local público, o que aí sim invade o espaço das outras pessoas; 3) como falsos estudantes, os baderneiros não frequentam a universidade com o objetivo de estudar, longe disso, praticamente não são vistos em sala de aula, passando quase todo o tempo na vadiagem, na trama de ideias revolucionárias e na pintura de cartazes de papel pardo com gritaria marxistóide; 4) no oposto do que prega o esquerdismo radical e sua cria pós-moderna, o relativismo, a PM é essencialmente uma instituição que existe para proteger o cidadão de bem, (estados de exceção e desvios de conduta de policiais não são a regra) portanto, é evidente que criminosos que andam de rosto coberto se posicionem contra a presença da PM, não só na USP, mas em qualquer outro local.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A questão das drogas e do policiamento serviu somente como fachada para a verdadeira intenção dessa minoria que, estando ligada a certos partidos políticos da esquerda revolucionária, tenta de dentro da universidade, contando com o apoio de alguns professores, também eles relacionados a esses partidos, alterar o sistema vigente na sociedade, que eles pensam ser o capitalismo pronto e acabado a serviço da elite (qual elite, cara pálida?!). Por mais ridículo e absurdo que possa ser, é exatamente isso. Não é nem preciso frisar que esse pessoal está se lixando para a criminalidade no interior da cidade universitária ou para a morte de estudantes que eles consideram como “burgueses alienados”. São eles que representam o crime no campus da USP, logo, são inimigos de quem atua combatendo o crime. Quando argumentam que o “poder estabelecido a favor do grande capital criminaliza os movimentos sociais” não estão agindo nada diferentemente do que preconizam os manuais da esquerda terrorista, de Netchaiev a Lamarca, passando por Lenin e Gramsci. É o pior marxismo possível, se é que se pode piorar aquilo que já é horrível. É a lógica da manipulação da verdade, da autovitimização, do nivelamento por baixo, o que se traduz no lobo em pele de cordeiro, na tática da subversão dos cupins, lenta e silenciosa, mas que aparece de surpresa em estágio avançado. Já passou faz tempo da hora das pessoas em geral admitirem que o emblema da foice e do martelo conota crimes tão perversos e execráveis quanto a suástica e, desse modo, de colocá-lo no mesmo estatuto de proibição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Não adianta, como declarou o governador Geraldo Alckmin, dizer que essa gentalha precisa de uma “aula de democracia”. Eles não reconhecem a democracia, que no Brasil é só uma quimera, senão como um “falseamento da sociedade burguesa”. Nunca defenderão sistema democrático algum, já que comunistas são autoritários e totalitários, não democratas. Comunistas não sabem o que é teoria política, não enxergam a dimensão política à parte daquilo que assumem como sendo a superestrutura, subordinada à base material e econômica e, assim sendo, como alguma coisa secundária e sem maior importância. Não há política entendida como debate de ideias no regime que defendem e seus atos agressivos, violentos e arbitrários assim o provam. Não há lei para essas pessoas, senão a “lei histórica” que condena os “elementos contrarrevolucionários” à eliminação. Para eles, a história é a “parteira da revolução”, uma história já determinada a &lt;i&gt;priori&lt;/i&gt;, bastando apenas que a ação revolucionária a coloque em movimento. “Toda história é a história das lutas de classe”, segundo as primeiras frases do &lt;i&gt;Manifesto Comunista&lt;/i&gt;, um dos escritos mais fraudulentos que a estupidez humana já produziu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Esses revolucionários extemporâneos só podem ser tratados como criminosos e qualquer coisa que não seja isso, é apenas eufemismo que os fortalece e joga contra as pessoas de bem e com as ideias de liberdade, de humanismo, de democracia e de respeito ao indivíduo e à sociedade. Não seria, a princípio, um horizonte difícil de vislumbrar, contudo, ele só será alcançado no dia em que as aberrações de cunho marxista forem completamente esquecidas, projeção bem mais difícil de se concretizar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-8025290822672278485?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/8025290822672278485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/11/comunistas-criminosos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8025290822672278485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8025290822672278485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/11/comunistas-criminosos.html' title='Comunistas criminosos'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lDU_K3UJTF8/Sn3oRE6Q7jI/AAAAAAAAACI/ZvnlJzHxu04/s72-c/Socialismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3276842442175510581</id><published>2011-10-29T10:28:00.006-02:00</published><updated>2012-01-18T22:54:02.412-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Iron Maiden'/><title type='text'>Paul Di'Anno. Quem?!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_zDN5jcGO6GY/S3RyRS5EMTI/AAAAAAAACgM/MxwkRyPWFrI/s320/2982865684_bf7a03f19f.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_zDN5jcGO6GY/S3RyRS5EMTI/AAAAAAAACgM/MxwkRyPWFrI/s320/2982865684_bf7a03f19f.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Paul Di'Anno, primeiro vocalista oficial do Iron Maiden, é um artista de capacidade no mínimo discutível. Os álbuns &lt;i&gt;Iron Maiden&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Killers&lt;/i&gt;, os dois primeiros gravados pelo grupo britânico, possuem o altíssimo padrão de qualidade maideniano, fato que se deve exclusivamente à atuação de Steve Harris, Dave Murray, Adrian Smith (que ainda não fazia parte da banda no primeiro disco) e Clive Burr; Di'Anno não foi mais do que mero coadjuvante, um vocalista sempre muito mais afeito ao gênero &lt;i&gt;punk&lt;/i&gt; do que ao &lt;i&gt;Heavy/Hard&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Recentemente, o ex-vocalista do IM fez mais uma de suas maçantes aparições, que invariavelmente nada acrescentam à música, e concedeu entrevista na qual, lá pelas tantas, a entrevistadora lhe propôs dar nota de zero a dez para alguns vocalistas. Como seria absolutamente previsível, um dos avaliados foi Bruce Dickinson, que recebeu algo em torno de 7,25. Justificando-se, Di'Anno saiu-se com a tática tipicamente utilizada por quem padece da carência de talento: "Bruce é alguém treinado para cantar, ele não tem emoção". Uma avaliação patética, tremendamente equivocada não só porque o óbvio recomenda nota bem mais elevada, (se Di'Anno fosse elegante e humilde não teria problema em enaltecer a extrema perícia vocal de Dickinson) mas também porque o IM conquistou reconhecimento fenomenal graças inclusive ao trabalho daquele que causa profunda inveja em Di'Anno, o próprio Bruce. Mais ainda: opor técnica e &lt;i&gt;feeling&lt;/i&gt; como se fossem quesitos mutuamente excludentes é uma maneira simplista e até mesmo inocente de enxergar a arte. Ninguém pode atestar objetivamente que o &lt;i&gt;feeling&lt;/i&gt; de Di'Anno é de causar inveja ou que Dickinson não possua tal dom. Por outro lado, atribuir qualidade técnica é uma tarefa objetivamente verificável e quem ouve Dickinson cantar &lt;i&gt;Hallowed By Thy Name&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Alexander The Great&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Seventh Of A Seventh Son&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;The Talisman&lt;/i&gt;, sabe que ele é infinitamente superior a Di'Anno, mesmo quando este demonstra algo mais, como por exemplo, em &lt;i&gt;Phantom Of The Opera&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Fora do Iron Maiden entre 1993 e 1999, Dickinson realizou trabalhos memoráveis como &lt;i&gt;Accident Of Birth&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Chemical Wedding&lt;/i&gt;, já Di'Anno, desde 1981, nada fez que seja digno de nota. Diante da avaliação de Di'Anno só se pode concluir que a desculpa atrás da qual se refugia um sujeito cujos vocais não representam nada - somente mais um dentre tantos que nunca saíram do anonimato, ao contrário dele, a quem o posto de &lt;i&gt;frontman&lt;/i&gt; do IM caiu do céu, acaso rapidamente reparado em função de seu comportamento incompatível com o profissionalismo, além da própria falta de talento - é o discurso manjado que denota inveja e complexo de inferioridade perante a ausência de competência. Di'Anno, quem é você? Não é ninguém, a não ser um cantor insignificante que trinta anos depois de ser despedido do IM continua não sendo capaz de aparecer sem que seja às expensas da banda em que um dia as circunstâncias ousaram colocá-lo. Foi tarde, ainda bem. &lt;i&gt;Up the Irons&lt;/i&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3276842442175510581?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3276842442175510581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/10/paul-dianno-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3276842442175510581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3276842442175510581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/10/paul-dianno-quem.html' title='Paul Di&apos;Anno. Quem?!'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_zDN5jcGO6GY/S3RyRS5EMTI/AAAAAAAACgM/MxwkRyPWFrI/s72-c/2982865684_bf7a03f19f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-564559783855476589</id><published>2011-10-22T12:41:00.004-02:00</published><updated>2011-10-22T12:43:31.255-02:00</updated><title type='text'>Torres de marfim: traços do atraso mental latinoamericano</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; color: #660000; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_o-j4w7N7Tcc/TTMzKwMDEXI/AAAAAAAAACo/5xFcU817CIk/s1600/ivory-tower.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="206" src="http://3.bp.blogspot.com/_o-j4w7N7Tcc/TTMzKwMDEXI/AAAAAAAAACo/5xFcU817CIk/s320/ivory-tower.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #660000;"&gt;A América Latina é mesmo um continente fadado à desgraça. Mais de três séculos de colonização ibérica desprovida de qualquer intuito filosófico ou espiritual, um megalomaníaco personalista com complexo de Napoleão considerado até hoje "El Libertador"; no pós-independência, uma aristocracia agrária tradicionalista ocupando o poder político até o século XX e, depois dela, transmutando-se em seu lugar, uma casta política corrupta e muitas vezes autoritária, aquela que define os rumos da nossa sociedade, não sem a ajuda fundamental dos tolos em catarse que lhe outorgam poder. A pobreza econômica, como nem poderia ser diferente, é fruto desse desenvolvimento histórico peculiarmente nefasto. Quanto à intelectualidade latinoamericana, boa parte de seus representantes permanece confinada à estreiteza de visão, atrasada em cerca de 50 anos, que a faz adotar em pleno século XXI as teses do marxismo vulgar.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Diante de uma tal miséria de pensamento, ninguém há de estranhar os paradoxos que abundam no cotidiano desse pobre continente. Poucos, inclusive, são capazes de escapar do véu de ignorância que cobre a reflexão devida, minuciosa e necessária a respeito dos erros da América Latina, algo a fazer destas terras uma massa inerte sempre presa ao atraso - até Hegel, e depois, Marx, já pensavam assim, para desespero velado de seus arautos que abundam por aqui. Apenas quando as pessoas se propuserem a destrinchar o que está por trás de tamanha confusão de ideias e inversão de valores que assolam a América Latina, tarefa difícil, é que poderão, talvez, se indignar contra esse panorama.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Muitos cientistas humanos, enclausurados em suas torres de marfim, enxergam a si próprios como seres iluminados por uma espécie de conhecimento obtido por vias metafísicas. Eles se apegam a mitos, ideias e paixões ideológicas cristalizados pelo tempo, quimeras supostamente imunes às mudanças históricas, mas que na verdade não podem pretender explicar contextos em constante mutação. Uma das grandes contradições inerentes a tais formas mitômanas de pensamento se dá em função delas manterem discursos que recorrem exaustivamente à história, ao mesmo tempo que deixam de prestar atenção ao novo, equivocando-se em relação ao velho. Os fenômenos da mentalidade, geralmente desprezados pelos ideólogos mais radicais, são aqueles que se perpetuam com maior resistência no tempo histórico - tem-se aqui, sendo assim, outra enorme contradição - e que, apesar de tênues, difusos e de requererem análise acurada, quando bem esquadrinhados, fornecem o quadro detalhado de uma sociedade e de sua cultura. Os exemplos que trago a seguir são pormenores aparentemente desimportantes, contudo, extremamente reveladores dos traços mentais que se refletem na cultura e na visão de mundo de uma considerável parcela dos habitantes da América Latina, evidência de como as ideias interferem vivamente na realidade, mesmo que elaboradas em completo desacordo com o real.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O jornalista e historiador Lúcio de Castro, típico representante da esquerdopatia latinoamericana, é alguém que ainda se presta a contorcionismos argumentativos para pensar na ditadura cubana e em Che Guevara como dignos de louvor e elogio. Nessa semana, ele ganhou o &lt;i&gt;Prêmio Vladimir Herzog&lt;/i&gt; &lt;i&gt;de Jornalismo&lt;/i&gt; por uma série de reportagens que realizou sobre o Haiti. Lúcio afirmou no dia seguinte à premiação, que o mais importante é estar sempre denunciando o desrespeito aos direitos humanos que vigora naquele país. Não passa em nenhum momento pela cabeça do premiado, que as mazelas haitianas são, em parte, resultado dos problemas internos do Haiti. Daí nem surpreende que ele silencie sobre a absoluta desconsideração que a população haitiana mantenha com relação aos animais. Lúcio pode acreditar, juntamente com os haitianos e sua religiosidade de matriz africana, que os sacrifícios de animais não representam mal algum, pois são oferendas ao deuses. Se tais deuses existem, uma coisa é certa: eles, na verdade, detestam os sacrifícios de animais, do contrário o Haiti teria IDH maior que o da Noruega.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;É claro que os direitos humanos devem ser valorizados e que deve haver denúncia quando não forem observados, caso do Haiti, mas se a pobreza lá só fosse devido a isso, resolvê-la seria mais fácil do que realmente é. Além do mais, com que propriedade um admirador de Che Guevara é capaz de abordar qualquer tema ligado a direitos humanos?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Luiz Felipe Pondé é filósofo e colunista da &lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt;. Suas opiniões políticas são muitas vezes bastante interessantes e isentas de ideologismo retrógrado. Ele já foi, por exemplo, autor de um excelente artigo acerca da Revolução Francesa, desmistificando os turbulentos e violentíssimos acontecimentos que marcaram a época Terror, momento no qual a ideia de liberdade passou tão longe quanto a França dista das Ilhas Fiji. Melhor do que qualquer livro didático que conheço. Por outro lado, Pondé é dono de argumentação execrável quando escreve a respeito de ética. Ele crê que qualquer discussão sobre o tema não passe de blá-blá-blá e que a Filosofia nunca entrou em consenso quando se trata da questão. A menos que Pondé seja da corrente que interpreta a Filosofia como sendo uma ciência, posição praticamente insustentável atualmente, ele se veria obrigado a admitir a falta de consenso em tudo aquilo que é discutido pelos filósofos, dada a natureza especulativa do ato filosófico. Além do mais, se há tema na Filosofia que estabeleça acordo muito maior do que os outros, esse tema é a ética, cuja reflexão aristotélica, datada 2,3 milênios, é até hoje a mais poderosa. Se filósofos como o próprio Aristóteles ou Kant puseram-se a pensar nas bases da ética, tal não ocorreu, como defende Pondé, em função da idealização de um mundo perfeito, mas devido ao exato oposto, ou seja, à imperfeição e à incompletude humanas, causas das tragédias da existência do Homem no mundo, como já ensinavam Sófocles, Ésquilo e Eurípedes. É estarrecedor que um latinoamericano, brasileiro, como Pondé, ache que a ética não deva ser assunto trazido à tona, ainda mais quando se vive uma época em que a observância de deveres éticos esteja tão desprezada. O lapso pondeano serve bem para explicar porque ele entende que seres humanos não precisam se preocupar em respeitar animais, afinal, seu especismo antiético não pode reservar lugar para compaixão em relação a criaturas sobre as quais a ética deve existir em grau igual ou maior do que com humanos. Pondé parece ter receio de incorrer na pieguice do politicamente correto, equívoco recorrente da velha esquerda da qual ele não faz parte, mas peca por não perceber que a ética é um elemento de interioridade do indivíduo, não tendo nada a ver com experiência coletiva. Sr. Pondé, de fato, os animais não são iguais aos seres humanos, como pensa Peter Singer,... são bem superiores.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;No âmbito do público leigo, o pensamento latinoamericano arrisca colocar as asas para fora das torres de marfim, contaminando desse modo as opiniões daqueles que são míopes histórica, filosófica e politicamente. Há alguns dias o craque argentino Lionel Messi, geralmente avesso a entrevistas, resolveu falar. Deu declarações não a respeito de futebol, mas sobre política e sociedade, defendendo Che Guevara (ele de novo, torcedor do Real Madrid!) e afirmando que o problema das drogas não é responsabilidade da pessoa que se vicia, e sim da falta de oportunidades. Era melhor se Messi tivesse permanecido calado, ele que já foi tema de artigo escrito por aqui para enaltecer sua seriedade e humildade. O jogador do Barcelona mostrou que nada sabe em matéria de história da América Latina, provavelmente derivando a lamentável defesa do sanguinário Che daquilo que ouviu de algum ex-professor seu, filhote de Abimael Guzmán. Como se não bastasse, ao mencionar a questão das drogas, revelou que não reconhece nenhum sopro de vida interior, algo bastante estranho para quem mantém perfil como o dele, eximindo completamente o indivíduo de suas escolhas e responsabilidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na semana em que a abertura da Copa 2014 foi anunciada para o estádio de Itaquera, que está sendo erguido às custas de dinheiro público, algo que já seria um absurdo tremendo mesmo se não fosse destinado a uma entidade particular, como é o caso, imbecis de plantão em redes sociais e fóruns de discussão mostraram seu contentamento. Gente ufanista, ingênua e incoerente, gente que sofre com carência de serviços básicos, mas que põe paixão clubística e patriotismo tolo acima da dignidade, da decência e da cidadania. Gente que não pode reclamar de injustiça alguma, já que aplaude a esbórnia e a manipulação dos políticos, dos dirigentes e da &lt;i&gt;Rede Globo&lt;/i&gt;. Há sujeitos tão idiotizados, néscios e estúpidos que chegam ao cúmulo de acreditar que se opor à forma como essa Copa está sendo montada representa "interesses burgueses de quem não quer ver a periferia se desenvolver". Não sei se fico com raiva de tamanha ignorância ou com dó pela facilidade com que se engana esse pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Assim como suas referências, vide o tal Che Guevara que insiste em assombrar este continente, o idiota latinoamericano apenas consegue pensar com base em oposições antagônicas, lutas de classe e maniqueísmos. Assim, as ideias divergentes significam obstáculos a uma suposta justiça social, apanágio de quem possui "sensibilidade política" e aqueles que as defendem devem ser varridos para que o curso histórico prossiga desimpedido e a justiça se faça. Essa lógica tragicômica determina quatro resultados: 1) a crença em ideias falaciosas, 2) a incapacidade de diálogo e análise da realidade isenta de paixões, 3) a inversão de valores e, o quarto e mais deplorável, o atraso latinoamericano. Pobre da América Latina, econômica e espiritualmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-564559783855476589?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/564559783855476589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/10/torres-de-marfim-tracos-do-atraso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/564559783855476589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/564559783855476589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/10/torres-de-marfim-tracos-do-atraso.html' title='Torres de marfim: traços do atraso mental latinoamericano'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_o-j4w7N7Tcc/TTMzKwMDEXI/AAAAAAAAACo/5xFcU817CIk/s72-c/ivory-tower.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-7984959266842249424</id><published>2011-10-17T16:46:00.004-02:00</published><updated>2011-10-19T18:31:36.347-02:00</updated><title type='text'>Que educação?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_-AeFdyvuGrs/TU1TYkPK1LI/AAAAAAAACKM/WhOM1AWiVvY/s1600/educa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_-AeFdyvuGrs/TU1TYkPK1LI/AAAAAAAACKM/WhOM1AWiVvY/s1600/educa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sempre afirmei que a educação é o fator primordial para que um país consiga se desenvolver. Continuo com a mesmíssima opinião, mas quando penso no Brasil, e isso já faz um certo tempo, sou obrigado a ressalvar, afinal, não é de modo algum a educação que aqui se tem hoje aquela que irá conduzir o país em bons rumos. Que educação, então? Eis a pergunta a ser colocada.&lt;br /&gt;A resposta é bastante simples: a educação nos moldes da Coreia do Sul, da Finlândia ou da Suiça. Acontece que não é possível, evidentemente, aplicar a mesma educação dessas nações no Brasil como num passe de mágica. Seria preciso, isso sim, desenvolver uma educação &lt;i&gt;propriamente brasileira&lt;/i&gt; mirando-se no exemplo fornecido por aqueles que possuem sistemas educacionais virtuosos, missão mais difícil ainda na medida em que a cultura da sociedade brasileira, ao contrário do que se observa nos países citados, não favorece a construção de um projeto educacional bem estabelecido. Ainda que pudéssemos implantar algo do tipo desde já, levaria no mínimo umas três décadas para que se colhessem os resultados.&lt;br /&gt;Fui graduando no passado, sou professor e historiador no presente e, desde o momento no qual de alguma forma passei a estar envolvido com a educação, presenciei situações em que ela é tratada somente como um fim em si mesmo. Na sala de aula da faculdade topei com professores que não acreditavam que a educação fosse caminho para coisa nenhuma, a não ser para a perpetuação de um sistema econômico que eles julgavam falho. Viés ideológico que em nada contribui para pensar sequer na possibilidade de modificar o sistema, caso de perguntar, então, o que eles pretendiam com a atividade docente. Já verifiquei também quem não pudesse admitir que só a educação desse jeito no desenvolvimento de uma nação. Ninguém em sã consciência acha que é o único fator, mas pensa sim que uma educação sucateada e muitas vezes ausente, jamais irá permitir o florescimento e a manutenção de prerrogativas essenciais para a vivência individual e coletiva. Sendo assim, não consigo vislumbrar possibilidade de reflexão acerca de questões que estão na ordem do dia, tais como preservação ambiental, desenvolvimento tecnológico, liberdade política e cumprimento de direitos e deveres sem haver educação para tanto. Vem daí justamente a noção de que a educação não deve nunca ser entendida sem que se considerem seus desdobramentos positivos. Educação tem a ver com formação humanista, uma das únicas utopias que estamos autorizados a aspirar.&lt;br /&gt;No Brasil, as instâncias governamentais têm discutido o aumento da carga horária no Ensino Básico sem atentar para o trivial: quantidade não significa qualidade. O número de dias letivos atualmente já é maior do que foi no passado e isso não melhorou o perfil do sistema educacional no país, pelo contrário. Há ainda aqueles que nunca passaram nem perto de uma sala de aula, mas que ainda assim se atrevem a emitir pareceres supostamente abalizados sobre o assunto, quase sempre atribuindo ao professor as responsabilidades pelo fracasso educacional. Não se nega que certos professores estejam mal preparados, mas nesse caso a culpa é também do próprio empregador que não investe em aprimoramento e em reciclagem, bem como da instituição de Ensino Superior que formou o docente. Nunca é demais lembrar que na maioria das vezes o professor não tem autonomia para poder escolher a melhor didática em situações específicas, é obrigado a trabalhar com alunos de perfil extremamente variado dentro de uma única sala, não raro superlotada, tem que resolver problemas particulares dos pupilos, tem que lidar com preguiça, desinteresse e desrespeito, não conta com apoio pedagógico da coordenação, não conta com boa infraestrutura oferecida pelas escolas, sofre com material didático viciado pela vulgata marxista, atua de acordo com uma legislação extremamente permissiva em relação ao corpo dicente, resultando em aprovações automáticas, e recebe salários baixos.&lt;br /&gt;Além dos tantos problemas internos à escola, ocorrem prejuízos de caráter difuso e de matriz cultural muito difíceis de serem resolvidos. O termo “mercantilização” é exaustivamente utilizado quando se aborda o interesse das instituições de ensino pelos lucros, o que parece uma perspectiva douta, mas não passa de visão politicamente correta, quando muito. Quando se trata da educação básica, caberia aos pais estarem atentos à qualidade da instituição, determinando valor cobrado por qualidade oferecida. Quem quisesse dinheiro fácil sem oferecer bom produto, ficaria em maus lençóis. Infelizmente, esse contrapoder que o consumidor deve exercer não faz parte dos hábitos do brasileiro. Aqueles que condenam o lucro mesmo quando obtido com qualidade, são os mesmos que se veem sem argumentação quando precisam desaprovar o lucro sem razão de ser, patologia típica do capitalismo tupiniquim, que atinge tanto quem vende, como quem compra. No Ensino Superior, a proliferação de universidades seria até mesmo benéfica se a qualidade fosse uma meta, mas como não é, o simples desejo por diplomas acaba satisfazendo a alunos que mal precisam assistir às aulas. Eles pagam para obter a graduação e as universidades vendem canudos. Aqui, o governo que tanto cuida de assuntos que não lhe competem, peca por omissão, já que se os processos seletivos - que na prática não têm acontecido - se voltassem com maior ênfase para o desempenho dos alunos durante os anos de Ensino Básico, o público alvo seria melhor selecionado, forçando os vestibulandos a se comprometerem enquanto alunos escolares; já as escolas, por uma questão de reputação, se veriam mais condicionadas a preservar a qualidade.&lt;br /&gt;Ninguém que analise com critério o panorama educacional brasileiro irá acreditar que esse modelo falido de educação possa resolver os problemas do país e abrir as portas para seu desenvolvimento. Tenho trabalhado repetidamente com meus alunos o tema discutido no presente artigo, sinto porém, que numa sociedade que se acostumou tão passivamente a acreditar em um governo falastrão, assim como criancinhas acreditam em contos de fadas, e para a qual a ignorância e a falta de conhecimento não são considerados prejuízos gravíssimos, nem façam muita diferença, falar de educação de qualidade como fator essencial de desenvolvimento é quase como pregar no deserto. Em tempo: enquanto o PIB brasileiro destinado à educação fica bem abaixo do recomendado pelos organismos internacionais, o governo do PT gasta atualmente, via BNDES, R$ 5,3 bilhões construindo obras em alguns de seus países vizinhos. É a cara do Brasil...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-7984959266842249424?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/7984959266842249424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/10/que-educacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/7984959266842249424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/7984959266842249424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/10/que-educacao.html' title='Que educação?'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_-AeFdyvuGrs/TU1TYkPK1LI/AAAAAAAACKM/WhOM1AWiVvY/s72-c/educa%25C3%25A7%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6993772340044275065</id><published>2011-10-09T12:57:00.007-03:00</published><updated>2012-01-07T15:20:08.955-02:00</updated><title type='text'>Francisco de Assis: pensador da interioridade humana</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.saofrancisco.org/misc/imagens/sao-francisco-de-assis-historia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.saofrancisco.org/misc/imagens/sao-francisco-de-assis-historia.jpg" width="273" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em 4 de outubro celebra-se o dia de São Francisco de Assis, um dos santos que mais tem atraído o fervor das pessoas. Desde a Antiguidade, não só no Ocidente, mas antes, inclusive, no Oriente budista e confucionista, as questões éticas e as virtudes têm sido trabalhadas como um elemento de interioridade humana, algo cuja consideração no mundo pós-moderno ocidental se mostra em vias de esgotamento. É quase um crime contra a existência humana esquecer que os grandes líderes da história foram pessoas de caráter formado a partir de sólidas bases morais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;No Ocidente, durante a Idade Média, com a prevalência da Igreja Católica, a fé suplantou a filosofia especulativa e os ensinamentos religiosos transmitiram a ideia de que a vida terrena deveria ser orientada com foco no temor a Deus, único caminho para a remissão dos pecados e para a eterna Salvação. Evidentemente, como homem medieval, Francisco inseriu seu pensamento dentro dos parâmetros possíveis à época e, como tal, a fé religiosa foi um aspecto fundamental da regra franciscana. Do contrário, Francisco não teria sido canonizado logo em 1228, apenas dois anos depois de sua morte, tampouco arrebataria tamanha quantidade de devotos, praticantes ou eventuais, nos dias contemporâneos, uma vez que sua mensagem extrai força muito em função do culto que o catolicismo lhe rende.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Por outro lado, e aí começamos a pensar no santo sob uma perspectiva menos convencional e mais confidencial, a meu ver exatamente aquela que desperta maior interesse, se o Francisco católico é o mais conhecido e se sua imagem não pode de modo algum se desvincular da Igreja Católica, há um outro franciscanismo cujo pensamento situa-se em âmbito filosófico, ao invés de religioso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Um dos problemas historiográficos mais pertinentes e intrigantes que, creio eu, ainda não teve a devida atenção, diz respeito à inserção, ultra rápida, como vimos, de Francisco no interior da ortodoxia católica. No período medieval, enquanto a Igreja Católica formulava essa ortodoxia, precisou definir o que a ela não pertencia, ou seja, aquilo que poderia se enquadrar como heresia, perigo bem maior do que a apostasia, já que os hereges eram parte do ecúmeno católico, diferentemente dos apóstatas, situados mais nitidamente à margem da religião e da Igreja. Não seria nada surpreendente se hoje nossas fontes de conhecimento informassem que o franciscanismo, assim como o arianismo, o joaquimismo ou o catarismo, fosse uma doutrina considerada herética. Teria a Igreja Católica rapidamente inserido o franciscanismo na ortodoxia já prevendo o poder de persuasão de uma parte, ao menos, de sua mensagem? Francisco esteve em Roma tratando com o papa a respeito de sua regra, tarefa na qual foi hábil e contou com a ajuda de autoridades eclesiásticas como o cardeal Ugolino. No entanto, são explicações insuficientes para responder porque o pensamento de Francisco não foi classificado como herético.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A mensagem franciscana, apesar de religiosa, é também filosófica, pois ainda que Francisco admirasse bastante o Evangelho de João e tenha se inspirado nele para estabelecer sua regra, o cerne de seu pensamento é o Cristo dos primeiros tempos, o Cristo anterior à Igreja Católica. A evidência disso é a estrita observância da pobreza, elemento principal do franciscanismo e que se manifestava totalmente contrário à opulência da Igreja, já consolidada na Alta Idade Média. O pensamento de Francisco revela um fortíssimo senso de interioridade e de subordinação do eu ordinário à vontade superior, em seu caso, uma vontade superior que emana de Deus, mas que ao mesmo tempo se traduz em forma de ação cotidiana nas virtudes da coragem, da generosidade, da compaixão por todos os seres sencientes, da humildade, da simplicidade, da doçura e da alegria. A integridade moral, para Francisco, é exercer todas essas virtudes de bom grado e de bom humor, com base na obediência interna que restringe desejos expansivos e destrutivos. A felicidade, assim, é obedecer as virtudes com alegria, tal como Jesus Cristo pregava.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;No mundo de hoje, para o cidadão comum, não é mais possível realizar o voto de pobreza, seguindo o exemplo inscrito na regra de Francisco, todavia, a interioridade humana permanecerá sempre como o único depósito confiável da ética e das virtudes, - deveres humanos - algo que confere caráter universal e grandeza de propósitos à mensagem franciscana. A contemporaneidade se encontra repleta de filosofias externalistas, extremamente perniciosas, já que incapazes de oferecer qualquer solução para o problema da falibilidade dos homens. Segundo tais teorias, o fator impeditivo da felicidade humana, nesse caso claramente confundida com prazer, é uma conspiração externa e independente ao sujeito, advinda, seja de fatores econômicos e políticos, ou existenciais num sentido bem superficial. Admitindo a vontade imediata, irrefreada e isenta de reflexão moral como resposta para a libertação, as filosofias externalistas se mostram não mais do que ilusões paliativas, geradoras de degradação progressiva para o sujeito que não atenta para as verdades da interioridade, dado que o real, em última instância, será sempre independente desse sujeito, indiferente e muitas vezes incompatível com os desejos expansivos. É exatamente em tempos como estes em que, apesar do entusiasmo que a filosofia de Francisco de Assis consegue despertar de maneira mais despreocupada, um exame aprofundado de sua mensagem filosófica, nem sempre merecedor da reflexão devida, se faz mais do que necessário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6993772340044275065?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6993772340044275065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/10/francisco-de-assis-pensador-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6993772340044275065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6993772340044275065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/10/francisco-de-assis-pensador-da.html' title='Francisco de Assis: pensador da interioridade humana'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6829497321349959681</id><published>2011-09-29T21:02:00.000-03:00</published><updated>2011-09-29T21:02:56.044-03:00</updated><title type='text'>Feiras vendendo filhotes? Fuja desse crime!</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.ativismo.com/site/images/stories/noticias/fotosdasnoticias/vanguarda.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="264" src="http://www.ativismo.com/site/images/stories/noticias/fotosdasnoticias/vanguarda.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os escritos que seguem abaixo iriam ser alocados a princípio no tópico "E ENTÃO", porém, como o assunto é sério demais para merecer menos destaque, abro uma postagem exclusiva para trazer à tona mais um crime que acontece à luz do dia e debaixo dos narizes da população brasileira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A venda de filhotes de cães de raça em frente à Cobasi Villa Lobos (SP)  continua rolando solta. Em São Paulo a &lt;b&gt;lei&lt;/b&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;nº14.483/07&lt;/b&gt; proíbe a venda de animais em locais públicos, onde geralmente ficam expostos debaixo de intempéries, sem água nem comida durante horas, mas como estamos em um país no qual leis existem para ser descumpridas, a infração é praticada sem que os infratores se preocupem com possíveis punições, que na maioria das vezes, não ocorrem. Quantas dessa feiras ilegais não são realizadas Brasil afora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Além dos inúmeros maus tratos que os criadores  cometem, chegando até mesmo a descartar animais que nascem com alguma anomalia ou aqueles que "encalham" e, já mais crescidos, não encontram mercado, os desdobramentos negativos muitas vezes envolvidos nesse tipo de comércio são bem conhecidos por pessoas minimamente conscientes e informadas (escrevi neste blog o artigo &lt;i&gt;Porque não comprar animais&lt;/i&gt;, abordando exatamente tal situação).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como se não bastassem esses problemas graves, há animais para  adoção dentro da própria Cobasi. Há animais para adoção em ONG´s, em abrigos e em pet shops. Há ainda animais nas ruas esperando para serem resgatados. Só mesmo quem é totalmente estúpido e ignorante pode fechar os olhos diante desse quadro e chegar ao ponto de comprar animais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;Denunciar não basta nesse país, pois as  coisas não são levadas a sério. O jeito é gritar contra esse absurdo e tentar convencer quem pensa em comprar algum bicho de estimação a não fazê-lo de modo algum, optando pela adoção. Quem sustenta esse comércio indecente, afinal de contas, é o comprador, para o qual as feiras existem. Aqui, ainda que seja o mínimo a se fazer, este blog tenta cumprir seu papel na prestação de informação. &lt;b&gt;JAMAIS COMPRE ANIMAIS, ADOTE-OS!&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6829497321349959681?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6829497321349959681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/feiras-vendendo-filhotes-fuja-desse.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6829497321349959681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6829497321349959681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/feiras-vendendo-filhotes-fuja-desse.html' title='Feiras vendendo filhotes? Fuja desse crime!'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-255877201246718449</id><published>2011-09-26T18:14:00.005-03:00</published><updated>2011-09-26T20:55:36.190-03:00</updated><title type='text'>Quo vadis, Dilma?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://janelapublica.files.wordpress.com/2009/08/charge-clayton-dilma1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="269" src="http://janelapublica.files.wordpress.com/2009/08/charge-clayton-dilma1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Passados nove meses da presidência de Dilma Rousseff, há pouco de novo o que refletir sobre seu governo, até porque a sucessora de Lula ainda não deixou claro a que veio, um absurdo depois desse tempo na gerência do país. No máximo, é possível compará-la com o ex-presidente, em relação ao qual ela tem algumas vantagens, mas também, vários pontos negativos em comum, sobretudo a incapacidade para realizar as mudanças estruturais necessárias, sem as quais o Brasil não sairá de seu atraso institucional e socioeconômico.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Ao contrário de Lula, Dilma é muito mais discreta e bem menos autoindulgente, mais preocupada com o cotidiano administrativo e menos palanqueira, o que seria bem significativo se ela pudesse usar tais características para se desvencilhar de seu antecessor, o pior político que já governou o país. Acontece que a presidente não tem como fazer isso, pois é Lula quem fornece o lastro velado que possibilita a governança dilmista. Arrisco afirmar que todo o mandato de Dilma irá se desenrolar sob o prisma do banho maria, tática que atende bem ao objetivo de deixar o terreno em pousio até que o ex-presidente retorne como presidenciável em 2014.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Na semana anterior Dilma discursou na ONU, causando aquele típico furor ingênuo entre seus correligionários. Nada surpreendente em se tratando da militância petista que, historicamente e em qualquer situação, coloca o partidarismo bem acima dos projetos de governo. Estranho, isso sim, foi ter observado a presidente malhando o Partido Republicano dos EUA por ser partidarista, ao mesmo tempo em que ela é do PT, a mais partidária das siglas brasileira. Por sinal, as contradições deram a tônica do fraco discurso de Dilma, obedecendo ao velho “faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”. Primeiro, como mulher ocupante do cargo de líderança máxima da nação mais influente da América Latina, ao menos em tese,&amp;nbsp; ela abordou o feminismo, mas sem que o assunto tenha sido alguma vez utilizado como mote de sua campanha e de seu programa. Oportunamente, ela se disse favorável à criação do Estado Palestino, porém, não fez qualquer menção crítica aos governos tirânicos do mundo árabe, algo que inclusive, tem muito a ver com a condição feminina.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;Dilma discursou também a respeito do protecionismo, atacando países europeus que adotam a prática, no entanto, falou isso dias depois de ter autorizado o aumento do IPI sobre veículos importados, medida absurda, inexplicável, tiro fatal na tentativa de obrigar as montadoras brasileiras a entrar na competitividade. Com o aumento desse imposto, o governo promove dois disparates de uma única vez, isto é, passa a causar receio no investidor estrangeiro e mantém no atraso a parca indústria automobilística nacional. Se quisesse tomar uma medida saudável e inserir o automóvel brasileiro na corrida de mercado, teria reduzido os impostos, que chegam a alcançar cerca de 37% do valor de compra, o dobro verificado em outros países emergentes. Levantar essa bola no Brasil, porém, é ser “neoliberal”.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt; Em termos de política interna, as contradições não se diluíram, muito pelo contrário. Dilma fez uso do clichê “substituir teorias defasadas, de um mundo velho, por novas formulações para um mundo novo”. Bonito e... ordinário! É o pessoal do partido dela que ainda vê a globalização como imposição econômica e unilateral dos países do Norte, são os mesmos que acreditam na aplicação de teorias desenvolvimentistas e estatizantes para o mundo atual e que enxergam no liberalismo não mais do que uma ideologia burguesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;O Brasil precisa de uma renovação urgente em seus alicerces, que permanecem fincados no lodaçal do paternalismo, do clientelismo, do populismo, dos interesses familistas e dos privilégios da casta política, mas Dilma não tem estofo nenhum para enfrentar os fantasmas da velha (des) ordem nacional. O próprio PT nunca foi marcado por interesses verdadeiramente modernos e democráticos, ilusão de tanta gente que não tem noção alguma a respeito de democracia. Foi um partido que nasceu apenas na tentativa de fazer valer o seu autoritarismo, sobre outro, então vigente.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;A inépcia do governo Dilma, como já ocorria na era Lula, comprova-se na medida em que certos índices são postos em análise: o investimento em educação é de aproxidamente 4,5% do PIB, metade do que se gasta em países desenvolvidos, algo gravíssimo para uma nação que vai bem mal das pernas nesse indicador; em tecnologia, não passam de 1,6%, até quatro vezes menos do que o recomendável; finalmente, no tocante aos gastos com meio ambiente, o Brasil fica abaixo de inúmeras outras nações, com R$ 4,43 por hectare, relação péssima entre a extensão das áreas a serem preservadas e as despesas investidas na preservação. É inconcebivel que num país com carga tributária tão pesada, os investimentos em setores chave do desenvolvimento socioeconômico se situem em patamares bem abaixo do necessário. Governo que gasta muito no que não deve - vide eventos esportivos inú&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;teis -&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt; e pouco no que é preciso. E então, presidente Dilma Rousseff, cadê a reforma tributária, cadê a correção dos investimentos devidos?!&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04;"&gt;A atual presidente do Brasil está há nove meses no cargo e sua administração efetiva ainda não se iniciou. Fica evidente a falta de habilidade, personalidade, coragem e interesse de Dilma Rousseff em lidar com os problemas do país e dar um jeito na falência de nossas instituições. Poderão afirmar que, pelo menos, ela vem promovendo a tal faxina contra a corrupção, o que não seria pouco. Acreditei nisso até que Dilma trocou o ministro do Turismo por um apadrinhado político do clã de Sarney. Para aonde vais, Dilma Rousseff? Certamente, vai na contramão do desenvolvimento. É a cara do Brasil!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-255877201246718449?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/255877201246718449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/quo-vadis-dilma.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/255877201246718449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/255877201246718449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/quo-vadis-dilma.html' title='Quo vadis, Dilma?'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3337270840984533987</id><published>2011-09-17T13:34:00.008-03:00</published><updated>2012-01-18T22:54:25.950-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='marxismo'/><title type='text'>Nenhuma ovelha negra para o marxismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.stel.ru/stalin/stalin_and_lenin_picture.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.stel.ru/stalin/stalin_and_lenin_picture.jpg" width="205" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Escrevi há tempos o artigo intitulado &lt;i&gt;A inglória tentativa de salvar Stalin&lt;/i&gt;, procurando delinear evidências históricas que ajudam a desmentir qualquer possibilidade de conferir ao ditador totalitário algo de positivo e que o isente do horror que comandou.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Um liberal, por princípio, se coloca em posição de absoluto antagonismo aos que defendem o regime stalinista. No entanto, a linha de pensamento pró-Stalin tem uma vantagem, ou seja, permite identificar claramente a doutrina comunista e todo o ideário daqueles que a adotam. É também uma postura mais autêntica, na medida em que não precisa fazer uso de distorções para assumir o pensamento de Marx em seus fundamentos, ou pelo menos, o mais próximo possível deles.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Na década de 1950, antes mesmo da abertura dos arquivos de Moscou, portanto sem dispor de muita documentação, mas dotado de enorme percepção histórica, Waldemar Gurian, com seu brilhante &lt;i&gt;Bolshevism: An introduction to Soviet Communism&lt;/i&gt;, até hoje infelizmente sem tradução para o Português, foi um dos primeiros a concluir que jamais houve ruptura de preceitos entre Marx, Lenin e Stalin. Depois desse estudo pioneiro, autores como Leszek Kolakowski, Czseslaw Milosz, Orlando Figes, Robert Service, Simon Sebag Montefiore e Robert Gellattely, já dispondo de farta documentação acerca do totalitarismo soviético, confirmaram aquilo que Gurian havia trazido à tona. Na década de 1960, alguns anos após o escancaramento dos crimes stalinistas, vários escritores, políticos e historiadores romperam com o comunismo. Outros, por apego ferrenho à ideologia, continuaram fiéis à tradição de Marx e, assim sendo, mantiveram-se igualmente fiéis a Stalin.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Apesar do stalinismo estar vivo até hoje, inclusive motivando estudos recentes que buscam mais do que nunca reabilitá-lo para o grande público, - daí o artigo que escrevi - a corrente stalinista não é majoritária dentro do pensamento de cunho marxista. Tal papel cabe à vertente leninista, que de sua parte insiste em afirmar que Stalin é a negação dos ideais de Marx, a ovelha negra do marxismo, protagonista de um regime brutal que nada teve a ver com a teoria exposta pelo pensador alemão. Lenin, segundo essa visão, seria um homem virtuoso, bem intencionado, cujo grande objetivo foi curar a Rússia dos males provocados pelo czarismo através da distribuição da riqueza e da mudança para um regime de liberdade política, algo que ele teria consolidado se vivesse por mais tempo. Não é preciso ressaltar que a interpretação leninista não consegue enxergar a figura de Stalin como exato representante da consolidação da revolução de Outubro de 1917, além do fato, mais óbvio ainda, de que a realidade revolucionária sob o próprio Lenin, transcorreu de maneira totalmente contrária ao que estava presente nos discursos e na manifestação das intenções.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Na obra prima de Gurian podemos verificar que a teoria revolucionária veio da pena de Marx, o estabelecimento dos meios táticos concretos ficou por conta de Lenin, algo que qualquer um reconhece e que não é novidade, mas também que a consolidação dos fins a partir da teoria e da tática preconcebidas, coube a Stalin. A luta de classes jamais deixou de fazer parte do regime stalinista, por isso a necessidade constante de impor o terror e os expurgos, situação inerente ao que Marx pregou desde as primeiras linhas do &lt;i&gt;Manifesto Comunista&lt;/i&gt;. Não por acaso Stalin sempre ter citado Marx e Lenin como justificativa para suas ações.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O teórico do comunismo nunca conseguiu resolver a questão do motor da história como fator direto das leis da história ou da necessidade da ação revolucionária. O primeiro dos fatores serve somente para desmentir Marx, restando o segundo, não como manifestação proletária, mas sim como resultado das práticas de líderes encarnados por Lenin, Stalin e outros ditadores comunistas. Se Stalin e, logicamente Lenin, em algum ponto contrariam Marx, é justamente com relação ao papel do indivíduo na história.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Analisar intenções históricas querendo com isso isentar alguma personalidade política é uma empreitada arriscadíssima, tentativa cuja chance de incoerências e fracassos é notória. Não é nenhum absurdo acreditar que as intenções de Marx e de Lenin fossem as melhores possíveis. Por que as de Stalin seriam diferentes? Hitler vislumbrava um futuro reluzente para o povo alemão, seus pensamentos e discursos estão repletos de boas intenções. Entretanto, o que conhecemos na história acerca da experiência humana, é aquilo que tem existência prática e real, os métodos. Métodos completamente equivocados quando se trata das doutrinas totalitárias das quais o comunismo, incontestavelmente, faz parte. Métodos tais que jamais poderiam ser reavaliados por seus executores, pois constituintes essenciais de doutrinas que mantêm um descompasso característico para com a realidade, fruto, sem dúvida, do fanatismo que as abarca. Logo nos primeiros meses depois da revolução, Lenin, amparado pelo argumento peremptório do cumprimento da lei histórica, passou a eliminar os sovietes ou qualquer outro suposto inimigo da causa, implantando a ditadura dentro do próprio partido.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O comunismo não pode ser interpretado como uma ideia boa que não deu certo, mas que alguma vez poderá dar. Não, ao contrário, é uma ideia cujos fins podem ser bons na intenção, mas que inelutavelmente conduz a métodos brutais. Marx sempre frisou a violência como elemento característico da revolução, Lenin cansou de dizer que uma revolução sem pelotão de fuzilamento não faria sentido, Stalin institucionalizou os &lt;i&gt;gulags&lt;/i&gt; e os expurgos, métodos sem os quais as leis da história não se processariam. Métodos que, analisados historicamente, nos revelam que o marxismo real, aquele que foi posto em prática e que só poderia resultar em um único caminho, não legou nenhuma ovelha negra, mas sim filhos legítimos das páginas escritas por Marx.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3337270840984533987?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3337270840984533987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/nenhuma-ovelha-negra-para-o-marxismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3337270840984533987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3337270840984533987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/nenhuma-ovelha-negra-para-o-marxismo.html' title='Nenhuma ovelha negra para o marxismo'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6554006336229128124</id><published>2011-09-09T19:48:00.003-03:00</published><updated>2011-09-09T21:27:07.914-03:00</updated><title type='text'>O ideólogo e o cientista - um diálogo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Zr6hDLhb9iI/Teea5sbqTJI/AAAAAAAADEA/_4kIXx2QIY4/s1600/dialogo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-Zr6hDLhb9iI/Teea5sbqTJI/AAAAAAAADEA/_4kIXx2QIY4/s320/dialogo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Um estudante do sétimo semestre do curso de Sociologia vai até o balcão de uma papelaria para comprar uma caneta esferográfica e um líquido corretivo. O dono do estabelecimento se formou há muitos anos em Biologia, concluiu doutorado e aposentou-se do cargo de botânico em uma grande instituição de pesquisa. Além de microempresário, tornou-se ávido leitor de livros de Humanas. O diálogo começa com o estudante ideólogo perguntando sobre o valor da compra, seguido pela resposta do cientista microempresário, obedecendo até o fim a mesma alternância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="background-color: white;"&gt;- &lt;/span&gt;Quanto é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ficou em um total de oito Reais e trinta centavos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b style="background-color: #444444;"&gt;&lt;span style="color: #666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Caro, hein? Fazer o que? É o capitalismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Desculpe, mas não está caro, é o preço de mercado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- O capitalismo age assim, ele promove lucro para poucos e pobreza para muitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Meu amigo, não é por nada, mas preciso atender outros clientes...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Claro, claro, quanto mais vender melhor, mais lucros! Capitalistas só pensam em ganhar dinheiro!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Olhe, primeiro que esse termo "capitalismo" é genérico e ao mesmo tempo estigmatizado. Quem o usa quer explicar tudo, mas não explica nada. Se quiser falar em "economia de mercado", estará sendo mais preciso, mais específico. Segundo, estou fazendo meu trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- O mercado é a expressão da exploração capitalista! O senhor é o que, vendedor de canetas? Não enxerga as mazelas sociais, não tem noção da realidade, não percebe a alienação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Sou biológo aposentado, se quer saber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Ahhh, biólogo, está explicado! Não é um intelectual.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Bem, cientistas não são considerados intelectuais no Brasil, o que é lamentável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;À&amp;nbsp; essa altura o dono da papelaria já havia sido obrigado a deixar o atendimento aos clientes da loja. Os funcionários continuavam o serviço.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Intelectual é aquele que denuncia as contradições da sociedade!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Caso esteja achando que o preço não é justo, não há problema, pode desistir da compra. Há uma outra papelaria a 10 minutos daqui, indo reto depois de virar à direita na próxima travessa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Não, deixa pra lá, estou com preguiça. Só fiz meu protesto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Se é assim... Só saiba que a concorrência existe justamente para isso nas economias de mercado. Cliente não está satisfeito aqui, pode procurar o mesmo produto ali ou acolá. Oferta e demanda...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Não há ética no capitalismo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Está certo meu caro, o sistema econômico em si, não envolve questões éticas. A ética é um elemento puramente humano, são as pessoas que têm ética ou não.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Conversa! Quem defende o capitalismo é indigno! Enquanto a burguesia se diverte em iates, em quadras de tênis e apartamentos de não sei quantos metros quadrados, o trabalhador passa fome. Todo burguês deveria doar um boi por mês para que o governo os redistribuísse às classes laboriosas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Bem, assistencialismo não elimina a pobreza. Além disso, eu por exemplo, sou um trabalhador, mas não quero que o governo me dê bois, a não ser que seja para eu cuidar deles. Acho muito estranho você fazer discurso sobre ética, dignidade, contradições, mazelas...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Ah é, posso saber porque?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- O que você pensa sobre o respeito que o ser humano deve ter com os animais? Como cientista e como cidadão ético, eu já aboli faz tempo o consumo de carne.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Ahn? Está brincando, é vegetariano? Como pode não gostar de um churrasco? É muito bom! O senhor é um burguês que come folha!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- É..., como eu disse, a ética está nas pessoas, ou não... Já ouviu falar em emissão de metano na atmosfera? Sabe algo a respeito do consumo de água envolvido na pecuária? E o intenso sofrimento provocado por regimes de engorda e confinamento? E o próprio abate?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Animais? Me preocupo com pessoas, o resto é alienação burguesa!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Ora, ora, temos aqui um típico exemplar do pensamento especista, incapaz de enxergar qualquer relação ecossistêmica, alguém que não percebe que o ser humano faz parte do meio natural e não meramente o ocupa. Que lástima! Você pesquisa por empresas que respeitam padrões de sustentabilidade?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Escute aqui, aonde você quer chegar com todo esse papo furado? O que tudo isso tem a ver com a exploração capitalista?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Digamos que eu já tenha chegado até os fundamentos da sua ignorância. Eu poderia continuar e alertá-lo para o fato de que o consumidor possui o contrapoder de pressionar as empresas e assim proporcionar elementos de ajuste sobre possíveis desregramentos do sistema. Mas isso é demais para sua cabecinha de ideólogo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Opa, opa, você está me ofendendo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Ah é? Até agora foi exatamente só o que você fez! Sabe de uma coisa? A loja já passou do horário de encerrar o expediente, o dia foi muito cansativo e os funcionários precisam descansar, assim como eu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Quanto eu devo por essa droga?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Nada! Não vou vender para você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- O que?!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- É isso mesmo que escutou. Agora, ponha-se daqui para fora, vá estudar e tente obter maior ganho de consciência ao invés de propagar esse discursinho panfletário, simplista e cheio de clichês idiotas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;* PS: deve-se ressaltar, apesar de óbvio (nem todos enxergam um palmo além do nariz), que a parábola envolvida no diálogo não tem qualquer objetivo de depreciar sociólogos e estudantes e enaltecer biólogos, cientistas e microempresários; o cerne da questão é outro, evidentemente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6554006336229128124?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6554006336229128124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/o-ideologo-e-o-cientista-um-dialogo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6554006336229128124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6554006336229128124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/o-ideologo-e-o-cientista-um-dialogo.html' title='O ideólogo e o cientista - um diálogo'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Zr6hDLhb9iI/Teea5sbqTJI/AAAAAAAADEA/_4kIXx2QIY4/s72-c/dialogo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6701196147092717441</id><published>2011-09-01T19:30:00.005-03:00</published><updated>2011-10-17T22:13:34.235-02:00</updated><title type='text'>Algumas considerações sobre a queda de Kadafi</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.dn.pt/storage/DN/2011/big/ng1617068.jpg?type=big&amp;amp;pos=0" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="209" src="http://www.dn.pt/storage/DN/2011/big/ng1617068.jpg?type=big&amp;amp;pos=0" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;Com a queda do regime ditatorial de Muamar Kadafi na Líbia praticamente consolidado, tenho observado algumas perspectivas nem tão otimistas em relação ao futuro do país. Isso se deve, da mesma maneira como ocorre com outras nações do mundo árabe que passaram por recentes derrubadas de governos autoritários, em função da incerteza quanto ao desenvolvimento de sistemas democráticos em substituição às ditaduras postas ao chão. Realmente, para que uma democracia se estabeleça é necessário haver tempo de maturação da ideia e da cultura democráticas, condição que só pode advir do âmago dos indivíduos e da sociedade. Nesse sentido, é bastante difícil arriscar qualquer avaliação estrutural ou mesmo conjuntural sobre o futuro desses países. Some-se a isso, no caso líbio, a fragmentação política tribal, a possibilidade de emergência de radicalismos islâmicos e a questão do petróleo para que esteja em total suspense o que virá daqui para frente.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;A despeito dessa situação incerta, entretanto, creio que certos aspectos positivos envolvidos no fim do governo de um ditador que estava há quarenta e dois no poder não podem ser negligenciados. Vamos a eles:&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;1. Como todo ditador, Kadafi necessitava criar e recriar continuamente uma falsa realidade para se manter no poder. Ele conseguiu iludir a população&amp;nbsp;líbia por décadas, mas chegou um momento em que a fratura entre a realidade concreta e a ilusória, fruto da mente diabólica do tirano, assumiu nitidez tão forte que não pôde mais ser mascarada. Até momentos derradeiros antes de sua queda, Kadafi acreditou que o povo líbio o amava, paranoia de uma criatura que acaba vendo o feitiço do poder mantido às custas do medo e da enganação, se virar contra o feiticeiro. A loucura de um tirano é o sinal mais claro da decadência de seu regime, tornado incapaz de continuar mantendo a farsa que o sustenta.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;2. A liberdade é um valor universal, o maior que um ser humano pode aspirar, algo que, mais cedo ou mais tarde, sempre irá bater à porta daqueles que se encontram sob o domínio de ditaduras. Quando a maioria de um povo sai às ruas lutando para ser livre, não há regime autoritário que possa se manter. Essa é uma lição simples, mas nada perceptível para homens como Kadafi, alucinados pelo culto à própria personalidade.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;3. Ainda que os tribalismos vigentes na Líbia não devam ser descartados como fator de forte complicação para a viabilidade do futuro governo no país, não se pode esquecer também que a aversão a Kadafi se tornou um significativo vetor de união dos rebeldes, elemento que poderá fazer com que as tribos fiquem bem mais atentas em relação à necessidade da virtude política ao invés de permanecerem imersas no atoleiro das disputas tribais. A opção por uma postura política pautada por diálogo e coalizão em detrimento do ódio etnocultural é válida não só para a Líbia, mas para grande parte da África, condição fundamental para que o continente possa dar passos na direção contrária do estado em que ora se encontra.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;4. A vitória dos rebeldes e o fim da ditadura de Kadafi, também aqui como já havia acontecido no Egito e na Tunísia, indicam de modo claro que a luta por uma causa justa deve obrigatoriamente estar imbuída de caráter político, manifestada através da ação civil e direcionada de modo inequívoco contra o foco da opressão. Ações terroristas não podem e não devem ganhar apoio de uma maioria, pois apenas contribuem para que uma possível justeza de propósitos se veja completamente exaurida de razão face à violência inadvertida que produz vítimas furtiva e indistintamente. Se a criação do estado Palestino se reveste de todas as justificativas, o fato da questão estar entregue a grupos terroristas como o Hamas, não só invalida a reivindicação, mas prejudica a própria causa, justa em essência.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;5. Como afirmou o geógrafo Demétrio Magnoli, a intervenção militar do Ocidente na Líbia foi necessária e positiva, já que ajudou os rebeldes e enfraqueceu a desmedida resistência da minoria leal a Kadafi, mantida, sem dúvida, por força de coerção, chantagem e medo. Quem terá a coragem de reconhecer isso? Certamente não serão aqueles, ditos de esquerda, que nutrem simpatia por regimes como o de Kadafi. Chega a ser inacreditável que tantos ideólogos, até hoje, ainda não tenham percebido que em se tratando de ditaduras a forma está acima do conteúdo ideológico. Ditaduras são execráveis independentemente das orientações políticas que lhes conteudizam.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;6. As revoluções democráticas do mundo árabe têm tido sucesso em seu objetivo imediato, a derrubada de tiranos há décadas no poder e o fim das brutais ditaduras. Iêmen, Irã e Síria são basicamente os últimos bastiões de tirania no Oriente Médio, sendo que nesse último, a figura sinistra de Bashar Al Assad vem cometendo crimes odiosos contra a população que clama por liberdade. Se estou certo no que penso, ele não poderá resistir indefinidamente. Se mais uma ditadura vier a ruir, tanto melhor para os sírios e para o mundo, fato que já deveria ter levado países europeus a impor sanções ao petróleo de Assad.&amp;nbsp; Enfraquecê-lo é contribuir com o fim do banho de sangue e com a causa da liberdade.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;br style="color: #7f6000;" /&gt;&lt;span style="color: #7f6000;"&gt;Concluo admitindo que talvez esteja muito otimista e empolgado diante da queda de regimes autoritários e tirânicos que reputo entre as coisas mais abomináveis a fazer parte da história humana. Por mais que se deseje pensar o contrário e por mais que se torça pela liberdade, é forçoso ter que considerar a possibilidade de insucesso e no fim das contas, corre-se o risco da frustração perante uma troca de seis por meia dúzia, isto é, a substituição de uma tirania por outra. O ofício de historiador recomenda prudência e espera paciente pelo suceder dos acontecimentos, sujeito sabe-se lá a quais meandros, mas mesmo assim, não tenho como deixar de sentir apreço considerável - como já foi com as quedas de Saddam e Mubarak - diante do fim de criaturas iguais a Kadafi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6701196147092717441?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6701196147092717441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/algumas-consideracoes-sobre-queda-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6701196147092717441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6701196147092717441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/09/algumas-consideracoes-sobre-queda-de.html' title='Algumas considerações sobre a queda de Kadafi'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-5149015306107617649</id><published>2011-08-24T20:44:00.002-03:00</published><updated>2011-08-25T14:47:24.069-03:00</updated><title type='text'>Boicote às empresas que patrocinam crueldades</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://mariliaescobar.files.wordpress.com/2011/08/78280-970x600-1.jpeg?w=470&amp;amp;h=290" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="197" src="http://mariliaescobar.files.wordpress.com/2011/08/78280-970x600-1.jpeg?w=470&amp;amp;h=290" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A morte de um bezerro em Barretos foi mais um dentre os incontáveis episódios de crueldade de seres humanos contra animais. Mais um ato extremamente deplorável.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O uso de animais com a finalidade de divertir pessoas, mesmo quando não envolve crueldade, já pode ser reprovado do ponto de vista ético. Quando implica em sofrimento dos animais, o que de fato costuma acontecer com frequência, merece a mais veemente condenação. Vale lembrar que a &lt;b&gt;Lei Federal de Crimes Ambientais 9.605/98&lt;/b&gt;,              em seu &lt;b&gt;artigo 32&lt;/b&gt;, condena todo aquele que "praticar ato              de abuso e maus-tratos a animais domésticos ou domesticados,              silvestres, nativos ou exóticos", com pena de detenção              de três meses a um ano, e multa (a pena é aumentada de              um sexto a um terço se ocorrer a morte do animal).&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A prática do rodeio, exatamente por ser essencialmente cruel, já tem sido proibida em várias partes do Brasil, mas não existe ainda uma lei federal que se refira especificamente ao assunto ou que inclua os rodeios na Lei de Crimes Ambientais. Já passa da hora de fazê-lo, não há nenhum motivo justo e racional que não o recomende, muitíssimo pelo contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não é necessária uma análise minuciosa para que se chegue à conclusão evidente acerca do rodeio: uma prática atrasada, atroz e degradante, assim como as touradas, as rinhas ou qualquer outra coisa do tipo. São atos bárbaros e selvagens, feitos sob medida, por incultos para divertir incultos, só mesmo quem é capaz de enxergar diversão às custas de crueldade.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Tem sido crescente a quantidade de pessoas a se manifestar contra as crueldades impostas aos animais, o que revela uma evolução da ética e das consciências, porém, persiste também o outro lado, ou seja, a total falta de consideração em relação aos seres sencientes não-humanos. Aquilo que o budismo vem ensinando há milênios continua ignorado pelo discurso especista, uma forma rigorosamente falha de pensamento que, no fim das contas, não autoriza a defender nenhuma vida, nem mesmo as humanas, já que elas próprias devem permanecer imersas em sangue e violência num mundo que não se importa com o sofrimento dos animais.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O &lt;i&gt;lobby&lt;/i&gt; de eventos como o de Barretos ainda é fortíssimo, por isso creio que a melhor maneira de começar a tentar reverter a situação e minar as bases que sustentam os rodeios deve vir da ação consciente do cidadão. Boicotar as empresas que patrocinam a crueldade é fundamental, o que, além disso, pode fazer com que essas marcas, aos poucos, comecem a ficar mal vistas por um contigente maior de consumidores. Isso levanta a possibilidade delas se verem forçadas a retirar o patrocínio. As empresas citadas abaixo são aquelas que patrocinam o evento desse ano em Barretos. O dever do cidadão ético e consciente é boicotar tais empresas e incentivar os outros a proceder do mesmo jeito. Faça sua parte!&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;ANTARCTICA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;BRAHMA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;CENTERPLEX BARRETOS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;EDITORA TRÊS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;FOGOS XINGU&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;GRANOL&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;HONDA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;JBS-FRIBOI&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MINERVA ALIMENTOS &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;NET BARRETOS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;NORTH BARRETOS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;REDECARD&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;SAVEGNAGO SUPERMERCADOS &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;SESI&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;TURISMO PELO BRASIL.NET&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;UNIFEB &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;UNIMED BARRETOS&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;UOL&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;VALTRA&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;* PS: caso alguém souber de mais empresas que patrocinam rodeios ou outras formas de crueldade, cite-as no espaço destinado aos comentários.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-5149015306107617649?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/5149015306107617649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/08/boicote-as-empresas-que-patrocinam.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/5149015306107617649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/5149015306107617649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/08/boicote-as-empresas-que-patrocinam.html' title='Boicote às empresas que patrocinam crueldades'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-8610435684709070270</id><published>2011-08-18T16:39:00.002-03:00</published><updated>2011-08-18T21:34:40.865-03:00</updated><title type='text'>Locke incompreendido: lições para a historiografia brasileira</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/locke.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" src="http://atuleirus.weblog.com.pt/arquivo/locke.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A filosofia do inglês John Locke (1632-1704) nunca foi corretamente compreendida no Brasil, país sem qualquer tradição liberal, muito menos influenciou quadros de nossa intelectualidade, salvo raríssimas exceções do fim do período colonial, - época sujeita a insurreições anti-lusitanas - como Hyppolito José da Costa e Frei Caneca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;No Brasil de hoje, a ignorância quanto às ideias políticas de Locke se traduz mais do que nunca na pejorativa, manjada e risível fórmula “filósofo da burguesia”. É claro que, como um liberal, o filósofo empirista defendeu a propriedade privada, condição &lt;i&gt;sine qua non&lt;/i&gt; a criatividade, a dignidade e a liberdade humanas não poderiam triunfar. Tão evidente quanto isto, é também o fato de que sob o contexto das revoluções ocorridas na Inglaterra do século XVII, a burguesia teve como referência as poderosas argumentações de Locke contra os privilégios aristocráticos e as arbitrariedades absolutistas. Com a &lt;i&gt;Declaração dos Direitos&lt;/i&gt; em 1689, o grupo burguês, que já representava o vanguardismo econômico desde o século XV, início das Grandes Navegações, conseguiu de uma vez por todas abolir o domínio político opressivo da monarquia absolutista anglicana. Estava aberto um caminho para a preservação da tolerância e das liberdades individuais, mesmo que o industrialismo do século XVIII não tenha atentado para tais direitos. Falha do devir econômico, não de Locke.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Usar os conceitos de modo rigoroso e contextualizado é de suma importância para que a história e as ideias não corram perigo de sofrer distorções. Os defensores das teorias holísticas, os mesmos que se comprazem em depreciar o pensamento de Locke, frequentemente fecham os olhos para a experiência vivida de muitos personagens, equívoco que quase sempre induz o público leigo a acreditar que um filósofo - a não ser que se trate de um materialista - nada mais é do que um lunático apartado do mundo, quando, na verdade, é o exato oposto disso. Na Inglaterra do século XVII, a burguesia não compunha uma classe social, o que pode ser atestado justamente em vista dos privilégios da nobreza, fundados na questão do nascimento. Os burgueses formavam um grupo, uma ordem estamental que encontrou no comércio seu modo de sustentação, já que os nobres detinham o poder político e viviam na ociosidade. Inicialmente, rei e burguesia estiveram aliados, embora isso não tenha sido comum na Inglaterra, como fora em Portugal ou na Espanha, algo que a &lt;i&gt;Magna Carta&lt;/i&gt; de 1215 não deixa mentir. Ao longo do tempo, porém, com o fortalecimento do absolutismo monárquico, a aliança foi se tornando cada vez mais tênue ou resultando em aversão política e religiosa, como na Inglaterra. A burguesia só pode ser pensada como classe social no momento em que o capitalismo industrial se consolida e quando passa a haver total separação entre capital e trabalho, cerca de setenta ou oitenta anos depois da morte de Locke. Essa contextualização começa a colocar em xeque a visão classista que obedece à formulação “filósofo da burguesia”. No mínimo, deveria ser ressalvado que há uma mudança conceitual entre os séculos XVII e XVIII, mas os anti-liberais não se prestam a tal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O pai de Locke lutou durante a guerra civil que terminou com a execução de Carlos I em 1649 e educou seu filho sobre os mais sólidos princípios puritanos, detalhe nada negligenciável para o entendimento do ideário daquele que pode ser considerado o fundador do liberalismo moderno. Após a decapitação do soberano, a revolução se desvirtuou e Oliver Cromwell passou por cima do legalismo liberal, implantando uma ditadura. Quando este morreu, os Stuart voltaram ao poder e o absolutismo foi restaurado. Somente quase três décadas depois, com a Revolução Gloriosa e a já citada &lt;i&gt;Declaração dos Direitos&lt;/i&gt;, uma espécie de reedição da &lt;i&gt;Magna Carta&lt;/i&gt;, é que o pensamento liberal enfim conseguiu vencer. “O rei reina, mas quem governa é o Parlamento”; respeitando a esse princípio, a monarquia parlamentar entrou em vigor. Até hoje o sistema político inglês funciona do mesmo jeito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Não se pode esquecer o óbvio, ou seja, Locke repudiou a restauração dos Stuart, mas também -&amp;nbsp; e isso passa longe de ser obviedade para muitos - a ditadura de Cromwell. Na historiografia atual, o método nomológico-dedutivo tem predominado em ampla medida, o que leva muitos historiadores incautos e aprisionados pelo marxismo a acreditar que tudo em história só se sucede a partir de processos. Michael Oakeshott alertou que a história passou a dar lugar ao que ele chamou de política retrospectiva, algo como fazer a compreensão histórica se enquadrar em esquemas apriorísticos e ideologicamente moldados, seguindo leis processuais delineadas sobretudo em função de luta de classes e de bases materiais. Como Oakeshott é mais um autor marginal no Brasil, seu alerta passa longe dos ouvidos da maior parte de nossos historiógrafos, salvo, entre os mais conhecidos, por Evaldo Cabral de Mello e José Murilo de Carvalho, representantes contemporâneos da “tradição” confidencial e recôndita que remete a Hyppolito e Frei Caneca. Exatamente em vista da preferência quase religiosa do método processual, a Revolução Inglesa permanece interpretada por muitos como sendo um bloco sem possibilidade alguma de divergências internas, descaminhos, e reviravoltas. Nisso também, a correta compreensão da filosofia de Locke contribui para deixar seus detratores em situação bastante desconfortável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;No seu grande livro &lt;i&gt;História do Pensamento Ocidental&lt;/i&gt;, Bertrand Russell lembrou que a essência do liberalismo é a liberdade, uma ideia portanto, livre de dogmas. Com brilhantismo, ele escreve ainda: “é triste constatar na nossa época, e talvez como resultado das catástrofes internacionais do século XX, que a maioria dos homens não tenha mais coragem de viver sem um rígido credo político”. Se no último quartel do século passado o pensamento ideológico entrou num certo ocaso, hoje ele parece ter voltado, assim, não é difícil entender porque a ignorância a respeito de certas filosofias, dentre as quais a de Locke, seja tão recorrente, principalmente no Brasil, país no qual o cheiro rançoso do pior marxismo possível insiste em não se dispersar. Por ser esta uma incompreensão tão notória e em função da forma pejorativa com que os ideólogos se referem não só a Locke, mas mais ainda ao liberalismo, demonizado à exaustão, transfigurado em “neoliberalismo” e associado com todos os males do planeta e com os problemas do capitalismo massificado, tudo que se tem aí é uma salada conceitual que não enxerga o âmago do pensamento liberal. Mais uma evidência de que a velha esquerda não está autorizada a pensar em democracia e pluralismo, dois valores que combinam bem com a liberdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-8610435684709070270?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/8610435684709070270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/08/locke-incompreendido-licoes-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8610435684709070270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8610435684709070270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/08/locke-incompreendido-licoes-para.html' title='Locke incompreendido: lições para a historiografia brasileira'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6035157172717170706</id><published>2011-08-15T16:42:00.005-03:00</published><updated>2011-08-15T22:14:02.229-03:00</updated><title type='text'>O economicismo chega às periferias inglesas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.apena.rcts.pt/aproximar/arte/galeria/festa/imagens/bosch1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="274" src="http://www.apena.rcts.pt/aproximar/arte/galeria/festa/imagens/bosch1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;“Os homens são induzidos a acreditar que, de maneira maravilhosa, todos se tornarão amigos de todos, especialmente quando escutarem alguém denunciando os males que estão ocorrendo agora nos Estados, (...) supostamente originados pela posse da propriedade privada. Tais males, no entanto, derivam de causa diferente - a maldade da natureza humana". (Aristóteles - &lt;i&gt;Política&lt;/i&gt;, 1263b, II)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;“A sociedade não pode existir a menos que um poder controlador sobre a vontade e o anseio seja estabelecido em algum lugar, e quanto menor for esse controle dentro da sociedade, mais deverá ele vir de fora. Está determinado na constituição eterna das coisas que os homens de mentes dissolutas não devem ser livres". (Edmund Burke - &lt;i&gt;Carta a um membro da Assembleia Nacional&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A Inglaterra esteve sob caos na semana que se passou. Manifestações de extrema violência varreram áreas periféricas de cidades como Birmingham, Liverpool e sobretudo Londres, inclusive provocando grande quantidade de mortos e feridos. Fenômenos sociais como esse não chegam a suscitar estranhamento quando ocorrem em países subdesenvolvidos, onde são verificados com frequência mais constante, mas sempre despertam surpresa em se tratando de nações desenvolvidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Perante essa situação, as explicações de vários intelectuais vêm à tona, compondo não aquela miríade de análises que poderia atribuir as causas dos acontecimentos a uma gama variada de motivos, como na época de Platão e Aristóteles, Tocqueville e Marx, ou mais recentemente, nas polêmicas entre Aron e Sartre, mas ao invés disso, com algumas tímidas variações, apontando diretamente para o fator econômico, para a globalização que, como se agisse tal qual um sujeito histórico concreto, porém dotado de poderes supra humanos, fosse capaz de calar a voz de outros atores sociais excluídos pelos processos globalizantes. Assim entendida, a globalização não pode assumir nenhum tom dissonante, a riqueza do debate se exaure e apenas um único pensador sintetiza o cerne das discussões levantadas por praticamente todos os outros.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;É fácil isolar a economia e eleger o vilão global do capitalismo financeiro, uma vez que a impessoalidade dessa análise exclui o fator humano e faz com que a argumentação se encaixe perfeitamente nas lacunas da linguagem elíptica, receita fadada às abstrações e generalizações que rapidamente são tomadas como verdade inapelável, desnudada pela suposta isenção e olhar altaneiro, acima das brumas da alienação, trazidas a público pelos pensadores de esquerda, mas que a “burguesia” insiste em não querer enxergar, pois isso foge aos seus interesses mesquinhos e imediatistas. Se as explicações dessa extensa lista de analistas, que vai do propagandista charlatão Michael Moore, passa pela superficialidade de um Chomsky e chega até o rebuscamento de um Bauman ou de um Zizek, estiverem certas, temos uma contradição básica, isto é, os defensores da globalização se recusam a atentar para aquilo que lhes colocará um fim. Armadilha da ideologia burguesa...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Quem foram aqueles que alguma vez procuraram investigar porque um monge tibetano condena atos violentos? Sim, os preceitos budistas, mas o que os levaria a agarrar a fé com tanto esmero? Quem explica o fato de que no Japão a modernidade e a tradição estão juntas e em todos os lugares? Quais os fundamentos antropológicos, culturais e filosóficos dessa conciliação? Como um norueguês, habitante de um país riquíssimo, imerso na prosperidade, que nem mesmo faz parte da UE e distante do turbilhão que parece abalar as estruturas contemporâneas, pôde cometer atos brutais de terrorismo? Essas indagações parecem não ter conexão com o tema aqui tratado, mas se examinadas com atenção, podem nos indicar a variedade e a complexidade da experiência humana, algo que não se reduz ao economicismo anti-globalização.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O fenômeno da globalização tem sido interpretado única e exclusivamente como a expansão do capitalismo financeiro e, ainda que seja impossível negar o domínio cada vez mais abrangente das corporações no controle da economia e a concentração do capital, o que, diga-se de passagem, está na contramão da competição,&amp;nbsp;do empreendedorismo, da livre iniciativa e do respeito às leis, elementos fundantes do capitalismo, não se pode desprezar o componente cultural que envolve a questão. Os analistas que citei anteriormente não hesitam minimamente em considerar que a globalização homogeiniza as culturas, mas se, tomando um exemplo, a tecnologia que conheceu avanço inigualável com a revolução tecno-cientifica, aspecto da própria globalização, permite que manifestações culturais advindas dos mais remotos cantões do planeta sejam conhecidas por boa parte das pessoas, onde quer que elas estejam, se ainda, num nível mais pragmático, o comércio livre entre nações possibilita troca de mercadorias típicas, essas também um dado cultural, então não se tem aí um lado culturalmente heterogeneizante da globalização? Um quarteto de cordas tailandês tocando em território suiço, o Cirque du Soleil, surgido no Canadá, se apresentando mundo afora, a presença do Museu para Arte Africana em Nova York, são apenas alguns exemplos de que a globalização não é tão niveladora de diversidades como querem alguns.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Assim como o aspecto heterogêneo do mundo de hoje pode ser observado em termos culturais, também a análise de certos fenômenos requer caráter de especificidade. Muitos daqueles que dirigem seus esforços para denunciar uma suposta homogeinização cultural fruto da globalização, condicionam suas próprias análises a uma homogeneidade intelectual. A&amp;nbsp; socióloga norteamericana, Saskia Sassen, mais uma que bem pode entrar para o rol dos “&lt;i&gt;oeconomia rebus tantum&lt;/i&gt;”, chegou a afirmar que as manifestações inglesas são comparáveis aos protestos observados nos países do Oriente Médio, levadas a cabo por pessoas exclusas pela globalização e pelo clamor de "voz política". Se ela buscasse explicações livres de abstração, estaria preservada de cometer tamanha impropriedade. No Oriente Médio havia uma claríssima agenda política pró-democrática motivada por regimes ditatoriais em total descompasso com a modernidade. Os manifestantes, em sua maioria, eram jovens fazendo uso de tecnologias cujo acesso lhes foi proporcionado pela globalização. O que a censura de déspotas arcaístas, anti-ocidentais e anti-globalização lhes negava, eles foram buscar naquilo mesmo que os ocidentais de esquerda, a exemplo da dra. Sassen, demonizam. Quanto à onda de violência nas periferias inglesas, não foi obra de pobres excluídos pela globalização, mas sim de criminosos enfrentando a polícia, como muitas vezes já ocorreu em São Paulo ou no Rio de Janeiro. Não foram manifestações de gente excluída, mas de quem busca se incluir paralelamente, na clandestinidade. Se, como Aristóteles já destacava desde o século IV a. C., política tem a ver com debate, argumentação e participação pública, características que preveem inserção regrada, fica difícil defender que ações como a da última semana possam desejar algo dentro desse contexto. O que é paralelo e clandestino, ainda que possa ser clamoroso em certo sentido, não pode, indubitavelmente, ser entendido como político. É uma situação que levanta críticas bastante justas, já que faz atentar para a ausência do poder público britânico, no entanto, se define como uma questão de falta de assistência social localizada, muito mais do que de processos globalizantes mundiais, muito mais antropológica e sociológica, do que econômica. Mark Duggan era traficante de drogas, não reivindicava a qualidade de agente político, não procurava agir como cidadão. Nas palavras de um morador de Tottenham: “ninguém aqui precisa de emprego para ganhar dinheiro, todos sabem como o tráfico traz rendimento". Fosse alguém falar de globalização com esses caras, eles mandariam o interlocutor arrumar o que fazer. Fosse transmitir a eles a necessidade de agir dentro da lei, ou de estudar e buscar oportunidades, ou ainda de lutar política e civilizadamente por elas, estaria o mesmo interlocutor correndo risco...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Edgar Morin, filósofo bem mais sofisticado do que os apocalípticos do Ocidente e do capitalismo, ainda que um crítico de muitos dos problemas atuais, defende que a compartimentação do conhecimento turva o olhar e impede uma correta compreensão da esfera contemporânea. É uma postura que serve de alerta para o economicismo anti-globalização, incapaz de interpretar questões humanas a partir de um viés antropológico e ligado à interioridade, como o fizeram os filósofos cujas citações abrem este artigo. Todavia, mais do que a interdisciplinaridade proposta por Morin, às vezes ela mesma causadora de confusões, creio que o mais indicado &lt;/span&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;ao invés do ideologismo economicista,&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; é a análise dos fenômenos baseada nas disciplinas que sejam pertinentes a eles mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6035157172717170706?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6035157172717170706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/08/o-economicismo-chegou-as-periferias.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6035157172717170706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6035157172717170706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/08/o-economicismo-chegou-as-periferias.html' title='O economicismo chega às periferias inglesas'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3522896098018301666</id><published>2011-08-07T10:26:00.011-03:00</published><updated>2011-08-11T19:35:18.438-03:00</updated><title type='text'>Aluno de bom gosto, diretora preconceituosa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.redebomdia.com.br/bomdia/upload/noticia/rock0308.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://www.redebomdia.com.br/bomdia/upload/noticia/rock0308.jpg" width="301" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nesta semana, durante a leitura de um blog, me deparei com a seguinte notícia: &lt;a href="http://ironmaidenflight666.blogspot.com/2011/08/aluno-advertido-por-ser-fa-do-iron.html"&gt;http://ironmaidenflight666.blogspot.com/2011/08/aluno-advertido-por-ser-fa-do-iron.html&lt;/a&gt;. Tem-se aí um exemplo típico de uma situação de resolução muito simples, mas que foi tornada uma tempestade devido ao despreparo e ao preconceito da diretora.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Um aluno batendo na carteira como se ela fosse uma bateria enquanto a aula era ministrada. Bastaria que o professor lhe advertisse, já que a atitude se mostrava inconveniente para o momento e, caso ele insistisse, que lhe desse um ponto negativo ou passasse uma lição extra. Dificilmente a coisa teria chegado à diretoria. Ainda assim, a própria diretora poderia resolver a questão com bom senso se conversasse sobre a atitude inconveniente sem entrar no mérito do gosto musical do garoto, que nada tem a ver com o fato de bater na carteira. Fico imaginando o que a diretora faria se, ao invés de &lt;i&gt;Rock&lt;/i&gt;, ele estivesse “tocando” outro ritmo qualquer.&lt;br /&gt;É difícil para muitas pessoas analisar as coisas de um ponto de vista simples, nem por isso menos elegante. Apreciar um determinado estilo musical porque ele agrada o sentido auditivo do ouvinte, ou porque permite analisar a perícia técnica de um músico são absolutamente recorrentes, mas a mania pseudointelectual de pensar a arte a partir de um enfoque sociológico em ocasiões cotidianas, leva no mais das vezes a embaraços desnecessários.&lt;br /&gt;A notícia do caso revela que a diretora não tem a mínima noção a respeito do &lt;i&gt;Rock&lt;/i&gt; para ter agido de tal modo preconceituoso, usando de distorções e inverdades numa clara tentativa de causar terror psicológico no garoto e lhe incutir uma lavagem cerebral (no mesmo blog pode ser lida também uma entrevista com o menino Marcelo Corrêa Carvalho contando sobre o episódio). Quem estiver livre de manter preconceitos, observados muitas vezes em programas como &lt;i&gt;Malhação&lt;/i&gt; ou nas atrações feitas para um público adolescente em acelerado processo de idiotização, estes sim desprovidos de qualquer mensagem positiva, jamais incorreria no erro grosseiro de enxergar adoração demoníaca, magia negra, ou seja lá qual superficialidade do tipo em bandas de &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Enveredar por um caminho sociológico de análise da arte, mais especificamente da música, pode ser espinhoso se o sujeito da análise não tiver conhecimento de causa. Em termos paradoxais, esta diretora seria obrigada a admitir que há prejuízo e negatividade em estudar história, mitologia grega, ler contos de Edgar Allan Poe, poemas de Samuel Taylor Coleridge ou ficções de Aldous Huxley, temas presentes nas letras do Iron Maiden e de outras bandas do gênero. Desconhecimento, preconceito e subjetivismo, combinação fadada à incongruência que logo levaria a ilustre diretora ao despautério de pensar que tudo pode conter potenciais elementos negativos. Aquele que estiver enredado numa lógica totalizante desse tipo, logo não poderá ouvir Wagner, porque sua música serviu de trilha sonora para o Terceiro Reich, tampouco poderá estudar Santo Agostinho, já que sua obra foi usada por inquisidores, logo, cairá numa paranoia absurda.&lt;br /&gt;Para aqueles que sustentam visão estereotipada a respeito do que não conhecem, - como esta diretora ou como André Forastieri, polemista de análises rasteiras - fruto de influência recebida por meio do senso comum e dos modismos, resta lhes informar que a cultura de boa qualidade pode ser encontrada em lugares bem além de suas vãs impressões, algo que um garoto inteligente de oito anos já sabe. Que tenhamos mais Marcelos e menos gente tacanha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3522896098018301666?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3522896098018301666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/08/aluno-de-bom-gosto-diretora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3522896098018301666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3522896098018301666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/08/aluno-de-bom-gosto-diretora.html' title='Aluno de bom gosto, diretora preconceituosa'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-7705400383265716028</id><published>2011-07-26T16:37:00.005-03:00</published><updated>2011-07-26T20:41:11.550-03:00</updated><title type='text'>Impressões do Sul (Paraná e Santa Catarina)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AN7TBpfABY8/Ti8Qx_T1jYI/AAAAAAAAAKo/cpyI7CcP6LQ/s1600/P1030373.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-AN7TBpfABY8/Ti8Qx_T1jYI/AAAAAAAAAKo/cpyI7CcP6LQ/s320/P1030373.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Pedra Furada - Urubici/SC&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Estive visitando cidades do Sul do Brasil (Paraná e Santa Catarina) juntamente com minha namorada durante este mês de julho. Deixo a seguir algumas impressões que obtivemos em relação aos locais que nos receberam.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Curitiba, capital paranaense, foi o primeiro ponto de parada. Já conhecíamos essa bela cidade de uma viagem anterior, quando desde então, seu charme, seu clima frio, sua limpeza, suas áreas verdes e sua urbanização nos agradaram demais. Dessa vez, paramos apenas para almoçar no bairro Santa Felicidade, que oferece ao visitante grande quantidade de cantinões italianos nos quais o rodízio de massas é fartíssimo. Novamente, foi um prazer estar em Curitiba, ainda que por um período de menos de duas horas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A viagem seguiu até que, finalmente, já no crepúsculo, chegamos a Blumenau, onde passamos duas noites. A cidade catarinense carrega registros da cultura alemã, identificados principalmente na arquitetura da Vila Germânica e nas cervejarias da região. Vale uma visita ao Museu da Cerveja, modesto e de acervo tímido, mas instrutivo e simpático. É curioso notar como os tempos mais antigos da história da cerveja vão em sentido oposto ao consumo imoderado que dela se faz hoje. Para se ter uma ideia, na Idade Média a bebida era fabricada nos mosteiros... Falando em instituições religiosas, a Igreja Luterana de Blumenau é merecedora de atenção por parte do turista que vai à cidade. De bonita arquitetura, o templo não deixa dúvidas quanto ao germanismo trazido pelos primeiros colonizadores da região, adeptos das ideias do reformador de Wittenberg.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em termos gerais, Blumenau transmite organização e bom planejamento, mas ficou a impressão de que lhe falta um pouco de vida, pois no domingo em que passeamos por ela, a grande maioria do comércio, incluindo bares e restaurantes, estava fechada, passando acentuada sensação de desterro. A despeito disso, cabe observar que no fim de tarde e à noite, o agito aumenta um pouco, com a abertura de alguns restaurantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Após as duas noites em Blumenau, deixamos a cidade e fizemos uma parada em Pomerode, possuidora de certa fama devido ao rótulo de "cidade mais alemã do Brasil". Ao turista, no entanto, um aviso: essa propalada cultura germânica não é nada evidente ao sentido visual, ficando muito mais por conta da descendência dos habitantes; nada de arquitetura ou algo mais concreto. Como ficamos pouquíssmo tempo, talvez eu esteja sendo injusto e tenha deixado de procurar por algum museu, por exemplo. Apesar do pouco apelo turístico, há em Pomerode uma ou outra loja capaz de atrair o visitante em busca de chocolates e artesanato local.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ScIY2JCUBaw/Ti8Ra83kIGI/AAAAAAAAAKs/IWF8XYCsklM/s1600/P1030422.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-ScIY2JCUBaw/Ti8Ra83kIGI/AAAAAAAAAKs/IWF8XYCsklM/s320/P1030422.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Urubici/SC&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Depois da breve visita a Pomerode, saímos da região do Vale Europeu e seguimos na direção da Serra Catarinense até a cidade de Urubici, onde permaneceríamos por mais tempo, quatro noites. O forte da região são as belezas naturais, representadas por formações rochosas de altitude, grutas, cânions, cachoeiras, lagos, riachos e a típica vegetação de campos, salpicada, aqui e ali, pelos capões compostos da majestosa Araucária, o inconfundível pinheiro do Sul do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GQU8AjQWq7M/Ti8SzBKPucI/AAAAAAAAAK0/HO1boNnQ_Io/s1600/P1030483.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-GQU8AjQWq7M/Ti8SzBKPucI/AAAAAAAAAK0/HO1boNnQ_Io/s320/P1030483.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Gralha Azul em Urubici/SC&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Aproveitamos a estadia mais prolongada para conhecer essas paisagens magníficas, pouco tocadas pela mão destruidora do ser humano e para descansar na estalagem onde nos hospedamos, situada igualmente em local de exuberante e paradisíaca natureza (se alguém quiser, passo o contato). Trilhas, ar puro, pássaros, Cookie e Bala, dois cães extremamente dóceis e companheiros, a ótima cabana com lareira, bem como as excelentes refeições que nos foram preparadas, isentas dos inúmeros malefícios da carne, proporcionaram toda satisfação e conforto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-t7pEsNG7LH8/Ti8Ti7tse9I/AAAAAAAAAK4/eyKTO4Ku9A8/s1600/P1030527.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-t7pEsNG7LH8/Ti8Ti7tse9I/AAAAAAAAAK4/eyKTO4Ku9A8/s320/P1030527.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;Vegetação típica em Urubici/SC&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Costumo afirmar que país nenhum possui belezas naturais tão fartas e variadas quanto o Brasil, talvez o único ponto positivo que temos a destacar nesta nação, todavia, até nisso há defeitos graves, visto que muitos acessos são ruins, perigosos e mal sinalizados. Hoje em dia, as nações desenvolvidas têm no turismo uma atividade altamente rentável, sendo que o caso específico do ecoturismo, - totalmente aplicável no Brasil se não fosse pela falta de visão e interesse - quando bem planejado, deve ser visto como fator essencial na preservação da natureza. Permanecemos atrasados, muita vezes na contramão do desenvolvimento. Se a mentalidade capitalista e progressista em nosso país chega a ser rara mesmo nos grandes centros urbanos, nos rincões, está completamente ausente. Tome-se como exemplo o produtor de geleias artesanais em Urubici: ele expõe seus produtos numa cabaninha em meio à estrada de terra, só se para no local com informação obtida de antemão, nenhuma publicidade, nenhum chamativo. Depois de adquirirmos potes de geleia, muito boa, por sinal, (alguém já se deliciou com geleia de Physalis?) sugerimos que ele devesse aumentar sua exposição, vender no centro da cidade, tornar a coisa mais lucrativa, e então ele nos disse que vende no Supermercado Urubici. Fomos checar e constatamos que havia meia dúzia de potinhos escondidos num canto de balcão no fundo da loja. Esse é o pequeno produtor que, além de tudo, ainda paga pesados impostos ao governo, enquanto isso, ainda há aqueles que falam em "neoliberalismo" e "marxismo revolucionário como alternativa para o século XXI"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nesses dias serranos, encontramos tempo para uma ida até São Joaquim, famosa pela ocorrência de nevascas, fenômeno que também se verifica na vizinha Urubici. Mais um exemplo de precariedade turística e ausência de desenvolvimento, a cidade possui aspecto cinzento e descuidado, o que revela inexplicável desinteresse das autoridades em explorar economicamente o turismo. É sabido que neva na cidade, mas ao mesmo tempo, improvável que um turista recomende São Joaquim depois de conhecê-la. Urubici é mais jeitosa, mas nem por isso mais procurada, ao contrário, poucos sabem da existência desse refúgio ecológico. E que não venha ninguém dizer que se houvesse divulgação, perderia a vocação ecoturística. Suiça, Noruega, Finlândia, Austrália e Nova Zelândia são exemplos que desmentem categoricamente as visões românticas terceiromundistas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-SjBfQL_utqQ/Ti8Vrvz4QSI/AAAAAAAAAK8/AIOvpRhAy6w/s1600/P1030603.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-SjBfQL_utqQ/Ti8Vrvz4QSI/AAAAAAAAAK8/AIOvpRhAy6w/s320/P1030603.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Forte de São José - Florianópolis/SC&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ao fim da estadia em Urubici, deixamos para trás o campo, naquilo que ele tem de natural e ecológico, seus traços positivos, para alcançar uma etapa mais bem mais urbana na capital de Santa Catarina, Florianópolis. Belíssima cidade, metropolitana, mas sem desprezar as áreas verdes e as bonitas praias, vazias nessa época de temperaturas mais baixas, por isso mesmo, mais atraentes ao turista que mantém aversão à bagunça. São passeios imprenscindíveis que vão além das praias: Forte de São José, - edificação do século XVIII construída em pedra, muito bem conservada, de grande valor histórico e que, como não poderia deixar de ser, oferece visão privilegiada do mar - mirante da Lagoa da Conceição, Centro Velho e Avenida Beira-Mar, local onde Florianópolis faz perceber de maneira clara que é uma cidade possuidora de urbanização e voltada para o lazer e conforto do habitante-cidadão. Oxalá possa permanecer assim, para tanto, o trânsito volumoso em alguns horários e as ocupações irregulares nos morros que circundam o perímetro urbano são problemas merecedores da mais alta atenção. À noite, o turista que vai à Floripa não deixará de contar com variada gama de restaurantes e pizzarias, presentes em praticamente toda a extensão da ilha. Tente tirar uma foto noturna da Ponte Hercílio Luz, o efeito pode ser bem interessante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-T_2YHMgcqyw/Ti8WysfvaFI/AAAAAAAAALA/v_joYX-kazc/s1600/P1030695.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-T_2YHMgcqyw/Ti8WysfvaFI/AAAAAAAAALA/v_joYX-kazc/s320/P1030695.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Arenitos em Vila Velha/PR&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O último ponto do nosso roteiro constitui-se de uma visita ao Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, Paraná. Impossível não ficar maravilhado com os Arenitos, formações rochosas que remetem aos períodos Paleozóico e Mesozóico, continuamente esculpidos pela erosão que lhes confere as mais curiosas e impressionantes formas. Se der sorte de estar um dia limpo, como foi nosso caso, a coloração avermelhada das rochas e sua geometria recortada se combinam singularmente com a vegetação de Cerrado/Campos e com o azul do céu, compondo paisagem de beleza intensa. Na segunda metade da trilha dos Arenitos, que é opcional, o visitante percorre um bosque no qual o silêncio é totalmente recomendável, único modo de aproveitar melhor o contato com a natureza e permitir a chance de ver alguma espécie da fauna local. Aos finais de semana é bem mais difícil contar com esse silêncio, pois se torna recorrente a presença de famílias numerosas e desavisadas que fazem a visitação juntamente com crianças barulhentas e mal educadas, assim como seus próprios pais. As Furnas, lagoas formadas pelo desabamento de rochas, e a Lagoa Dourada (nada dourada, dependendo da época do ano) completam o passeio, embora não sejam essenciais como os Arenitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Essas são as impressões que colhemos ao longo da viagem, reveladoras de parte das inúmeras belezas naturais de um país que ainda está longe de oferecer estrutura turística, cabendo ao viajante paciência, organização, informação, esforço, cuidado e espírito de aventura, aspectos exigidos para que se desfrute de momentos de lazer em harmonia com corpo, mente e com a preservação da natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-7705400383265716028?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/7705400383265716028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/07/impressoes-do-sul-parana-e-santa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/7705400383265716028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/7705400383265716028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/07/impressoes-do-sul-parana-e-santa.html' title='Impressões do Sul (Paraná e Santa Catarina)'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-AN7TBpfABY8/Ti8Qx_T1jYI/AAAAAAAAAKo/cpyI7CcP6LQ/s72-c/P1030373.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-319432598744631057</id><published>2011-07-21T15:27:00.003-03:00</published><updated>2011-07-21T15:58:31.302-03:00</updated><title type='text'>Isenção fiscal para o "Indecentão" e as cifras inexplicáveis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-MuPqrxU2m3A/Tfo6xTuuvXI/AAAAAAAAAzg/8kUmAZ2t3ik/s400/imagesCA2QH72N.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-MuPqrxU2m3A/Tfo6xTuuvXI/AAAAAAAAAzg/8kUmAZ2t3ik/s400/imagesCA2QH72N.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Voltei de viagem e logo estarei postando a respeito da expedição que realizei em certos locais do Sul do Brasil. Antes, porém, devo escrever sobre o assunto Copa do Mundo no Brasil em virtude da oficialização por parte da Prefeitura da Cidade de São Paulo, da isenção fiscal de R$ 420 milhões concedida ao SCCP para a construção de seu estádio, que deverá abrir a competição.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Não faço a menor questão dessa malfadada Copa - que usará e abusará de recursos públicos - em solo brasileiro, muito menos no Estado de São Paulo. Farei questão, isso sim, de estar bem distante do país no exato período em que o torneio irá se realizar e, para tanto, já começo a planejar uma viagem ao exterior, o que me poupará, ao menos em parte, da idiotice, da falta de indignação perante os absurdos e do ufanismo, elementos típicos da cordialidade brasileira, ao contrário do que pensa o péssimo comentarista e historiador de botequim, o Sr. Lúcio de Castro, da &lt;i&gt;ESPN Brasil&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Dito isso, ainda que eu não dê a mínima para a competição em si, ela que se tornou não mais do que um evento particular da FIFA, com todos os seus escândalos de corrupção, como cidadão, não posso me furtar à própria indignação diante das ignomínias da classe política e dos dirigentes esportivos do país. O prefeito, Sr. Gilberto Kassab, afirmou durante o evento da assinatura da isenção, que a abertura da Copa sendo realizada em Itaquera, a cidade obterá um retorno de mais de R$ 1,5 bilhão (ele não considera os valores que a Prefeitura deixará de arrecadar devido à isenção, o que reduzuria essa soma). Pergunto onde está o estudo que permite tal asseveração, se é que o mesmo existe. Se existir, quem o fez? Por que nenhuma autoridade ou especialista ainda não veio a público explicar detalhadamente como se alcançará essa cifra?&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Supondo que haja estudo comprovando o valor declarado e que alguém venha futuramente a detalhá-lo, - e aqui seria preciso estar imbuído de uma esperança muito inverossímil - ainda assim permanecem aspectos totalmente inexplicáveis. O Palmeiras está construindo um estádio com capacidade praticamente igual ao de Itaquera, sendo que o custo é quase 2,5 vezes inferior, além do que as verbas utilizadas são inteiramente particulares. Caso a abertura da Copa fosse realizada na Arena Palestra Itália, sem ter que conceder centavo algum de isenção fiscal, a Prefeitura poderia obter a mesma quantia de retorno que ela própria garante que atingirá. Ou seja, os lucros seriam bem maiores, aproximadamente de R$ 1,1 bilhão com Itaquera, contra R$ 1,5 bilhão no caso do estádio palmeirense, uma diferença, para mais, de R$ 400 milhões, valor superior, inclusive, ao custo da Arena Palestra Itália.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nenhum político ou dirigente traz esses dados à tona e os coloca em discussão, o mínimo que se esperaria em uma real democracia. Por outro lado, pululam os discursos vazios, recheados de informações estranhas e duvidosas, enquanto muita gente idiota comemora, achando o máximo o fato de que seu time terá um estádio. Esses mesmos são aqueles que continuarão a ter seu dinheiro usurpado devido à excessiva carga tributária brasileira, e os mesmos também que não podem contar com serviços públicos básicos minimamente qualitativos, tais quais educação, saúde, segurança e transporte. Esse é o país da Copa, esse é o país em que vivemos. É a cara do Brasil!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-319432598744631057?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/319432598744631057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/07/isencao-fiscal-para-o-indecentao-e-as.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/319432598744631057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/319432598744631057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/07/isencao-fiscal-para-o-indecentao-e-as.html' title='Isenção fiscal para o &quot;Indecentão&quot; e as cifras inexplicáveis'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-MuPqrxU2m3A/Tfo6xTuuvXI/AAAAAAAAAzg/8kUmAZ2t3ik/s72-c/imagesCA2QH72N.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6327411952080649661</id><published>2011-07-06T10:36:00.007-03:00</published><updated>2011-07-06T19:51:37.611-03:00</updated><title type='text'>Urbanização à brasileira: o problema das ciclovias em São Paulo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.peixotoonline.com.br/img_not/Acidente-Pxto9-8-10-2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://www.peixotoonline.com.br/img_not/Acidente-Pxto9-8-10-2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O conceito de urbanização envolve a otimização do espaço urbano de modo a conferir qualidade de vida ao habitante, oferecendo-lhe condições e serviços, tais como moradia, transportes, vias de circulação, asfaltamento, rede de esgoto e água encanada, iluminação, coleta de lixo, segurança pública, escolas, creches, hospitais, postos de saúde, correspondência, comércio e emprego.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em cidades nas quais ocorreu urbanização, a população advinda do êxodo rural, fenômeno tornado cada vez mais comum a partir do século XVIII e intensificado no XX, foi absorvida e bem alocada no espaço urbano, processo que se deu concomitantemente ao crescimento dessas tais cidades, a grande maioria delas, situada nos países desenvolvidos.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;É esquisito que muitos livros didáticos de Geografia produzidos no Brasil, quando se põem a abordar o tema “cidades”, usem o termo “urbanização” para se referir a nações subdesenvolvidas. Ora, uma vez conhecido o exato conceito de urbanização, nada mais evidente do que a percepção da inexistência desse tipo de processo em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Cidade do México, nas quais o enorme contingente populacional agravou drasticamente a própria ausência disso que se entende por urbanização. Talvez esse uso inadvertido do conceito esteja atrelado à falsa ideia, nutrida por muita gente, de que qualidade de vida significa ir ao shopping fazer compras e comer sanduíches insípidos, deturpação típica da atual era de massificação, que leva os incautos a confundir prazer com felicidade, divertimento efêmero, com qualidade de vida. Sendo assim, nos vemos obrigados a adjetivar, isto é, pensar em “urbanização à brasileira”, por exemplo, ainda que não se possa esquecer o correto entendimento de que urbanização, na acepção do termo, se refira exclusivamente ao mundo desenvolvido, enquanto que em países como o Brasil, deve-se usar “crescimento urbano”.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Atualmente, o trânsito caótico em cidades como São Paulo e a poluição atmosférica gerada pelos motores a combustão levou à discussão sobre a utilização de meios de transporte alternativos, sendo a bicicleta o mais comum entre eles. A princípio, é um debate dos mais salutares, mas em muitas situações as pessoas pensam em soluções adequadas, porém, adotam meios desastrosos para objetivá-las. Em vários países europeus a bicicleta é correntemente utilizada no &lt;b&gt;dia-a-dia&lt;/b&gt;, serve, em &lt;b&gt;dias de semana&lt;/b&gt;, note-se bem, para que os habitantes sejam conduzidos de casa para o trabalho e vice-versa. No centro de Firenze, por exemplo, não são permitidos veículos automotores particulares, em Amsterdam, Berna ou Copenhague, são avistadas cerca de cinco bicicletas, quando não mais, para um carro. Nessas cidades existe uma cultura voltada para o uso de bicicletas, a começar pela educação da população, que respeita o ciclista em sua vulnerabilidade inerente quando em trânsito. As ciclovias são implantadas criteriosamente, havendo até mesmo faróis específicos para os ciclistas. O volume de trânsito, que já seria menor em vista de populações bem mais diminutas, reduz-se ainda mais acentuadamente em uma estrutura que se organizou racionalmente para ajustar problemas passíveis de ocorrer em meio urbano. Este é um tipo de situação exemplar para se pensar em urbanização e qualidade de vida. É uma situação europeia.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em São Paulo, uma das mais antigas ciclovias, se não a mais antiga, situa-se na Avenida Sumaré, zona oeste da capital. Possui em torno de 1,3 km de extensão e fica no canteiro central da avenida. É uma ciclovia viável, na qual os ciclistas ficam bem protegidos dos veículos. Poderia e deveria ter sido ampliada, mas não o foi. Falta-lhe manutenção, não há recapeamento e a grama do canteiro vira mato deixado livre para crescer por eras a fio. Além disso, o que era uma ciclovia, transformou-se também em pista de &lt;i&gt;cooper&lt;/i&gt;. É uma característica lamentável do Brasil que não se mantenha em boas condições aquilo que já existe, mais ainda quando o que existe possui a rara condição de ser bom.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ao mesmo tempo em que a ciclovia da Sumaré é relegada ao limbo e que nota-se a ausência de um projeto bem raciocinado para uso de transporte alternativo na cidade, as autoridades paulistanas resolveram de uns meses para cá enxertar de maneira totalmente impensada e quixotesca, um trecho de “ciclovias” que perpassa regiões a oeste e sul de São Paulo. O tal trecho, que opera somente aos domingos, não passa de uma faixa de trânsito que fica fechada e separada por cones das outras nas quais trafegam os veículos. Tosco, é o que melhor pode definir uma coisa desse tipo! A falta de planejamento é tão escancarada que esse arremedo de ciclovia se faz presente em algumas vias de maior circulação e onde os motoristas costumam desenvolver velocidades mais elevadas. Em suma, um Frankstein, uma úlcera, um tumor enxertado nas ruas de São Paulo, algo que não tem relação alguma com a implantação de transporte alternativo e cujo efeito mais palpável é tornar o trânsito congestionado até mesmo aos domingos, o dia mais adequado para que o cidadão use veículos automotores.&lt;/span&gt;&lt;br style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A gestão de Gilberto Kassab se revela pior a cada dia. Dentre tantos outros graves defeitos, um engenheiro civil que deveria possuir conhecimentos mínimos a respeito de urbanização, permite que uma ciclovia-tumor seja implantada na cidade. Não me surpreenderei se em 2012 Paulo Maluf sair novamente como candidato a prefeito, ele também engenheiro e, assim como Kassab, uma nulidade em termos de urbanização, cujo mote sempre foi o de construir obras faraônicas para a circulação de veículos automotores, incapaz de qualquer visão de longo prazo sobre os problemas do trânsito em São Paulo. Estamos bem servidos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;* PS: o blog ficará sem postagens novas por cerca de 20 dias; boas férias para aqueles que as estarão gozando e até o retorno. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6327411952080649661?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6327411952080649661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/07/urbanizacao-brasileira-o-problema-das.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6327411952080649661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6327411952080649661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/07/urbanizacao-brasileira-o-problema-das.html' title='Urbanização à brasileira: o problema das ciclovias em São Paulo'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-2944933688522586872</id><published>2011-06-28T22:02:00.007-03:00</published><updated>2011-08-20T17:24:31.179-03:00</updated><title type='text'>A miséria do imediatismo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_UXfnuVwPdRs/SEIdrrG41rI/AAAAAAAAAT8/EY6iuxh5HKo/s400/antenafobia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="244" src="http://3.bp.blogspot.com/_UXfnuVwPdRs/SEIdrrG41rI/AAAAAAAAAT8/EY6iuxh5HKo/s320/antenafobia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Final de semestre, últimos dias de aula, férias se aproximando. Quórum de alunos mais baixo do que o normal, matéria já ministrada, resolvo fazer uma gincana com alunos do 7° ano, cuja faixa etária média é de 12 ou 13 anos. Comecei perguntando sobre tópicos relacionados às disciplinas que leciono e, à medida que a brincadeira foi se desenrolando, os temas passaram a variar, mas sem que o passado histórico deixasse de ser abordado. Reclamações já se faziam ouvir...&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Eis que então assuntos esportivos começaram a ser foco atendendo ao pedido dos próprios alunos. Pergunto quem foi o Campeão Brasileiro de uma data já um tanto distante e a resposta, como era de se esperar, foi errada. Nesse momento, um aluno de desempenho reconhecidamente bastante fraco, dispara: "ahhh, eu nem tinha nascido ainda nessa época!" A partir daí, me enervei sobremaneira com o desdém desses jovens em relação a tudo que é passado, o que já estava claro desde o início da brincadeira, claro, para falar a verdade, desde sempre. Jovens totalmente anti-históricos, jovens levados a pensar tola e arrogantemente, que o mundo surgiu no dia em que eles nasceram. Incomodado, não pensei duas vezes e passei a martelar mais ainda, propositadamente, em coisas já passadas. O tal aluno topetudo e imediatista, como 95% de seus colegas, é torcedor do time sem cores da zona Leste. Um outro de sua equipe e, tão insubordinado quanto ele, também.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Lá vou eu: "quem foi o principal idealizador da democracia corint...?" Resposta: "ahn, o que?!; o que é isso?!" Eles são torcedores incolores e não fazem a menor ideia de quem foi Sócrates. Não pude deixar de continuar provocando: "quem foi Neto?" No máximo, conhecem o comentarista.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Me dirijo a outro aluno, desta feita, um palmeirense que costuma ter bom desempenho: "que jogador do Palmeiras marcou 2 gols na final do Paulista em 1993, quando o alviverde massacrou seu rival por 4x0?" Não obtenho resposta. O jovem palmeirense, depois que cito Evair, diz que já tinha ouvido falar "desse cara" através do tio.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Garotos que não sabem o óbvio, isto é, que a grandeza dos times para os quais torcem é tributária da história dessas agremiações. Questão que tem a ver também, além do imediatismo, com a carência de ídolos. Na era da Internet e da hiperexposição, todos eles sabem, mesmo os que não ligam para futebol, quem são Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho ou Adriano, essas celebridades vazias que deixam o profissionalismo e a postura passarem bem distante, mas que mesmo assim se tornam ídolos de uma geração anti-histórica e incapaz de boa imaginação. Alguns poderão sair em defesa de seus ídolos de barro e afirmar que eles fizeram história. Será, todavia, que terá sido por seu passado que são tão conhecidos? Temo que não.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Mudo de esporte, abordo o vôlei, segundo na preferência do brasileiro, responsável em tempos mais recentes, por conquistas superiores ao futebol. Pergunto a respeito de um dos nomes dentre os campeões olímpicos de 1992... nada! Carlão, Paulão, Maurício, Tande, Giovane, Marcelo Negrão, são figuras completamente desconhecidas por esses jovens. Com isso, é esquecida também a primeira medalha de ouro em esportes coletivos conquistada pelo Brasil, esse país que irá sediar Olímpiada e no qual os atletas fora do &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt; treinam a duríssimas penas. Os jovens têm ainda menos noção de quem seja Robert Scheidt. Um lá, malemal sabe sobre Gustavo Kuerten, Maria Esther Bueno, evidentemente, nem em sonho! Lembremos que eles próprios pediram perguntas que tivessem o esporte como tema. Nem é preciso avisar que em assuntos diversos verifica-se o mesmo alheamento em relação a nomes ou acontecimentos que se imortalizaram, seja na área em que for.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O imediatismo desses jovens é claramente um malefício terrível, porém, não o imediatismo em si, mas as consequências que ele carrega. Um imediatismo inerentemente e, por definição, anti-histórico e que, como indiquei acima, responsável pela incapacidade imaginativa. Quem possui uma imaginação completa - e devo frisar aqui que estou considerando o fenômeno imaginativo não em seu sentido banal de fantasia, mas sim como a habilidade de perceber, conceber e discriminar - estará apto a exercer uma existência verdadeiramente profícua, dado que só a imaginação completa e em seu sentido filosófico, aliada à razão, que assim estará isenta de ser uma razão puramente mecânica, é capaz de nos legar o sentido superior de interioridade humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Aqueles que assumem conduta imediatista e, portanto, anti-histórica, estão apartados do potencial libertador da história, como ensinou Benedetto Croce, pois jamais poderão imaginar de modo completo. O imediatista, quando muito, pode atingir o estágio da percepção, o primeiro e mais basilar das etapas imaginativas. Uma percepção, todavia, sem que se procedam as mediações necessárias e possibilitadas pela relação passado-presente, não poderá avançar rumo a qualquer tipo de concepção. Por sua vez, a ausência de concepção impede que se chegue à etapa final do processo imaginativo, que é a discriminação, ou classificação, para usar um vocábulo mais recorrente, haja vista que não há como classificar sem comparar, algo só tornado possível a partir de uma maneira histórica de pensamento, que fornece os parâmetros e termos comparativos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Estamos num tempo em que o imediatismo e suas consequências afetam sobretudo os jovens, mas o andar da carruagem aponta de modo cada vez mais claro que não tardará o momento no qual este será um mal comum nas gerações adultas, até porque os jovens de hoje estarão mais velhos amanhã. Então, nada mais faltará para que o problema da degenerescência moral esteja completo. A história e a capacidade de imaginação se farão ainda presentes, mas quem saberá usá-las, quem poderá tê-las como instrumentos de valorização da interioridade humana?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-2944933688522586872?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/2944933688522586872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/06/miseria-do-imediatismo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/2944933688522586872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/2944933688522586872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/06/miseria-do-imediatismo.html' title='A miséria do imediatismo'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_UXfnuVwPdRs/SEIdrrG41rI/AAAAAAAAAT8/EY6iuxh5HKo/s72-c/antenafobia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3393560341228594431</id><published>2011-06-16T15:50:00.005-03:00</published><updated>2011-06-16T19:29:59.863-03:00</updated><title type='text'>Anote esses nomes e não se esqueça deles!</title><content type='html'>&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Na noite desta quarta-feira (15/06) a Câmara dos Deputados aprovou por 272 votos a favor, 76 contra, com 3 abstenções, a MP n° 527, que define o "Regime Diferenciado de Contratações", pelo qual os orçamentos referentes às obras da Copa 2014 e da Olímpiada 2016 serão "flexibilizados". Eliminado o eufemismo, temos que as licitações serão dispensadas em nome do caráter de urgência. Além disso, a MP determinou também que os orçamentos, nos quais há uma enormidade de dinheiro público envolvido, sejam sigilosos. Algo mais deplorável e absurdo do que esse, impossível! Segue abaixo a lista com os nomes dos deputados que votaram a favor da aprovação da MP, bem como a orientação de cada partido que compõe a casa. Não se esqueça disso e proteste como puder!&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Orientação dos partidos:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PT: Sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PMDB: Sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PSB PTB Pc do B: Sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PR PRB PT do B PRTB PRP PHS PTC PSL: Sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PSDB: Não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;DEM: Não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PP: Sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PDT: Liberado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PPS: Liberado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PSC: Sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PMN: Sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PSOL: Não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PV: Liberado &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Oposição: Não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Base governista: Sim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;DEM&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Fernando Torres BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jairo Ataide MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Paulo Magalhães BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PC do B&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Alice Portugal BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Assis Melo RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Chico Lopes CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Daniel Almeida BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Edson Pimenta BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Evandro Milhomen AP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jandira Feghali RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jô Moraes MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;João Ananias CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Luciana Santos PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Osmar Júnior PI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PDT&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;André Figueiredo CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ângelo Agnolin TO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Brizola Neto RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Damião Feliciano PB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Flávia Morais GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Giovani Cherini RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Giovanni Queiroz PA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Carlos Araújo BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Manato ES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Marcelo Matos RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Oziel Oliveira BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Paulo Pereira da Silva SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Salvador Zimbaldi SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Vieira da Cunha RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Zé Silva MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PHS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Felipe Bornier RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Humberto MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PMDB&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Alberto Filho MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Alceu Moreira RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Almeida Lima SE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Arthur Oliveira Maia BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Átila Lins AM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Benjamin Maranhão PB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Carlos Bezerra MT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Celso Maldaner SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Danilo Forte CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Edinho Araújo SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Edson Ezequiel RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Eduardo Cunha RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Fabio Trad MS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Fátima Pelaes AP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Fernando Jordão RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Flaviano Melo AC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Francisco Escórcio MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Gabriel Chalita SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Gean Loureiro SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Geraldo Resende MS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Íris de Araújo GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;João Arruda PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;João Magalhães MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Joaquim Beltrão AL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Priante PA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Júnior Coimbra TO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Leandro Vilela GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Leonardo Quintão MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Luciano Moreira MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Lucio Vieira Lima BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Manoel Junior PB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Marçal Filho MS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Marcelo Castro PI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Marinha Raupp RO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Marllos Sampaio PI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Mauro Lopes MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Mendes Ribeiro Filho RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Moacir Micheletto PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Nelson Bornier RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Newton Cardoso MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Nilda Gondim PB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Osmar Serraglio PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Osmar Terra RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Paulo Piau MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Pedro Chaves GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Professor Setimo MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Raimundão CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Renan Filho AL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Rogério Peninha Mendonça SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ronaldo Benedet SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Saraiva Felipe MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Teresa Surita RR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Valdir Colatto SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Washington Reis RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Wladimir Costa PA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PMN&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Dr. Carlos Alberto RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Fábio Faria RN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jaqueline Roriz DF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PP&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Afonso Hamm RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Carlos Souza AM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Cida Borghetti PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Dilceu Sperafico PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Dimas Fabiano MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Iracema Portella PI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jair Bolsonaro RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Lázaro Botelho TO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Missionário José Olimpio SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Neri Geller MT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Rebecca Garcia AM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Renzo Braz MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Roberto Balestra GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Roberto Britto BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Roberto Dorner MT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Roberto Teixeira PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Simão Sessim RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Toninho Pinheiro MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Vilson Covatti RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Waldir Maranhão MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Zonta SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PPS&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;César Halum TO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Geraldo Thadeu MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Moreira Mendes RO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PR&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Aracely de Paula MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Davi Alves Silva Júnior MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Dr. Paulo César RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Francisco Floriano RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Giacobo PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Giroto MS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Henrique Oliveira AM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Homero Pereira MT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Izalci DF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Rocha BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Liliam Sá RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Lúcio Vale PA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Maurício Quintella Lessa AL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Milton Monti SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Neilton Mulim RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ronaldo Fonseca DF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Tiririca SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Vicente Arruda CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Wellington Fagundes MT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Zoinho RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PRB&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Acelino Popó BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Antonio Bulhões SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Cleber Verde MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;George Hilton MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Heleno Silva SE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jhonatan de Jesus RR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jorge Pinheiro GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Márcio Marinho BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Otoniel Lima SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ricardo Quirino DF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Vilalba PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Vitor Paulo RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PRP&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jânio Natal BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PSB&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Alexandre Roso RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ariosto Holanda CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Domingos Neto CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Edson Silva CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Glauber Braga RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jefferson Campos SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jonas Donizette SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Stédile RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Keiko Ota SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Laurez Moreira TO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Leopoldo Meyer PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Luiz Noé RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Luiza Erundina SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Mauro Nazif RO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Pastor Eurico PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ribamar Alves MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Romário RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Valadares Filho SE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PSC&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Andre Moura SE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Carlos Eduardo Cadoca PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Deley RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Erivelton Santana BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Filipe Pereira RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Lauriete ES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Marcelo Aguiar SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Pastor Marco Feliciano SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ratinho Junior PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Stefano Aguiar MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PSDB&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Alberto Mourão SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Manoel Salviano CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PT&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Alessandro Molon RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Amauri Teixeira BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;André Vargas PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Arlindo Chinaglia SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Artur Bruno CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Assis Carvalho PI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Assis do Couto PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Benedita da Silva RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Beto Faro PA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Cândido Vaccarezza SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Carlinhos Almeida SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Carlos Zarattini SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Chico D`Angelo RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Cláudio Puty PA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Dalva Figueiredo AP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Décio Lima SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Devanir Ribeiro SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Domingos Dutra MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Dr. Rosinha PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Eliane Rolim RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Erika Kokay DF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Fernando Marroni RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Francisco Praciano AM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Gabriel Guimarães MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Gilmar Machado MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Janete Rocha Pietá SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jesus Rodrigues PI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jilmar Tatto SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;João Paulo Lima PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Airton CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José De Filippi SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Guimarães CE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Mentor SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Joseph Bandeira BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Josias Gomes BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Leonardo Monteiro MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Luci Choinacki SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Luiz Alberto BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Luiz Couto PB&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Márcio Macêdo SE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Marcon RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Marina Santanna GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Miriquinho Batista PA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Nazareno Fonteles PI&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Nelson Pellegrino BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Newton Lima SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Odair Cunha MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Padre João MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Padre Ton RO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Pedro Eugênio PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Pedro Uczai SC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Policarpo DF&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Reginaldo Lopes MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ricardo Berzoini SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ronaldo Zulke RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Rubens Otoni GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Rui Costa BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ságuas Moraes MT&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Sérgio Barradas Carneiro BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Sibá Machado AC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Taumaturgo Lima AC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Valmir Assunção BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Vander Loubet MS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Vicentinho SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Waldenor Pereira BA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Weliton Prado MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Zé Geraldo PA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Zeca Dirceu PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PTB&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Alex Canziani PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Arnaldo Faria de Sá SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Celia Rocha AL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Danrlei De Deus Hinterholz RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Eros Biondini MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Augusto Maia PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;José Chaves PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Josué Bengtson PA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Jovair Arantes GO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Nilton Capixaba RO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ronaldo Nogueira RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Sabino Castelo Branco AM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Sérgio Moraes RS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Silvio Costa PE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PTC&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Edivaldo Holanda Junior MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PT do B&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Lourival Mendes MA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Alfredo Sirkis RJ&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Fábio Ramalho MG&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Guilherme Mussi SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Henrique Afonso AC&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Lindomar Garçon RO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Paulo Wagner RN&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Penna SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ricardo Izar SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Roberto de Lucena SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Roberto Santiago SP&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Rosane Ferreira PR&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Sarney Filho MA&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3393560341228594431?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3393560341228594431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/06/anote-esses-nomes-e-nao-se-esqueca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3393560341228594431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3393560341228594431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/06/anote-esses-nomes-e-nao-se-esqueca.html' title='Anote esses nomes e não se esqueça deles!'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-5343565777685096996</id><published>2011-06-15T16:29:00.004-03:00</published><updated>2011-07-06T19:54:07.838-03:00</updated><title type='text'>O renascimento do futebol uruguaio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-l-897Elgcy4/TelCrqme6wI/AAAAAAAAAao/bGnpK3L9-lQ/s320/selecao-uruguaia.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-l-897Elgcy4/TelCrqme6wI/AAAAAAAAAao/bGnpK3L9-lQ/s320/selecao-uruguaia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O futebol uruguaio voltou a ser forte. Talvez ainda não seja possível afirmar que a constatação é definitiva, mas o cenário futebolístico recente oferece pistas convincentes para se pensar que estamos diante do renascimento da velha Celeste Olímpica. Bom para o futebol da América do Sul, bom para o futebol mundial.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O Uruguai dominou o esporte durante a primeira metade do século XX, ganhando duas medalhas de ouro em Olimpíadas (Paris 1924 e Amsterdam 1928), fato que rendeu à seleção nacional o apelido de Celeste Olímpica e duas Copas do Mundo, em 1930, realizada no próprio Uruguai e, vinte anos depois, no Brasil. A final do mundial de 1950, disputada no dia 16 de julho daquele ano no estádio Mario Filho, mais conhecido como Maracanã, e construído exatamente para ser palco dos jogos mais importantes do evento, constituiu-se em uma das partidas mais dramáticas do futebol e o resultado, uma enorme zebra. Quanto ao drama, a qualificação é das mais legítimas, visto que a circunstância de uma final de Copa do Mundo é inerentemente dramática, além do que, o Brasil buscava seu primeiro título em mundiais, jogando em casa e com o estádio lotado. Ter saído na frente e depois levar a virada dos uruguaios, só aumentou ainda mais o desespero da torcida e dos jogadores brasileiros. O já falecido goleiro Barbosa foi injustamente apontado como bode expiatório pela derrota e, mais do que ninguém, ele sentiu o drama no fundo da alma, pois passou o resto de sua vida carregando o pesado fardo do fracasso.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Se a dramaticidade do jogo foi violenta, não se pode contudo, como muitos acreditaram e alguns ainda acreditam, defender a ideia de que a vitória da Celeste por 1x2 tenha sido realmente uma zebra. Não foi! Pesou no episódio o velho e manjado ufanismo brasileiro. Relatos dão conta de que o clima de “já ganhou” havia se instalado nas mentes da imprensa e do torcedor verde e amarelo bem antes da bola rolar. Cegueira diante do poderoso adversário, desprezo pela história, deu-se de ombros face à tradição de um escrete bi-campeão olímpico e vencedor da primeira Copa. Como mais tarde escreveria magistralmente Jules Rimet, “tudo estava previsto, menos a vitória do Uruguai”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Obdulio Varela era o capitão do time em 1950, talvez o exemplo mais perfeito de jogador-líder que o futebol já produziu. Nas conversas que antecederam o jogo e na preleção, foi ele quem tomou a palavra.&amp;nbsp; Enalteceu os brios e lembrou que futebol se decide dentro das quatro linhas (naquela época, ao menos). Em campo, mostrou a raça e a liderança habituais. No quesito técnico, Andrade, Julio Perez, o soberbo Schiafino e o veloz e oportunista Gigghia se encarregariam do resto. &lt;i&gt;Maracanazzo&lt;/i&gt; consolidado, Uruguai campeão, contra tudo e contra todos&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Depois disso o futebol uruguaio foi minguando progressivamente. Ainda se mostrou forte em termos de clubes até os anos 1980, mas a seleção nunca mais conseguiu repetir os feitos grandiosos do passado, exceto por alguns títulos de Copa América, competição que se degradou acentuadamente e incapaz de refazer a grandeza da Celeste. De cerca de vinte e cinco anos para cá, até mesmo os mais tradicionais clubes uruguaios, Peñarol e Nacional, caíram no marasmo, juntamente com a equipe nacional. Francescoli e Recoba foram jogadores acima da média, insuficientes porém para curar a mediocridade de um futebol que parecia condenado a viver apenas de lembranças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Após décadas de inexpressão, o quadro começou a dar mostras de estar mudando. A Copa da África do Sul em 2010 foi o marco da inflexão. Nessa competição, a campanha da Celeste ficou acima das expectativas, um quarto lugar bastante significativo e o prêmio de melhor jogador do torneio merecidamente concedido a Diego Forlán, craque que apresentou um futebol altamente qualificado nos gramados sul-africanos. Agora em 2011, depois de tanto tempo, o Peñarol resgatou a grande tradição da qual ele mesmo havia se esquecido e voltou à final da Libertadores. É digno de nota e de saudações que a força da camisa Carbonera esteja novamente disputando títulos, sobretudo quando se verifica que as equipes que mais vinham representando o Uruguai na mais importante competição de futebol da América do Sul são times genéricos e sem torcida. Não sei se o Peñarol irá se sagrar campeão, considero o Santos favorito e chego a torcer para que Muricy Ramalho, de longe o melhor técnico em atividade no futebol brasileiro, obtenha sucesso e vença o título continental, mas é fato que a reascensão do futebol uruguaio, passa necessariamente pelo reavivamento de sua tradicional agremiação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #134f5c; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O futebol, a meu ver, ficou mais chato nos últimos vinte e poucos anos, excessivamente defensivo, monótono. Fora de campo, permeado pela celebrização e pelo sucesso fácil. Essa derrocada coincide exatamente com o colapso da tradição uruguaia. Faço votos então, em tempos de um barcelonismo que encanta por ser o antípoda da modorra predominante, para que o renascimento do futebol uruguaio, aquele que, juntamente com o argentino, melhor alia garra e técnica, possa a seu modo contribuir para a valorização desse esporte naquilo que ele possui de mais abrilhantador, algo um tanto raro de se observar em nossos dias. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-5343565777685096996?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/5343565777685096996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/06/o-renascimento-do-futebol-uruguaio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/5343565777685096996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/5343565777685096996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/06/o-renascimento-do-futebol-uruguaio.html' title='O renascimento do futebol uruguaio'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-l-897Elgcy4/TelCrqme6wI/AAAAAAAAAao/bGnpK3L9-lQ/s72-c/selecao-uruguaia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3340395849481669277</id><published>2011-06-09T16:44:00.009-03:00</published><updated>2011-08-20T17:20:34.898-03:00</updated><title type='text'>"Conhece-te a ti mesmo" - o panóptico interior</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://blog.opovo.com.br/pliniobortolotti/files/2010/09/Panopt%C3%ADcos-300x212.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://blog.opovo.com.br/pliniobortolotti/files/2010/09/Panopt%C3%ADcos-300x212.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O panóptico, assim designado originariamante por Jeremy Bentham ainda no século XVIII e posteriormente muito assíduo na obra de Michel Foucault, é um tipo de construção que passou a ser adotado no século XIX, na Europa e nos Estados Unidos, em edifícios destinados a abrigar sanatórios e prisões de segurança máxima. A conformação de um panóptico se dá de maneira na qual a vigilância sobre os internos de um presídio ou de uma instituição psiquiátrica seja a mais eficaz possível. Em outras palavras, o panóptico segue a lógica do observador que vê sem ser visto. Os motivos que ensejam esse estilo de edificação em se tratando das instituições referidas são bem conhecidos, mais ainda quando se pensa nas prisões em que são encarcerados bandidos de alta periculosidade. É possível que no caso dos sanatórios a ciência psiquiátrica tenha se desenvolvido nos últimos cem anos, o suficiente para que se aposte em modificações desse projeto.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Foucault, como relativista que foi, refletiu sobre o panóptico com o objetivo de criticar a dominação envolvida no processo de vigilância e punição. Não se pode descartar que muitos sanatórios, no passado, e certas prisões até os dias de hoje, praticam métodos inadequados no tratamento de seus internos. Contudo, tais métodos são capazes de atuar independentemente do panóptico e, além disso, é possível objetar que há boas chances de que Foucault jamais tenha se preocupado com métodos punitivos cruéis, mas sim com a obsessão irracional de desancar a ciência. Segundo o pensador francês, os conceitos de loucura e mentalidade criminosa são construídos historicamente, como se o estatuto científico não dependesse de pesquisas, evidências e provas e como se a aferição das descobertas da ciência não fosse externa ao sujeito e baseada em argumentação perante a comunidade científica. O mesmo Foucault que satanizou a ciência, jamais teria artifícios filosóficos para assumir postura crítica com relação a rituais sacrificiais ou ordálias, recorrentes em eras anteriores ao pensamento científico sistematizado.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Ainda que as ideias foucaultianas sejam totalmente falhas em seu historicismo mal arranjado, o pior desse contexto veio através da pena de outros pensadores pós-modernos, tais quais o próprio Foucault, discípulos de Nietzsche, que passaram a usar o conceito do panóptico no intuito de pensar a cultura nos dias atuais. Que a cultura massificada seja de dar nojo, não se discute, mas o entendimento sobre suas causas e seu &lt;i&gt;modus operandi&lt;/i&gt; certamente gera as mais grandiosas confusões.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A cultura das celebridades é o que mais está em voga nesse início de século XXI, algo que se apresenta da maneira mais abjeta possível e responsável, se não por todas, no mínimo por grande parte das patologias contemporâneas. Essa celebrização, presente em inúmeras situações do cotidiano, indica claramente que, caso se queira refletir acerca da cultura em termos de panóptico, é necessário assumir que a exposição visual possui agora, mão dupla. O panóptico tradicional, aquele do ver sem ser visto, que inicialmente não se relacionava em nada com temas culturais propriamente ditos, não serve para dar conta de explicar a era das celebridades, cujo mote da exponenciação infinita do estar exposto, pede que todos sejam vistos por todos. Além de sua duplicidade, o panóptico cultural contemporâneo não mais opera com base na relação vertical entre dominadores e dominados, mas sim em uma horizontalidade que configura a vasta rede de olhares entrecruzados. Estar em cena, ser o centro das atenções, ver e ser visto. Eis aí a regra de ouro da celebrização, fenômeno que está necessariamente ligado com a massificação do século XXI. Cabe aqui lembrar que, se é verdade que os pós-modernos não são adeptos da massificação, o antídoto por eles proposto contra esse efeito acaba se voltando contra o feiticeiro, visto que sem autodomínio, o caminho a percorrer só pode ser na direção dos ditames massificados. Lembro ainda, na esteira do que já foi colocado por alguns pensadores, que estamos em um período da história humana em que a cultura é feita pelas próprias massas, de acordo com suas próprias vontades e preferências.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;As ideologias mais simplistas e extemporâneas não fazem cerimônia alguma em apontar o capitalismo como substrato fomentador da espetaculização exacerbada. OK, um certo tipo de capitalismo pode estar por trás disso, mas o fatalismo econômico, que enxerga o capitalismo como uma totalidade sem matizes e isolada das outras dimensões socio-históricas, é também outra forma de análise que não tem como oferecer explicações elaboradas a respeito de um problema que se origina em âmbitos profundos da interioridade humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;A filosofia pós-moderna deu uma nova roupagem à crítica considerada de esquerda. Houve um deslocamento, de Marx e Lenin, para Nietzsche, Freud (interpretado equivocadamente) e Lacan. O esloveno Slavoj Zizek é uma exceção, pois se trata de alguém que utiliza as duas vertentes filosóficas em sua crítica do capitalismo, não evidentemente, sem ser confuso, superficial e, no fim das contas, equivocado do mesmo modo (futuramente, procurarei escrever sobre esse apólogo da chacina revolucionária e da "hipótese" comunista). Segundo essa linha pós-moderna de pensamento, focada na ideia de que o ser humano - a menos que seja instaurada uma ordem "justa" - não é mais do que um falsete (ideia essa que já era comum no próprio Marx), o capitalismo insere nas mentes e nas práticas uma ação destrutiva, anti-ética e alienante. Até aqui, nada diferente do que Marx já havia colocado, mas uma vez que os pós-modernos não acreditam na possibilidade da ação coletiva revolucionária e no aspecto caracteristicamente classista da obra marxiana, adotam o indivíduo como potencial libertador de si próprio. O que esse indivíduo precisa fazer? A resposta pós-moderna informa que ele deve se despojar das normas impostas e das obrigações morais e éticas, todas elas baseadas em construções tornadas supostamente verdadeiras de acordo com o discurso de poder dominante. Daí, assim que libertado das amarras da dominação, tem-se o perfeito super homem nitzscheano. Não mais o proletário revolucionário de Marx, representante de uma classe, mas o sujeito-individual narcisista, portador de vontade e de potência. O que começa com um nobre ideal de liberdade, logo se desmantela face ao culto à irresponsabilidade e à defesa dos impulsos ególatras. Quem não consegue ver que vivemos em uma era de absoluto desprezo no que se refere à ética, à moral e ao autodomínio, aí sim pode, com toda justiça, ser considerado um alienado. Será que a volição irrefreada e o egoísmo narcisista não têm nenhuma responsabilidade no culto às celebridades e na valorização doentia da celebrização dos outros e de si? É claro que têm!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O erro grotesco do pensamento pós-moderno, desde Nietzsche, até chegar em seus seguidores atuais, vem da ilusão tola de que é possível sacudir uma árvore e fazer cair dela apenas os bons frutos. Ao descartar a interioridade humana, confundindo-a com os desejos irracionais e perversos, o pós-modernismo deixa de perceber que a realidade não admite subornos. Não é nada por acaso que as pessoas venham tendo dificuldades enormes em lidar com escolhas, contrariedades e insucessos, inerentes à experiência humana. O pós-modernismo é um tipo de pensamento incapaz de identificar parâmetros, quaisquer que sejam eles, mas essenciais para que o ser humano possa viver em sociedade sem que seja acometido de patologias egoístas. Em suma, o grande equívoco pós-moderno é que sua defesa da liberdade não se baseia no elemento construtivo dessa mesma liberdade, sem o qual inexiste a possibilidade de ser livre. A exacerbação das vontades somente pode resultar em cerceamento da liberdade, aspecto para o qual já chamavam a atenção os grandes juristas da Roma Antiga, bem como muitos da era Moderna, vide, por exemplo, um Samuel Pufendorf. Por outro lado, o autodomínio, posto em prática por meio do controle dos impulsos imperialistas, é o vetor para a liberdade, é o panóptico interior - "conhece-te a ti mesmo" - que nos livra da ignorância e dos desejos incompatíveis com a realidade e com a natureza humana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3340395849481669277?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3340395849481669277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/06/conhece-te-ti-mesmo-o-panoptico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3340395849481669277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3340395849481669277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/06/conhece-te-ti-mesmo-o-panoptico.html' title='&quot;Conhece-te a ti mesmo&quot; - o panóptico interior'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-748437806367023393</id><published>2011-05-26T18:36:00.005-03:00</published><updated>2011-05-30T20:56:43.270-03:00</updated><title type='text'>Marcha dos insensatos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_8QS25rNFt68/TTk3iJjp2NI/AAAAAAAAAF8/qkR0A84b4rM/s1600/rotsnake2.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_8QS25rNFt68/TTk3iJjp2NI/AAAAAAAAAF8/qkR0A84b4rM/s320/rotsnake2.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #660000; font-size: small;"&gt;A marcha da maconha, manifestação de rua em defesa da legalização da erva, parou várias ruas de São Paulo no último sábado, dia 21/05. O ato, por força de seu próprio despropósito, havia sido proibido segundo determinação judicial, mesmo assim os manifestantes deram de ombros para a lei e realizaram o protesto. Estranho paradoxo que os adeptos da legalização tenham desprezado a ordem da Justiça ao mesmo tempo que se revoltam a favor de algo a ser legalizado. Gente que desconhece a função e o funcionamento das leis da sociedade, mas que no entanto pede uma lei que lhe seja conveniente.&lt;br /&gt;O absurdo de quem opera na ilegalidade querendo legalizar algo despropositado, por si só já fez perder a razão dos envolvidos. Seria desnecessário frisar, em se tratando dessas pessoas, que existem caminhos institucionais para que opiniões sejam manifestadas e debatidas e para que se proponham leis, contudo, não é possível falar em lei quando se passa por cima delas. Isso já bastaria para encerrarmos a discussão, mas afinal, qual motivo haveria para que a maconha fôsse legalizada? Acabar com o tráfico? Mesmo que houvesse possibilidade disso, acabar com tráfico de maconha? E a cocaína, o &lt;i&gt;crack&lt;/i&gt;, o &lt;i&gt;ecstasy&lt;/i&gt;, as drogas novas de laboratório, muito mais pesadas? Então, teriam que ser legalizadas também. Puro caos! A maconha faz bem à saúde? Não, muito pelo contrário, só faz mal, a menos que ministrada em dosagens específicas, em casos igualmente específicos e sob o acompanhamento de um médico, o que ainda requer comprovação científica, e que evidentemente não é o caso de quem esteja pedindo a legalização. E os terríveis transtornos que a erva causa à família de um viciado? E os custos do tratamento? A maconha não vicia? Não, e os dados comprovando que em grande parcela dos casos ela é o primeiro degrau na escalada para o uso de outras drogas de efeito alucinógeno mais acentuado? Não existe nenhuma justificativa lógico-racional para que a maconha seja legalizada, só restando apenas o infame resquício e a ilusão da contracultura dos anos 1960-70, ao acreditar que drogas possam conter algo de positivo. Balela, lixo. Só os insensatos defendem a legalização.&lt;br /&gt;O cigarro e as bebidas alcoólicas são drogas legalizadas e, apesar de serem proibidas para menores de 18 anos, é sabido que praticamente ninguém respeita tal determinação (respeito às leis?; no Brasil?...).&amp;nbsp; No caso do tabaco, há até cerca de 20 anos, era vinculado em propagandas de todos os tipos de mídia, associado ao esporte, à aventura, à independência e ao poder. Marketing absolutamente falso e nefasto. Vitória do anti-tabagismo, as propagandas relativas ao tabaco foram abolidas, todavia o fumo vem fazendo adeptos em idade cada vez mais jovem, efeito, pode-se supor, de uma certa visão relativista, condescendente e permissiva sobre as drogas. Bem pior com relação ao álcool, não só legal, mas socialmente aceito, mais do que nunca, hoje em dia, como o era o cigarro em tempos passados, associado aos mais diversos fatores positivos. Quem já parou para pensar minimamente nas propagandas de cerveja entende bem o que é isso: praia, sol, calor, sorrisos, felicidade, agito, mulheres e seus traseiros, rapazes fortes. Cérebro? Bem, aí já é outro papo... É claro que não se mostra o &lt;i&gt;day after&lt;/i&gt; da bebedeira: vômito, ressaca, coma alcoólico, brigas, acidentes de trânsito. Problema social: onde estão os “jovens politizados” que tanto adoram essa adjetivação - S O C I A L? Bêbados? Beba com moderação? Use drogas com moderação? Aonde isso vai parar?! Já se tem muita droga legalizada, tudo que não se precisa, é uma a mais. Só os insensatos pensam o contrário.&lt;br /&gt;Quantos dos envolvidos na marcha da insensatez são pessoas cujas vidas estão de alguma forma ligadas com estudos em Humanidades? Um bom número, pode-se imaginar, se bem que aquele sujeito que se mobiliza pedindo legalização de maconha não é bem o que adentra num curso de Humanas com o objetivo de estudar, pois esse costuma se ocupar de assuntos pertinentes e sérios. Quantas páginas de um Irving Babbitt consegue digerir um partícipe dessa marcha? Nenhuma, nenhuma sequer, não há dúvida! Eric Weil? Plutarco? Melhor parar... Quantos dos manifestantes em prol da maconha são os mesmos que não podem nem ouvir falar na possibilidade da presença de policiais - mesmo com toda criminalidade que ali tem grassado - no interior da Cidade Universitária? Pessoal das Humanidades, não só delas, é claro, mas especialmente para quem é gravíssimo a incapacidade de historicizar. Pensam que ainda estamos nos anos de chumbo. Gente fisgada pelos ideologismos e pelas armadilhas da temporalidade. Gente que se tornou de “esquerda” acreditando que essa mesma “esquerda” combatia as ditaduras. Que bobagem, que incapacidade de visão histórico-política! Polícia serve para reprimir, diria um leitor de Foucault, decisionista ególatra e insano, apóstolo de tantos “neoesquerdófilos politizados".&lt;br /&gt;Isso mesmo, serve para reprimir os insensatos, que além do despropósito da causa em questão, adotam um tipo de ato cujos efeitos mais claros são o caos e o prejuízo da circulação das outras pessoas em uma cidade que já não prima pela facilidade de locomoção dos seus habitantes. Esse mesmo pessoal, que faz pose para falar de liberdade, acreditando que ser livre é fazer o que se bem entende. Ah, o elemento centrípeto da liberdade, esse &lt;i&gt;frein&lt;/i&gt; vital das sociedades desenvolvidas, essa centelha tão fugaz, esse bálsamo do verdadeiro livre-pensar e do humanismo, esse conceito ausente dentre as mentes da libertinagem, terreno fértil para o vicejar do mais sanguinário estado de natureza hobbesiano. Quem quer a legalização da maconha? Só os insensatos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-748437806367023393?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/748437806367023393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/05/marcha-dos-insensatos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/748437806367023393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/748437806367023393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/05/marcha-dos-insensatos.html' title='Marcha dos insensatos'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_8QS25rNFt68/TTk3iJjp2NI/AAAAAAAAAF8/qkR0A84b4rM/s72-c/rotsnake2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6830624888423635961</id><published>2011-05-18T18:58:00.000-03:00</published><updated>2011-05-18T18:58:35.427-03:00</updated><title type='text'>Um exemplo. Uma homenagem.</title><content type='html'>&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Uma aluna minha faleceu após complicações resultantes de uma cirurgia cardíaca. Ela nasceu com um defeito congênito no coração e, de tempos em tempos, era necessário trocar uma válvula artificial que lhe passou a ser implantada desde os primeiros meses de vida. Seria a última troca, mas infelizmente ela não resistiu e o problema abreviou sua vida na tenra idade de 14 para 15 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Chamava-se Daniela, para quem eu lecionava já há três anos. Ela não era uma aluna de desempenho brilhante, tinha muitas dificuldades e logo pude perceber que carregava uma carência de conteúdos fruto da má qualidade quase geral da educação brasileira. Tal quadro, no entanto, nunca importou. Nesse tempo todo como seu professor, jamais a presenciei reclamando dos deveres, fazendo corpo mole ou negando esforço em alguma atividade, muito pelo contrário, sempre se revelou uma aluna comprometida e participativa. Não foi surpresa para mim observar toda sua vontade e entrega pessoal quando de uma Feira de Ciências no ano de 2009, momento no qual eu era coordenador da classe onde ela estudava. O tema do evento foi o corpo humano e a Daniela mostrou um vívido interesse em dar explicações sobre o funcionamento do coração, parte que lhe coube na exposição. Ela tirou de letra! Invariavelmente, estava envolvida nos assuntos escolares, gostava dos desafios.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Certamente a Daniela tinha seus momentos de "encheção", sem dúvida, sentia cansaço muito mais do que os outros em vista de seu problema, contudo, para ela, a superação e a obtenção de realizações se manifestavam como prova de sua capacidade, de seu esforço e de sua aptidão intelectual, mesmo com as dificuldades que tinha e com a própria saúde debilitada. Sempre foi gratificante e gerador de emoção ver com que vontade e dedicação ela cumpria suas tarefas. Gratificante para os professores, mais ainda para ela, que aprendeu com as agruras da vida, a dar valor às oportunidades. É lamentável que muitas pessoas com a saúde em dia mal se habilitem a levantar um dedo quando são exigidas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Fica o exemplo, fica a homenagem. Daniela, descanse em paz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6830624888423635961?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6830624888423635961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/05/um-exemplo-uma-homenagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6830624888423635961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6830624888423635961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/05/um-exemplo-uma-homenagem.html' title='Um exemplo. Uma homenagem.'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3981703565336059566</id><published>2011-05-16T18:44:00.006-03:00</published><updated>2011-05-17T19:57:14.450-03:00</updated><title type='text'>O fascínio do número 100: um balanço geral</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NoJtP0AkfrM/TSXOn5pEgaI/AAAAAAAAAUU/TPtQdVcyolM/s1600/100_posts.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_NoJtP0AkfrM/TSXOn5pEgaI/AAAAAAAAAUU/TPtQdVcyolM/s1600/100_posts.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Apesar de acreditar que muitas coisas que envolvem números sejam sem importância na maioria dos casos, exceto quando se trata de estatísticas bem fundamentadas, não posso negar que o fascínio exercido pelo número 100 vá além de numerologia esotérica. O 100 sempre é invocado quando, vira e mexe, são feitas essas tais listas dos "100 mais", independente se for para eleger os 100 melhores guitarristas, os 100 melhores jogadores de futebol, as 100 cidades mais bonitas do mundo, ou os 100 piores sejá lá o que for..., os exemplos são infindáveis e, invariavelmente, cada lista dos "100 mais" é geradora de polêmica: muitos acreditam que algo ou alguém não deveria fazer parte da listagem ou, mais ainda, que algum injustiçado foi deixado de fora. Creio que essas listas não passam de inutilidades, feitas exatamente e apenas para instaurar polêmicas indissolúveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O número 100 também marca presença constante no esporte: nesse famigerado Campeonato Paulista que se encerrou ontem, com o título merecidamente nas mãos do time praiano e com o vice tendo ido para a equipe sem cores da Marginal Tietê, o &lt;i&gt;lobbista&lt;/i&gt; Rogério Ceni marcou seu centésimo gol contra esses mesmos que terminaram em segundo lugar. A propósito, já que estamos abordando a ideia do fascínio pelo cem, o presidente da agremiação incolor havia dito que o ano do Centenário só estaria findado no dia 01/09/2011 e que, portanto, o time ainda poderia faturar algum título em sua centúria. Com o vice de ontem, agora é definitivo, o "cemternada" está mais do que confirmado, já que o próximo título em disputa só se decidirá em dezembro. Cem anos sem estádio, cem anos sem Libertadores, cem anos completados sem presente de aniversário. Que não me levem a mal os torcedores incolores, mas a megalomania do clube em questão, patrocinada midiaticamente, esbarra na própria realidade de um time provinciano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ainda no esporte, terreno tão fértil para o vicejar dessas mitologias em torno do 100, um time de futebol sempre se torna notícia quando atinge a marca de cem gols num torneio, o que de fato, não é algo comum, que o diga o Palmeiras de 1996... E quando um jogador disputa seu centésimo jogo, ou quando um lutador participa de seu centésimo combate, ou ainda quando um piloto corre seu centésimo GP? Sempre, tais fatos geram certo destaque, maior ou menor variando em função de inúmeros fatores, mas sempre o 100 se torna notícia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O campo político, como não poderia deixar de ser, igualmente encontra seus julgamentos no número 100. Quando um chefe de Estado chega ao poder, costuma-se afirmar que os primeiros 100 dias de seu governo servem como amostragem do que já foi feito e do que poderá ser o futuro de sua gestão. Dilma Rousseff completou sua centúria no mês passado. Nada escrevi sobre o assunto, pois confesso que a presidente ainda não me deixou claro a que veio. Quem sabe eu não resolva tratar da governança dilmista no momento em que ela completar 200 dias no cargo? 200 = 100 + 100.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O número 100 transmite uma sensação de completude, de etapa cumprida, 100 é a quantidade de anos de um século e eu, que sou historiador, sei bem como é isso: lembro-me da Profa. Maria Auxiliadora Dias Guzzo em meu tempo de graduação, falando em tom grave com os alunos do 2° semestre na disciplina Brasil I que, "historiador não precisa decorar ano, mas jamais pode errar século"; um pouco antes disso, ainda no 1° semestre em Antiga I, o Prof. Ettore Quaranta indicava a leitura de um livro didático para que seus pupilos, muitos deles recém-saídos do Ensino Médio, não se esquecessem as balizas temporais que marcam os períodos da história da Grécia em termos de séculos. Séculos, marcas emblemáticas das artimanhas de Cronos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Curvemo-nos, é o que nos resta, diante do 100: eis que este &lt;i&gt;Aristaire&lt;/i&gt; que vos "fala" chega a seu centésimo artigo, fazendo com que o número mereça, por força da tradição, mais do que por qualquer outro motivo, um balanço geral, afinal, que número poderia ser mais adequado para isso do que ele, o incansável 100?! Desde que foi concebido, há 2 anos e 3 meses, foram 100 artigos, média de 3,7 redigidos a cada mês. Olhando como autor, presumo que o tom das ideias aqui discutidas desde fevereiro/2009 tenha sofrido uma certa mudança. Em outras palavras, acredito que o blog passou a ser um pouco mais sóbrio, se não sempre, na maior parte das vezes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Analisando as estatísticas, algo que faço quase que diariamente, já que além de considerar uma ferramenta muito interessante, gera curiosidade saber o que está sendo lido e quantas visitas o espaço teve no dia, na semana, no mês, é possível delinear algumas impressões. Atualmente, o blog conta com cerca de 850 visitas/mês, o que resulta em uma média de 28,33/dia. Ainda é pouco em termos relativos, mas creio que os números subam com o tempo, além do que, antes qualidade do que quantidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os artigos mais lidos, que passaram a constar do lado esquerdo da página, são justamente fruto das consultas nas estatísticas. Essa observação gera surpresas, satisfações e algumas frustrações. Quando escrevi &lt;i&gt;O Iluminismo e a pós-modernidade&lt;/i&gt;, apesar de considerá-lo um bom texto, não esperava que alcançasse marca tão significativa (hoje, conta com 800 visualizações, disparado o artigo mais lido). Não me faz estranhar, por outro lado, que muitos dos relatos de viagem estejam entre os mais lidos, já que são de leitura fácil e prestam informação. Já quanto a &lt;i&gt;O preconceito linguístico no Brasil&lt;/i&gt;, me surpreende a estatística, uma vez que tem sido bem mais buscado do que eu pensava. Artigos com teor mais provocativo e humorístico, tais como &lt;i&gt;No ano do "cemternada" incolor, o Octa palestrino&lt;/i&gt;, igualmente avançam rápido para a condição de mais procurados, assim como os dois que versam sobre músicas essenciais, que são bem palatáveis (nisso, inclusive, um &lt;i&gt;mea culpa&lt;/i&gt;, pois são dois textos baseados em listas de "melhores"). Fico bastante satisfeito ao notar que, mesmo sem estarem entre os mais lidos, &lt;i&gt;Alexis de Tocqueville: as múltiplas dimensões da história e a questão da igualdade&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;As origens do Brasil e o cretinismo da busca pela identidade nacional&lt;/i&gt;, foram até hoje alvo de boa quantidade de leituras.&amp;nbsp; A parte de frustração vem quando artigos que considero excelentes deixam de receber devida atenção; penso, por exemplo, em &lt;i&gt;A razão como produto da História&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Apologia da razão&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Sobre o individualismo e o egoísmo&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;O povo em catarse: um dos efeitos da cordialidade no Brasil das massas&lt;/i&gt;. Exceto pelo último, são textos mais densos, o que talvez explique a baixa audiência. Quanto aos comentários, ainda os considero quase ínfimos, ao mesmo passo que somente aprovo e valorizo, evidentemente, aqueles que são construtivos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;De modo geral, o &lt;i&gt;Aristaire&lt;/i&gt; funciona pare este autor como espaço sem o qual seria certamente bem mais complicado refletir e expor a respeito dos temas que costumo tratar. Um espaço para a crítica, para a indignação e para discussões, por vezes, mais específicas e técnicas, mas também um local para relaxar e descontrair, aprender com leitores de qualidade, colocar a escrita em prática e a mente para raciocinar. Que venham mais 100 por aí!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3981703565336059566?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3981703565336059566/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/05/o-fascinio-do-numero-100-um-balanco.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3981703565336059566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3981703565336059566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/05/o-fascinio-do-numero-100-um-balanco.html' title='O fascínio do número 100: um balanço geral'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NoJtP0AkfrM/TSXOn5pEgaI/AAAAAAAAAUU/TPtQdVcyolM/s72-c/100_posts.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-563221561946754482</id><published>2011-05-09T17:11:00.010-03:00</published><updated>2011-05-10T21:01:15.608-03:00</updated><title type='text'>Bin Laden e os antiamericanos</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2011/05/55_356-92506-600.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" src="http://oglobo.globo.com/blogs/arquivos_upload/2011/05/55_356-92506-600.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Com a morte de Osama Bin Laden o mundo se tornou melhor, nada mudou, ou as coisas se tornaram piores? Pareceria um enorme contrassenso em qualquer situação que não envolvesse os EUA, mas muita gente prefere a terceira opção de resposta, mesmo que para a maioria delas, na verdadeira pior das hipóteses, nada tenha mudado, nem vá mudar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O antiamericanismo deitou raízes em grande multiplicidade de regiões além do próprio Oriente Médio, no qual as razões desse sentimento podem ser discutidas historicamente. Em outras paragens, não passa de ideologia&amp;nbsp; pueril de esquerda, fomentada muitas vezes por gente que aproveita as benécies do capitalismo e por jovens rebeldes sem-causa que jamais trocariam um &lt;i&gt;Big Mac&lt;/i&gt; por um lanche vegano ou música &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; descartável por um Albinoni ou por um Scriabin. Também nesse caso, poderia se arriscar uma interpretação histórica, afinal, tudo é história, mas não vou me ater a isso, uma vez que as reflexões acerca do tema existem, podem e devem ser buscadas. Meu intento será tão somente colocar em discussão certas opiniões e tendências com as quais tomei contato - fosse pessoalmente, fosse por meio de leituras e entrevistas na TV - nesses aproximados dez dias que se sucederam à morte do terrrorista mais procurado de todos os tempos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Assim que a notícia da morte de Bin Laden passou a correr o planeta, logo de imediato, alguns que se orgulham de um tipo de ceticismo acrítico, encerrado em si mesmo e, logicamente, também provido de antiamericanismo, se manifestaram com grau de indignação bem mais acentuado do que deveria sugerir sua opinião &lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt;, afirmando categoricamente que tudo não passou de uma farsa, algo genuinamente hollywoodiano, montado pelo poder norteamericano a fim de, uma vez mais, transmitir a ideia de que os EUA mantêm pleno domínio sobre a Terra - quiçá, mais ainda do que sobre a Terra...: passados 41 anos, ainda há gente estúpida o suficiente, crente em qualquer teoria conspiratória, exceto em evidências, disposta a afirmar que as missões Apollo também foram farsas. É certo que no caso de Bin Laden estamos a tratar de um assunto menos passível de especulações, em relação ao qual o argumento de que interessaria à reeleição de Barack Obama dar Bin Laden como morto, tem lá algum fundamento. Ninguém irá negar que o presidente norteamericano se beneficia enormemente com o fato e que poderá explorá-lo à vontade no intuito de permanecer na Casa Branca por mais 4 anos, contudo, Obama precisa de bem mais do que a cabeça do terrorista para se reeleger, logo ele, o presidente mais cobrado pela opinião pública nos EUA desde Richard Nixon. Fora isso, forjar a morte de Bin Laden sem que essa tivesse realmente ocorrido, jogaria contra os interesses norteamericanos em duas frentes. Primeiro, porque quem mais tiraria vantagem da teoria do falso-defunto seria o próprio Bin Laden, dado que seria mais fácil continuar escondido e comandando ações com uma parte das pessoas, pelo menos, acreditando que ele estivesse morto. Segundo que, estando vivo, mais cedo ou mais tarde Bin Laden daria sinal de vida, desmascarando toda a “farsa”, o que então faria Obama sofrer um achincalho moral e uma descrença sem precedentes. Só se o presidente dos EUA fosse um total idiota iria escolher passar por um risco desses. Caso se tratasse de George W. Bush, eu acreditaria nessa tese, mas sendo Obama, definitivamente, estamos diante de mais uma sandice conspiratória antiamericana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O ceticismo tolo já começa a esmorecer após os poucos, mas evidentes sinais de que a operação que deu fim a Bin Laden foi de fato empreendida com todo sucesso. Restando apenas aos mais bobos entre os bobos continuar sustentando posições conspiratórias, o antiamericanismo não deixa de mostrar seu rosto por meio dos ditos “especialistas” pondo-se a debater a legalidade ou não da ação norteamericana.&amp;nbsp;O tom não varia, isto é, segundo os próceres do antiamericanismo, a ação foi ilegal e unilateral, configurando uma execução a sangue frio - segundo o próprio serviço secreto dos EUA, Bin Laden estava desarmado - motivada por vingança. Precisa ser “especialista” para despejar tais platitudes? Evidentemente, é necessário pensar de modo menos ideológico se o objetivo for chegar a alguma conclusão livre de reducionismos. Segundo a tese da ação ilegal, apoiada em convenções internacionais, qualquer criminoso deve ser julgado em tribunal, tendo direito à defesa. OK, não há como ir contra isso em essência, mas será minimamente racional supor que Bin Laden pudesse ser julgado tal qual se faz com um criminoso comum? Bin Laden não era um criminoso comum, era um terrorista internacional de altíssima periculosidade, responsável por ceifar milhares de vidas, inclusive de muçulmanos, em inúmeros atentados, caracterizados, como qualquer ação de cunho terrorista, pelo elemento furtivo e pelo objetivo de atacar civis. Os custos e as pressões envolvidos num julgamento de Bin Laden seriam imensuráveis e tudo terminaria inexoravelmente na condenação à morte do terrorista. Não há como levantar outra hipótese diante do teor dos crimes perpetrados pelo líder da Al Qaeda. Alguém, aliás, poderia supor desfecho diverso considerando as vítimas do 11 de setembro? Isso para não mencionar os outros atentados assumidos por Bin Laden: Quênia, Tanzânia, Bali, Madrid, Londres...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ainda na esteira dos argumentos contra a ação no Paquistão, afirmou-se que faltou transparência por parte do governo norteamericano. É surreal, mas há analistas de renome capazes de defender tal ideia. Colocações desse tipo não mereceriam nem mesmo ser lembradas, no entanto, o faço a título de humor. Claro, os EUA deveriam expor em detalhes todos os passos de uma operação “secreta” para capturar o sujeito mais procurado do universo! Deveriam bater cara e dar tempo para Bin Laden se esconder..., vamos lá, mocinhos maus contra terroristas bonzinhos que sempre agiram na intenção de reparar os males causados pelo império norteamericano! Só pode ser piada!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;De minha parte, não posso deixar de pensar que o mundo ficou melhor na ausência de um terrorista do calibre de Bin Laden, pois terroristas, por definição, são meus inimigos. Mais do que obviamente, a guerra ao terror não termina com o acontecimento em questão, mas a força simbólica da eliminação do líder da Al Qaeda é inconteste, assim como, em certa medida, contribui para enfraquecer os &lt;i&gt;jihadistas&lt;/i&gt;. Vale sempre frisar que o combate ao terrorismo não é só dos EUA, como muitos desavisados parecem acreditar, mas de qualquer governo e de qualquer indivíduo comprometido com a liberdade. É uma guerra travada de parte à parte, pelo menos enquanto houver aqueles que se opõem de modo radical e recheado de ódio a valores ocidentais, cultivados inclusive por quem, no próprio Ocidente, “acha legal” e intelectualmente sofisticado ser antiamericano, como se esses valores ocidentais não fossem greco-romanos, medievais ou iluministas. A guerra é contra o terrorismo, assim como a guerra contra o crime, contra a delinquência, contra a intolerância, contra o ódio, jamais uma guerra de civilizações, como no mito huntingtoniano que vê as culturas impenetráveis umas às outras, como blocos estanques incapazes de se relacionar e estabelecer trocas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Não desprezo o fato de que os EUA cometeram e cometem erros terríveis em sua política internacional, sobretudo quando o país não se esforça, juntamente com Israel, também ele pródigo em vários equívocos, no sentido de uma solução racional e dialogada para a questão Palestina, infelizmente mais distante de ser alcançada a cada erro, mas isso não é incompatível, muito pelo contrário, com a confiança de que irá ser melhor para os próprios muçulmanos se sujeitos como Bin Laden deixarem cada vez mais de estar associados com o Islã e com a cultura que o acompanha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Igualmente, não posso deixar de condenar veementemente os horrores de Abu Ghraib e de Guantánamo, mácula indelével que só depõe contra o ideal da liberdade, porém, não caio nas críticas fora de foco que confundem governos, cultura, sociedade e indivíduos e que desaprovam tudo que é &lt;i&gt;yankee&lt;/i&gt;, só por ser &lt;i&gt;yankee&lt;/i&gt;. Atirar para onde estiver virado faz a própria crítica se tornar estéril, levando à atitude infantilóide do "eu odeio os Estados Unidos". Quanto a esses antiamericanos, fiquem sossegados, pois vosso papo “intelectual”, regado a cerveja, barba e marxismo estará mais garantido quanto menos terroristas existirem, assim como o &lt;i&gt;Big Mac&lt;/i&gt; dos jovens “politizados”, filhos dessa ideologia extemporânea.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-563221561946754482?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/563221561946754482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/05/bin-laden-e-os-antiamericanos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/563221561946754482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/563221561946754482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/05/bin-laden-e-os-antiamericanos.html' title='Bin Laden e os antiamericanos'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6345431805222378096</id><published>2011-04-29T21:12:00.003-03:00</published><updated>2011-05-09T21:13:55.973-03:00</updated><title type='text'>José Simão e o Brasil passado a limpo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.allejo.com.br/wp-content/uploads/2011/04/jose-simao.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://www.allejo.com.br/wp-content/uploads/2011/04/jose-simao.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;José Simão, colunista da &lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt;, sempre foi, como poucos, alguém capaz de combinar senso crítico mordaz, sarcasmo e humor inteligente. Isso não é nenhuma novidade, mas em um texto publicado há cerca de 3 meses, que só agora pude ler, ele superou a si próprio e atingiu as raias da genialidade. Tomando como contexto as Olímpiadas do Rio de Janeiro em 2016, Simão nos brindou com uma análise ímpar a respeito da cultura geral e do modo de sentir, pensar e agir típicos da sociedade brasileira. Um raio-X mais do que perfeito do Brasil e do seu Zé Povinho, da corrupção, da cordialidade, da incapacidade de se indignar diante da esbórnia, do jeitinho, da boçalidade, da pieguice e da inversão de valores que fazem parte desse deplorável universo tupiniquim. Com toda honra, José Simão em seu melhor...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Previsões para a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro - Por José Simão &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;1. ONGs vão pipocar dizendo que apóiam o esporte, tiram crianças das ruas e  as afastam das drogas. Após as olimpíadas estas ONGs desaparecerão e serão  investigadas por desvio de dinheiro público. Ninguém será preso ou  indiciado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;br /&gt;2. Um grupo de &lt;i&gt;funk&lt;/i&gt; vai fazer sucesso com uma música que diz: vou pegar na  tua tocha e você põe na minha pira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Uma escola de samba vai homenagear os jogos, rimando "Barão de Coubertin"  com "sol da manhã". Gilberto Gil virá no último carro alegórico vestido de lamê  dourado representando o "espírito olímpico do carioca visitando a corte do  Olimpo num dia de sol ao raiar do fogo da vitoria".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Haverá um concurso para nomear a mascote dos jogos que será um desenho  misturando um índio, o sol do Rio, o Pão de Açúcar e o carnaval, criado por Hans  Donner. Os finalistas terão nomes como: "Zé do Olimpo", "Chico Tochinha" e  "Kaíque Maratoninha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Luciano Huck vai eleger a Musa dos Jogos, concurso que durará um ano e  elegerá uma modelo chamada Kathy Mileine Suellen da Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Abertura dos jogos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A tocha olímpica será roubada ao passar pela Baixada Fluminense. O COB vai  encomendar outra com urgência para um carnavalesco da Beija Flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Zeca Pagodinho, Dudu Nobre e a bateria da Mangueira farão um show na praia  de Copacabana para comemorar a chegada do fogo olímpico ao Rio. Por motivo de  segurança, Zeca Pagodinho será impedido de ficar a menos de 500 metros da  tocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Durante o percurso da tocha, os brasileiros vão invadir a rua e correr ao  lado dela carregando cartolinas cor de rosa onde se lê "GALVÃO FILMA NÓIS, 100%  FAVELA DO RATO MOLHADO."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Pelé vai errar o nome do presidente do COI, discursar em um Inglês de  merda elogiando o povo carioca e, ao final, vai tropeçar no carpete que foi  colado 15 minutos antes do início da cerimônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Claudia Leite e Ivete Sangalo vão cantar o "Hino das Olimpíadas" composto  por Latino e MC Medalha. As duas vão duelar durante a música para aparecer mais  na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. O Hino Nacional Brasileiro será entoado a &lt;i&gt;capella&lt;/i&gt; por uma arrependida  Vanuza, que jura que "não bota uma gota de álcool na boca desde a última Copa".  A platéia vai errar a letra, em homenagem a ela, chorar como se entendesse o que  está cantando, e aplaudir no final como se fosse um gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Uma brasileira vai ser filmada varias vezes com um top amarelo, um  shortinho verde e a bandeira dos jogos pintada na cara. Ela posará para a &lt;i&gt; Playboy&lt;/i&gt; sem o top e sem o shortinho e com a bandeira pintada na nádega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Por falta de gás na última hora, já que a cerimônia só foi ensaiada  durante a madrugada, a pira não vai funcionar. Zeca Pagodinho será o substituto  temporário já que a Brahma é um dos patrocinadores. Em entrevista ao &lt;i&gt;Fantástico&lt;/i&gt;  ele dirá que não se lembra direito do fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Setenta e quatro passistas de fio-dental vão iniciar a cerimônia mostrando  o legado cultural do Rio ao mundo: a bala perdida, o trafico, o &lt;i&gt;funk&lt;/i&gt;, o  sequestro-relâmpago e a favela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Durante os jogos de tênis a platéia brasileira vai vaiar os jogadores  argentinos obrigando o árbitro a pedir silencio 774 vezes. Como ele pedirá em Inglês ninguém vai entender e vão continuar vaiando. Galvão Bueno vai dizer que  vaiar é bom, mas vaiar os argentinos é melhor ainda. Oscar concordará e depois  pedirá desculpas chorando no programa do Gugu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Um simpático cachorro vira-lata furará o esquema de segurança invadindo o  desfile da delegação jamaicana. Será carregado por um dos atletas e permanecerá  no gramado do Maracanã durante toda a cerimônia. Será motivo de 200 reportagens,  apelidado de Marley, e será adotado por uma modelo emergente que ficará com dó  do pobre animalzinho e dirá que ele é gente como a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Adriane Galisteu posará para a capa de &lt;i&gt;Caras&lt;/i&gt; ao lado do grande amor da  sua vida, um executivo do COB.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Os pombos soltos durante a cerimônia serão alvejados por tiros disparados  por uma favela próxima e vendidos assados na saída do Maracanã por "dois Real".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Durante os jogos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Caetano Veloso dará entrevista dizendo que o Rio é lindo, a cerimônia de  abertura foi linda e que aquele negão da camiseta 74 da seleção americana de  basquete é mais lindo ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Uma modelo-manequim-piranha-atriz-ex-&lt;i&gt;BBB&lt;/i&gt; vai engravidar de um jogador de  hóquei americano. Sua mãe vai dar entrevista na Luciana Gimenez dizendo que sua  filha era virgem até ontem, apesar de ter namorado 74 homens nos últimos seis  meses, e que o atleta americano a seduziu com falsas promessas de vida nos EUA.  Após o nascimento do bebê ela posará nua e terá um programa de fofocas numa rede  de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. No primeiro dia os EUA, a China e o Canadá já somarão 74 medalhas de ouro,  82 de prata e 4 de bronze. Os jornalistas brasileiros vão dizer a cada segundo  que o Brasil é esperança de medalha em 200 modalidades e certeza de medalha em  outras 64.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Faltando 3 dias para o fim dos jogos, o Brasil terá 3 medalhas de bronze e  1 de ouro, esta ganha por atletas desconhecidos no esporte "caiaque em dupla".  Eles vão ser idolatrados por 15 minutos (somando todas as emissoras abertas e a  cabo) como exemplos de força e determinação. A Hebe vai dizer que eles são "uma  gracinha" ao posarem mordendo a medalha, e nunca mais se ouvirá deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. A seleção brasileira de futebol comanda por Ronaldo Fenômeno vai chegar  como favorita. Passara fácil pela primeira fase e entrará de salto alto na fase  final, perdendo para seleção de Sumatra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. A seleção americana de vôlei visitará uma escola patrocinada pelo &lt;i&gt;Criança  Esperança&lt;/i&gt;. Três meninos vão ganhar uma bola e um uniforme completo dos  jogadores, sendo roubados e deixados pelados no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Os traficantes da Rocinha vão roubar aquele pó branco que os ginastas  passam na mão. Um atleta cubano será encontrado morto numa boate do Baixo Leblon  depois de cheirá-lo. O COB, a fim de não atrasar as competições de ginástica,  vai substituir o tal pó pelo cimento estocado nos fundos do ginásio  inacabado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Um atleta brasileiro nunca visto antes terminará em 57º lugar na sua  modalidade e roubará a cena ao levantar a camiseta mostrando outra onde se lê:  "JARDIM MATILDE NA VEIA."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Vários atletas brasileiros apontados como promessa de medalha serão  eliminados logo no inicio da competição. Suas provas serão reprisadas em &lt;i&gt;slow  motion&lt;/i&gt; e 400 horas de programas de debate esportivo vão analisar os motivos das  suas falhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Após os jogos&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Um boxeador brasileiro negro de 1,85m estrelará um filme pornô para pagar  as despesas que teve para estar nos jogos e por não obter patrocínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Faustão entrevistará os atletas brasileiros que não ganharam medalhas. Não  os deixará pronunciar uma palavra sequer, mas dirá que esses caras são exemplos  no profissional tanto quanto no pessoal, amigos dos amigos, e outras  besteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. No início do ano seguinte, vários bebês de olhos azuis virão ao mundo e as  filas para embarque nos voos para a Itália, Portugal e Alemanha serão  intermináveis, com mães "ofendidas", segurando seus  rebentos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6345431805222378096?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6345431805222378096/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/04/jose-simao-e-o-brasil-passado-limpo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6345431805222378096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6345431805222378096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/04/jose-simao-e-o-brasil-passado-limpo.html' title='José Simão e o Brasil passado a limpo'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6158777054620341991</id><published>2011-04-23T11:52:00.005-03:00</published><updated>2012-01-18T22:55:08.743-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='capitalismo'/><title type='text'>Economia e moral: distinguindo ordens</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_dcvJ0rzvY6w/S9kFBpDIRcI/AAAAAAAACmo/jXbiN9iH0h0/s320/705D6D4C5E4_menosmais.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_dcvJ0rzvY6w/S9kFBpDIRcI/AAAAAAAACmo/jXbiN9iH0h0/s320/705D6D4C5E4_menosmais.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em um livro muito original e valioso, evidentemente pouquíssimo conhecido no Brasil e cujo título é &lt;i&gt;O capitalismo é moral?&lt;/i&gt;, o filósofo francês André Comte-Sponville busca responder a questão utilizando-se das reflexões de outro pensador, bem anterior a ele, o também francês Blaise Pascal. Na obra, o autor traz à tona, adaptando-o ao mundo contemporâneo, o conceito das ordens pascalianas, abordagem que possui o grande mérito de clarear nosso pensamento no que se refere à enorme confusão que costuma pairar sobre o senso comum quando se trata de economia e questões ético-morais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Se quisermos acompanhar Comte-Sponville, e temos razões de sobra para isso, já que o livro citado é excelente, poderemos aceitar com tranquilidade que é plenamente possível haver moralidade e ética em uma sociedade que adote formato econômico capitalista. A moral marca presença ou ausência em cada um de nós, nas pessoas, por assim dizer, não na economia. O economicismo de cunho marxista se equivoca claramente ao tentar erigir a moral no âmbito econômico, que pertence a uma ordem distinta. Erra ainda ao interpretar de modo grosseiro o já confuso hegelianismo, uma vez que Marx confunde o predicado da ideia com enunciados sobre fatos, como destacado por Eric Voegelin. É um estranho paradoxo que o marxismo, tão arraigado nas tais “leis históricas”, não seja capaz de lidar com a possibilidade do sujeito histórico, já que o enxerga preso a uma falsa concepção da realidade, a menos que ocorra o enxerto de uma suposta consciência de classe criada pela cabeça de Marx ao “observar cientificamente a história”. No fim das contas, o marxismo de Marx é muito mais idealista do que materialista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Ao tomarmos a distinção das ordens que Comte-Sponville retirou de Pascal, temos que os sistemas econômicos, como o capitalismo, pertencem à ordem tecnocientífica, a mais restrita delas e que não envolve questões morais. A economia é amoral, o que quer dizer que as regras que dão sustento ao econômico não se situam dentro dessa ordem da tecnociência. Deixando a ordem tecnocientífica, adentra-se ao terreno mais amplo da ordem jurídico-política, na qual se aplicam as leis governamentais, que têm a função de estabelecer normas, julgar e punir devidamente as transgressões. Uma vez considerada a ordem jurídico-política, outro absurdo do marxismo de Marx é o objetivo de abolir o Estado, mais ainda se pensarmos que seu socialismo, em relação ao qual as explicações por ele oferecidas são praticamente inexistentes, enceta a necessidade de planificação. Como se não bastasse o fato de Marx acreditar que a economia pudesse impor sanções a si própria, ele ainda por cima desejava eliminar um instrumento de controle externo a ela. Não por acaso, Raymond Aron foi certeiro ao frisar que o marxismo é grande em seu equívoco e equivocado em sua grandeza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Todavia, mesmo que a ordem jurídico-política sirva de freio à amoralidade da ordem tecnocientífica, isso só pode ocorrer até certo ponto, pois nenhuma lei é capaz de podar o “canalha legalista”. Sobretudo num sistema legalmente falho e politicamente corrupto, a ordem jurídico-política não somente é ineficaz, como age em favor dos crápulas. Os limites então devem ser buscados novamente no exterior, em uma ordem ainda mais abrangente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Chegamos à ordem da moral, aquela que nos permite identificar a diferença entre o certo e o errado, e consequentemente, distinguir direitos e deveres. A moral é o que válido para uma consciência tranquila, o que determina um importante impedimento sobre possíveis atos prejudiciais que se possa infringir a outrem. Parece que tudo se completa com a ordem da moral, mas deve-se entretanto atentar para o fato de que ela comporta um alto grau de subjetividade. Em decorrência disso é possível que alguém atue com base na lei e exerça seus deveres e direitos, mas realize &lt;i&gt;somente&lt;/i&gt; aos seus deveres. Fica faltando algo e, como afirma então Comte-Sponville, é preciso “completar” a moral.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O final do percurso conduz à mais abrangente de todas as ordens, a ordem ética, dentro da qual abre-se a possibilidade de estarmos coadunados com a verdade, com a liberdade e com o respeito aos outros. Aqui, vale citar Comte-Sponville: "a ética intervém nas ordens precedentes mas sem aboli-las, e muito mais como motivação para o sujeito do que como regulação para o sistema. A economia, aliás, bastaria para prová-lo: o amor ao dinheiro e ao bem estar tem seu papel, é claro, mas não basta para proporcionar nem um nem outro." Sendo assim, temos que as quatro ordens têm seu papel, todas juntas são necessárias, nenhuma, por si só, é suficiente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;David Hume e Adam Smith foram defensores do livre-comércio, ambos lidavam de modo soberbo com a noção de que a riqueza pode ser gerada, disseminada e capaz de fazer as sociedades prosperarem, desde que exista um terreno fértil, ou seja, um ambiente econômico, político, cultural e mental que a isso favoreça. No completo oposto do que acontecia durante o colonialismo, quando as metrópoles tolhiam toda e qualquer hipótese de livre-comércio por parte das colônias, o que resultava em soma zero e na concentração de toda riqueza produzida sobre o pólo metropolitano, o comércio praticado livremente enseja ganhos de parte à parte e sem as imposturas arbitrárias estabelecidas por algum tipo de dominação. A tal da “mão-invísivel”, citada fora de contexto e de maneira totalmente pejorativa pelos apólogos das limitações à economia por ela mesma, não significa nada mais do que concorrência e lei da oferta e da procura, dois princípios econômicos vigentes desde tempos muito anteriores a qualquer forma de capitalismo. Como já escrevi anteriormente, nenhum liberal clássico como os dois escoceses citados no início do parágrafo, jamais defendeu que não devessem haver mecanismos de controle sobre a economia, sendo mais&amp;nbsp;importante indagar: como controlar, de onde vem o controle? Mais do que tergiversar rasteiramente a respeito de estado forte ou estado mínimo, tipo de discussão colegial e ideológica sem vínculo com a realidade, seria de fundamental importância atentar para questões morais e éticas considerando a distinção das ordens. Termino lembrando que Hume e Smith, assim como todos os grandes pensadores do século XVIII, foram pregadores éticos e morais de extrema sofisticação. Não há dialética nenhuma que possa superar a ideia de que o certo é certo e o errado é errado, um não brota do outro...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6158777054620341991?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6158777054620341991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/04/economia-e-moral-distinguindo-ordens.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6158777054620341991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6158777054620341991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/04/economia-e-moral-distinguindo-ordens.html' title='Economia e moral: distinguindo ordens'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_dcvJ0rzvY6w/S9kFBpDIRcI/AAAAAAAACmo/jXbiN9iH0h0/s72-c/705D6D4C5E4_menosmais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-2425051273549402757</id><published>2011-04-15T21:04:00.004-03:00</published><updated>2011-10-20T21:41:57.222-02:00</updated><title type='text'>A loucura do clima (e das pessoas)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_WY3qKeZY6L0/S_ILjXHBAkI/AAAAAAAARMc/DXZdtbxF9_Q/s400/calor.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/_WY3qKeZY6L0/S_ILjXHBAkI/AAAAAAAARMc/DXZdtbxF9_Q/s320/calor.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em abril de 2010 escrevi o artigo &lt;i&gt;A Páscoa está ficando cada vez mais chata&lt;/i&gt;, isso porque o clima outonal que combina com essa época do ano no Hemisfério Sul e, assim sendo, também com a Páscoa, passou nos últimos tempos a ser substituído por calor e altas temperaturas. Um ano depois, a situação se repete de modo idêntico.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Não sou climatólogo nem cientista natural, mas face a todos os claros sinais da brutal alteração climática que estamos vivenciando, me inclino fortemente a pensar que sem dúvida alguma o ser humano tem participação importante nesse aumento das temperaturas médias no planeta, ainda que possa não ser o único fator. O próprio argumento das possíveis distorções envolvidas em análises climáticas realizadas em áreas urbanas devido à formação das ilhas de calor, contrário à responsabilidade humana, já aponta que o homem provoca alterações impactantes sobre a natureza.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Os livros didáticos, quase todos eles mergulhados em pensamento esquerdista de botequim, se apressam em afirmar que os países mais ricos são os grandes responsáveis pelas alterações no clima, já que é onde há mais produção industrial e consumo. OK, mas será que a economia mista da China, segundo país mais poluente do mundo, se enquadra nessa classificação? Vale lembrar que a Rússia fica em terceiro na lista e a Índia em quinto, enquanto nações altamente desenvolvidas como Suécia, Finlândia, Noruega, Dinamarca, Austrália e Nova Zelândia, são ecologicamente viáveis. Esses mesmos livros são pródigos em negligenciar a pecuária como atividade que colabora acentuadamente com emissões de CO2 na atmosfera. Por que será que omitem a informação? Gostaria de saber o percentual de "ecólogos marxistas" que se abstêm de churrasco... O Brasil, país subdesenvolvido, é o maior exportador de carne bovina do mundo e, além dos malefícios ao ar, a pecuária é também responsável pelo acelerado desmatamento no Cerrado, visto que as lavouras de soja que aí avançam mais a cada dia, direcionam-se quase que totalmente ao fabrico de ração para o gado. É preciso ainda ressaltar o fato de que os problemas ecológicos devem ser pensados em escala mundial, pois afetam a todos, independentemente da nacionalidade, e não abordados numa perspectiva de conflito ricos vs. pobres.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fora todas essas discussões e argumentos contra ou a favor da parcela de culpa humana no aquecimento global, causa profunda estranheza assistir às previsões do tempo na TV. Hoje mesmo no &lt;i&gt;SPTV, &lt;/i&gt;como já pude observar várias outras vezes, Carlos Tramontina e a moça da previsão vibraram alegres e sorridentes com a estimativa de muito sol e temperatura acima dos 30°C no final de semana. "Tempo bom", segundo eles. Tempo bom?! Calor fortíssimo em pleno mês de abril, no outono? Como tanta gente, a dupla de apresentadores não atenta a pensar que algo deve estar errado, ainda que se considere o gosto pelo calor, comum em muitas pessoas. Tempo bom no outono certamente não pode estar associado a temperaturas altas, mas sim ao clima ameno e ao ventinho fresco da manhã e da noite, algo que há muito não se sente face ao comportamento climático alterado pelo aquecimento global. Quem não souber isso é porque não estudou Geografia direito, ou então é alienado mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quando no mesmo dia de hoje eu voltava do trabalho por volta das 18h30, cansado e quase destruído pela horrível sensação que o calor me provoca, um advogado conhecido do bairro perguntou se eu não queria tomar uma cerveja num boteco sujo e que descarta lixo sem acondicionamento na calçada. Eu respondi "não, obrigado", e continuei meu caminho. Logo pensei: brasileiro, em geral, se regozija com calor, que combina com cerveja e boteco. Eu nasci no lugar errado, abomino calor e "breja". Bom seria estar a contemplar um fjorde norueguês, com temperaturas baixas e uma boa bebida quente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-2425051273549402757?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/2425051273549402757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/04/loucura-do-clima-e-das-pessoas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/2425051273549402757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/2425051273549402757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/04/loucura-do-clima-e-das-pessoas.html' title='A loucura do clima (e das pessoas)'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_WY3qKeZY6L0/S_ILjXHBAkI/AAAAAAAARMc/DXZdtbxF9_Q/s72-c/calor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3097131917451940768</id><published>2011-04-08T23:30:00.002-03:00</published><updated>2011-04-08T23:31:57.702-03:00</updated><title type='text'>Comoção, explicação sociológica e racionalidade do combate à violência</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://livrepensar.files.wordpress.com/2010/07/blogue-violencia-ato-violencia-poster01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://livrepensar.files.wordpress.com/2010/07/blogue-violencia-ato-violencia-poster01.jpg" width="272" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Uma tragédia macabra no Rio de Janeiro. Um episódio revoltante, bizarro, estarrecedor e incomum no Brasil. Tudo isso é verdade e a repercussão que o caso vem tendo não deixa de ser compreensível, mas é verdade também que muitas reações suscitadas pelo ataque de um maníaco fogem ao cerne da questão e geram um sensacionalismo patético, a começar por setores da imprensa que, já não é de hoje, se alimentam da desgraça.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O brasileiro tem um gosto quase genético em querer formular teorias que acabam se tornando mirabolantes quando utilizadas na explicação de acontecimentos que não se encaixam em esquemas sociologizantes. O que ocorreu na escola do Rio de Janeiro foi uma fatalidade que não poderia ter ser sido evitada. Caso típico no qual não cabe imputar falha ou responsabilidade a ninguém, nem mesmo sobre os colegas que supostamente submeteram Wellington Menezes de Oliveira a humilhações - o chamado &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt; - num passado já distante, pois não se trata de culpa direta, nem de algo que determina necessariamente a produção de assassinos psicóticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Há aqueles que têm se aproveitado do caso para levantar temas como falta de segurança nos estabelecimentos de ensino, desvalorização do professor e da escola, perda de valores na sociedade atual e até mesmo irreligiosidade, desprezando completamente o fato de que a carta deixada pelo atirador antes do massacre contém forte teor religioso. Nada disso se aplica, uma vez que a tragédia tem muito mais a ver com uma patologia do indivíduo do que com qualquer fator de ordem social, embora seja possível estudar distúrbios mentais a partir de uma abordagem sociológica, porém, não é o que fazem os sensacionalistas. Nenhuma medida de segurança, por mais planejada e bem implantada que seja, é capaz de excluir a possibilidade de topar com um lunático a fim de matar quem estiver na sua frente. Não à toa, esse tipo de crime já aconteceu várias vezes em países cuja segurança é considerada muito boa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Wellington escolheu um cenário óbvio para sua ação, uma vez que foi ex-aluno do colégio, ambiente que lhe provocava ressentimentos e atormentações. A escola, como local onde crianças e jovens se encontram para estudar e onde supõe-se que a chance de algo ruim acontecer é pequena, contribuiu para despertar comoção e revolta ainda maiores. Pode-se questionar o fato de um ex-aluno ter aparecido sem mais nem menos no local e adentrado o mesmo sem que ninguém tomasse satisfação junto a ele, contudo, de nada adiantaria. O assassino iria matar de qualquer jeito, se não fosse ontem, se não fosse no próprio colégio, seria em outro dia, em outro lugar. Alguém, independente de quem fosse, seria fatalmente vitimado pela fúria de Wellington, tipo de sujeito que não consegue suportar nem a si nem à realidade, que não sente emoção nenhuma diante do sofrimento alheio, diante da morte, que não possui freio algum perante os interditos reconhecidos por uma pessoa normal. Não vou entrar em discussões jurídicas, em relação às quais sou leigo, a respeito da inimputabilidade de um criminoso que, ao que tudo indica, sofria de perturbações mentais. O assassino está morto, melhor assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O episódio impressiona pela violência incomum, mas a violência corriqueira que faz parte do cotidiano do brasileiro torna muitas pessoas coniventes com atos agressivos menos impactantes, mas que produzem males maiores e mais recorrentes do que se observou em Realengo. A violência no Brasil registra números que remetem às guerras civis, nosso trânsito é o mais violento do mundo, seja pelos próprios acidentes, pelas brigas que se sucedem a eles, ou até mesmo sem eles. Há ainda a violência antropológica, aquela das facções uniformizadas nos estádios de futebol, a violência psicológica, resultado do já citado &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;, ou do assédio moral, a violência sexual ou contra a mulher em geral, a violência dentro das salas de aula na relação professor-aluno. A indignação contra essas violências do cotidiano é absolutamente tênue se comparada à que se observa quando da ocorrência de episódios mais impressionantes, bem como é difícil notar a ação das autoridades para coibí-las, aí sim de caráter propedêutico e passível de ser empreendida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Em geral, as vítimas da violência são apenas números, exceto evidentemente para quem é próximo a elas. Sendo assim, o combate deveria focar no aspecto quantitativo, pois se estaria contribuindo para a diminuição do número das vítimas. É, nesse sentido, um utilitarismo válido, mas por um paradoxo da psique humana, as vozes costumam se ouvir de modo mais forte quando o crime assume brutalidade maior, nem sempre gerando tantas vítimas, até porque são crimes mais raros e pontuais. Em todo caso, parece se esquecer que vítimas são "apenas" vítimas, independente do crime, ainda que a punição deva ser mais acentuada conforme o tipo de crime. Além disso, combate é uma coisa, punição é outra, sendo que uma maior atenção à prevenção, quando pertinente, gera resultados bem melhores do que comoções compreensíveis, todavia inúteis e esquecidas relativamente rápido, ou tentativas mirabolantes e empoladas de explicar sociologicamente o que é da alçada das ciências da mente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3097131917451940768?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3097131917451940768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/04/comocao-explicacao-sociologica-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3097131917451940768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3097131917451940768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/04/comocao-explicacao-sociologica-e.html' title='Comoção, explicação sociológica e racionalidade do combate à violência'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3793102412132005477</id><published>2011-03-28T19:52:00.007-03:00</published><updated>2011-03-28T22:32:21.333-03:00</updated><title type='text'>Porque a Donzela de Ferro é imortal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Qy_d2PEqo60/TZCNVwB-kbI/AAAAAAAAFzU/-25_wgHBfCw/s640/foto_iron_maiden_342.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://3.bp.blogspot.com/-Qy_d2PEqo60/TZCNVwB-kbI/AAAAAAAAFzU/-25_wgHBfCw/s320/foto_iron_maiden_342.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt; é um fenômeno que transcende o tempo, um estilo musical que se perpetua há mais de quarenta anos e que conquista uma crescente legião de seguidores leais à medida que esses anos passam, bem ao contrário do que um dia ousaram supor os profetas decadentes que se apressaram em anunciar a morte do gênero. Não é preciso dizer que muitos deles, como Rob Halford, depois de desprezarem a música pesada que praticavam, voltaram rápido e de rabinho entre as pernas para o cenário metálico. O &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt; os perdoou, pobres mortais.&lt;br /&gt;Mais fenomenal do que o próprio &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt;, no entanto, é o Iron Maiden, banda que desde finais da década de 1970, portanto há cerca de 35 anos, levanta a bandeira daquilo que é mais tradicional e mais característico do gênero em questão: a técnica, a força, o peso, a melodia e a agressividade. Nenhuma banda do segmento consegue o mesmo sucesso que o sexteto inglês. A música pesada da Donzela atravessa gerações, sendo que hoje muitos pais e até mesmo alguns avôs veem seus filhos e netos curtindo a banda que eles começaram a ouvir desde os primórdios. Pude comprovar isso durante o show do Iron Maiden que tive o privilégio de acompanhar pessoalmente no último sábado (26/03), a terceira apresentação que os vi fazer ao vivo, depois de uma sofrida abstinência de 13 anos. Foi ao mesmo tempo surpreendente e emocionante observar duas garotinhas irmãs, ambas com idade não superior a 10 ou 11 anos chegando para o show devidamente trajadas com o indefectível Eddie em suas camisetas. Elas, que ainda estavam muito longe de nascer quando comecei a ter contato com a sonoridade maideniana, algo formador de certos aspectos da minha vivência, se mostram como prova viva do legado imortal da Donzela se materializando através do tempo. As duas garotinhas são o exemplo mais notório da imortalidade do Iron Maiden, mas apenas um dentre tantos outros, dada a quantidade de crianças e jovens adolescentes imunes às modas comerciais, supra-sumo da podridão musical enfiada goela abaixo pela alienação chamada &lt;i&gt;MTV&lt;/i&gt;. Cenas gratificantes, reveladoras de que a cultura de boa qualidade não está totalmente perdida entre o público jovem. Grande revanche da música pesada, marginalizada e estigmatizada pelo &lt;i&gt;mainstream&lt;/i&gt;, provando todavia que sobrevive muito bem sem ele ou, mais do que isso, sobrevive ainda mais poderosamente sem ele.&lt;br /&gt;Mas como explicar o arrebatamento provocado pelo Iron Maiden? Ao que se deve este verdadeiro fenômeno metálico? Bruce Dickinson, com seu carisma, sua potência vocal, sua teatralidade no palco, sua interação praticamente como um elemento visível que o conecta à plateia? O líder Steve Harris, apólogo-mór do gênero, herói da autenticidade do &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt;, um mestre da literatura no estilo, além, é claro, das proezas que executa com um baixo nas mãos? Dizem os magos sibaritas que os cavalos aprenderam a cavalgar escutando Harris tocar seu &lt;i&gt;Fender Precision&lt;/i&gt;. O trio de guitarristas, responsável por tantos &lt;i&gt;riffs&lt;/i&gt; criativos, solos de extrema perícia, melodia e &lt;i&gt;feeling&lt;/i&gt; cativantes?; Dave Murray, cortando o ar com seus ligados afiadíssimos, Adrian Smith, preciso em cada nota, ambos extremamente técnicos, Janick Gers, nem tão técnico, mas dono da mais eletrizante performance de palco, capaz de levantar um defunto de seu sono eterno? Nicko Mc Brain, que massacra sua imensa bateria em perfeito compasso com o restante do grupo?&lt;br /&gt;Não há dúvida de que a conjunção magistralmente erigida entre todos esses fatores positivos alça a Donzela a patamares só alcançáveis pelos monstros da música e por aqueles que exercem sua atividade com denodo e paixão, aspecto também completamente palpável no que se refere ao Iron Maiden. Competência técnica, carisma, criatividade e apreço profissional compõem uma parte da resposta, mas não toda ela. A banda nascida no &lt;i&gt;East Side&lt;/i&gt; londrino tem o melhor marketing do &lt;i&gt;Heavy Metal&lt;/i&gt;. Sim, marketing! Pode parecer estranho à primeira vista, porém, um exame atento e uma concepção de marketing isenta de preconceitos ideológicos completa o quadro. Para uma banda como o Iron Maiden o marketing não tem relação nenhuma com o fato de se vender continuamente aos ditames da moda, mas é exatamente o oposto disso. O marketing maideniano, tratado com todo cuidado pelo excelente empresário Rod Smallwood, explora exatamente as qualidades históricas da banda que a caracterizam desde sua origem. O som do Iron Maiden permance ligado às raízes da NWOBHM, se alterou ao longo da extensa carreira, é claro, - hoje tem vários elementos &lt;i&gt;prog -&lt;/i&gt; mas mantém intactas aquelas características &lt;i&gt;heavy&lt;/i&gt; que mencionei acima. É sempre importante lembrar que a Donzela chegou ao lugar que hoje ocupa porque se recusou a aderir ao &lt;i&gt;punk&lt;/i&gt; que dava o tom do cenário Rock em fins dos anos 1970. Assim, a figura de Eddie marca presença constante nas capas dos discos de modo a tecer uma história do mascote, mais do que um desenho, um personagem que traz em si a expressão do poder do conjunto. Os fãs veem em Eddie o poder do Iron Maiden e o poder do qual eles mesmos se imbuem ao escutar o som produzido por Harris, Murray, Smith, Gers, Mc Brain e Dickinson. Assim também é que a Donzela lança no mercado tantos discos, DVD´s, camisetas, pôsters, calendários e outros itens de publicidade dotados de produção com o mais alto grau de qualidade. Tudo isso em plena era da MP3, formato que comprometeu seriamente a venda de produtos relacionados às bandas. O marketing do Iron Maiden, criativo e qualitativo, permite que seus materiais continuem seduzindo os fãs, estes que além de se deleitarem com a música da banda, são colecionadores de seu material.&lt;br /&gt;A perpetuação, a lealdade e a renovação dos chamados maidenmaníacos é uma realidade observada &lt;i&gt;in loco&lt;/i&gt;, fato que nos deixa em extremo otimismo com relação ao futuro ainda longo que a Donzela tem pela frente, banda que há muito já é imortal para a legião que sempre irá acompanhar e ouvir os acordes da Besta. “&lt;i&gt;Iron Maiden gonna get you no matter how far!&lt;/i&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3793102412132005477?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3793102412132005477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/03/porque-donzela-de-ferro-e-imortal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3793102412132005477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3793102412132005477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/03/porque-donzela-de-ferro-e-imortal.html' title='Porque a Donzela de Ferro é imortal'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Qy_d2PEqo60/TZCNVwB-kbI/AAAAAAAAFzU/-25_wgHBfCw/s72-c/foto_iron_maiden_342.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-5098026275676592351</id><published>2011-03-19T10:48:00.006-03:00</published><updated>2011-04-26T21:00:14.138-03:00</updated><title type='text'>Liberdade no âmago - um conto</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Mente-humana2.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.debatesculturais.com.br/wp-content/uploads/Mente-humana2.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A multidão fervilhava em uma mistura de ódio e pavor contido face à marcha inexorável que confirmava o cumprimento da profecia. Era cinco de maio de 1935, Kazyrin, do alto do palanque, ergueu a mão esquerda com o punho cerrado e vociferou execrações contra o &lt;i&gt;lumpesinato&lt;/i&gt;. Os desviantes eram criaturas anti-históricas que seriam eliminadas pela própria necessidade da causa. A natureza, concebida pelos líderes ideológicos como palco das ações humanas, não lhes dava a mínima chance de continuar existindo.&lt;br /&gt;No mesmo dia, a cerca de mil quilômetros de distância de Níjni Novgorod, a Waffen SS incursionava no pequeno vilarejo de Lauchhammer. No apertado sótão localizado na parte detrás do celeiro, encoberto por feixes de trigo, Schoppelmann improvisou um esconderijo para sua irmã mais nova, para ele próprio e para dois amigos da vizinhança. Os quatro eram jovens judeus-alemães, feitos órfãos pelo regime nazista. Conseguiram sair ilesos e, três meses depois, com a ajuda de uma professora da escola local, emigraram para a América.&lt;br /&gt;A infância de Schoppelmann fôra das mais difíceis. Órfão já aos dez anos, passou a cuidar sozinho da irmã de cinco. Sempre esteve longe de ser popular na escola e suas amizades eram poucas. Às vezes tem-se a impressão de que as pessoas são escolhidas. O jovem garoto da região de Brandenburg soube desde cedo tirar proveito das agruras que a vida lhe impôs já em tão tenra idade.&lt;br /&gt;Schpoppelmann era sério, carrancudo, não fazia concessões moralmente aviltantes, odiava o sucesso fácil e jamais se deixava levar pelas efusividades de fachada. Para ele, nada poderia ser mais revelador do que a interioridade humana, o mérito, não só pragmático, mas sobretudo moral, a humildade, a tolerância, a coragem, a justiça, a simplicidade e a boa fé sempre foram as virtudes que mais prezou, pois nelas, e só nelas, é que se pode encontrar os universais que perfazem o ser humano em sua completude, o próprio &lt;i&gt;spoudaios&lt;/i&gt; aristotélico.&lt;br /&gt;Schoppelmann dedicou o restante de sua vida aos estudos. Na América, se formou filósofo, lecionou em Princeton e deu palestras no mundo inteiro. Escreveu cerca de 45 livros, publicados em vários línguas, além de uma quantidade imensurável de artigos e ensaios. Os temas da interioridade humana e da liberdade individual, pilares do senso do dever e da responsabilidade, elementos que ele conhecia tão bem desde a infância, compuseram o norte de sua obra como grande humanista. Trabalhou incansavelmente em prol do que é mais nobre na experiência humana, inclusive em relação a qualquer forma de vida, a própria liberdade.&lt;br /&gt;E quanto a Kazyrin? Bem, digamos que na prática nunca conseguiu realizar nada pelos outros, nada de positivo. Seu erro foi nunca ter deixado de lado o apego ferrenho à religião mundana cujos dogmas promovem a reificação de uma realidade paralela, transfigurada, ilusória e portanto, de impossível materialização. Acabou, de maneira previsível e fatal, apanhado por essas armadilhas tão típicas das ideologias paranóicas que só podem se alimentar do medo e da fabricação de culpados, aqueles que existem e são execrados para justificar a irrealização da causa no presente, bem como para manter a crença patológica de sua suposta materialização num futuro que, evidentemente, jamais chegará. Os inimigos da causa nunca deixarão de existir, do contrário, é a causa mesma que se torna extinta.&lt;br /&gt;Schoppelmann sempre esteve atento aos universais intemporais. Schoppelmann vive por seu legado de liberdade. Kazyrin provou do próprio veneno, morreu pelas mãos dos assassinos ideológicos. Outrora, ele havia sido um deles. Hoje ninguém mais o conhece. A ideologia sobrevive e continua fazendo vítimas expiatórias. Por sorte, os homens podem contar, se assim o quiserem, com o bálsamo dos que sabem que nem tudo é possível.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-5098026275676592351?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/5098026275676592351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/03/liberdade-no-amago-um-conto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/5098026275676592351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/5098026275676592351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/03/liberdade-no-amago-um-conto.html' title='Liberdade no âmago - um conto'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-1504407193579715796</id><published>2011-03-13T12:09:00.006-03:00</published><updated>2011-11-13T12:56:04.326-02:00</updated><title type='text'>O preconceito linguístico no Brasil</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mA8k6qF1-6A/TO76dCrb3WI/AAAAAAAAAFs/1qR5gEB6g2s/s1600/erros-de-portugues.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="238" src="http://4.bp.blogspot.com/_mA8k6qF1-6A/TO76dCrb3WI/AAAAAAAAAFs/1qR5gEB6g2s/s320/erros-de-portugues.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Uma das coisas mais estranhas que faz parte do universo mental das pessoas é a inclinação em travestir de certo aquilo que é logicamente errado. No Brasil, país onde o panorama intelectual está sempre retardado, o pensamento pós-moderno ainda insiste em deixar resquícios, o que provoca a grave confusão entre o certo e o errado também no campo da linguagem. Daí ocorre um desdobramento que, por sua vez, transforma em vanguarda algo absolutamente retrógrado e tacanha.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;De acordo com o ceticismo relativista pós-moderno, a linguagem é uma criação da elite cujo objetivo é excluir as classes baixas da possibilidade de inserção no discurso. É isso, segundo tal ponto de vista, que provoca a cisão entre a norma culta da língua, que exige uma assimilação mais complexa e demorada, e as formas coloquiais de comunicação, mais simplificadas e que permitem, mesmo de maneira totalmente improvisada, a participação dos desprivilegiados no processo comunicativo. Esse improviso que tantos males é capaz de promover, em nada preocupa os pós-modernos.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Tal forma de ver as coisas não é apenas cruel e perigosa pelo equívoco intrínseco a ela, mas porque gera uma série de outras aberrações conceituais, acabando por distorcer a realidade até no âmbito moral. O efeito cascata advindo dessa salada mental corre sério risco de fomentar ódios, preconceitos e tornar inviável o bom convívio social.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em primeiro lugar, cabe notar que a construção linguística não é um dado da natureza, mas sim um elemento cultural. Ninguém nasce sabendo a linguagem, ao contrário, ela é fruto de um aprendizado educacional que permite sua assimilação, até que um certo ponto desse trajeto de apropriação educacional é atingido e a partir do qual o usuário da língua passa a dominá-la na maioria de seus aspectos, sendo que daí em diante, resta somente aprimorá-la. Obviamente, se não fosse assim, se a língua fosse um dado natural, então não haveria a imensa variedade linguística que se observa nas populações humanas. O pensamento pós-moderno não consegue operar com o conceito de “usuário da língua”, exatamente porque não enxerga a construção socioeducacional da qual ele depende. Os pós-modernos acreditam que a linguagem é um elemento orgânico &lt;i&gt;ex-nihilo&lt;/i&gt;, parecido, por exemplo, com a capacidade de ver ou de sentir odores, um sentido físico, por assim dizer. Evidentemente, trata-se de uma castração cultural que perde a noção da construção linguística. É curioso que o pensamento pós-moderno, em outros aspectos do entendimento, relacionados à psicologia do indivíduo, esqueçam a natureza humana onde, aí sim, a carga genética exerce grande grau de influência.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Além disso, a língua não pode ser admitida como um dado econômico-classista, pois isso cria um problema insolúvel de segregação. Temos aqui mais uma estultice do pensamento pós-moderno que, autoproclamado por seus representantes como uma inovação filosófica, logo se revela mero depositário do mais vulgar marxismo ortodoxo. Entender a construção linguística a partir do conceito de classe social só pode ser resultado de uma visão míope da história, que parece confundir cultura nacional com estratos sociais, dois conceitos antagônicos. Não conheço nenhum gramático rico, mas posso citar vários exemplos de celebridades acéfalas que fazem péssimo uso da linguagem e estão montadas em dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A norma culta da língua consiste na expressão perfeita dela própria e existe, como não poderia deixar de ser, devido à necessidade da linguagem como instrumento comunicativo, coisa que muita gente não enxerga, assim como os números servem para contar. Vários gramáticos, linguistas e filósofos demonstraram com propriedade que a norma culta confere ao usuário da língua o conhecimento de uma gama rica e variada de vocábulos, indispensáveis à articulação de expressões verbais e à elaboração de frases compostas com clareza e inteligibilidade. O pensamento abstrato, vetor de operações mentais de interpretação, comparação, relação, dedução e indução, só pode ser expresso em norma culta, o que faz dela imprescindível para a posse de um bom repertório discursivo. A norma culta da língua é o terreno comum da comunicação, o pressuposto básico para que os cidadãos em geral tenham acesso ao uso da linguagem, o oposto da forma segregacionista e guetizante advogada pelo pós-modernismo, visão rasteira que parece acreditar que as pessoas mais pobres não sejam capazes de aprender e de utilizar a língua em seu potencial máximo. Se nem todo cidadão no Brasil tem oportunidade para se tornar bom usuário da língua culta, trata-se evidentemente de um problema que tem a ver com a educação, não com a linguagem em si. Não surpreende que em seus devaneios os pós-modernistas se mostrem avessos à educação, que segundo eles não contribuiria para resolver os problemas do país. O pós-modernismo mantém relação praticamente inexistente com a lógica e seus adeptos se contorcem em argumentação vazia e autoindulgente na tentativa de se mostrarem como alternativa de vanguarda em face dos problemas contemporâneos, mas em verdade, são facilmente desmascaráveis em filósofos charlatães e do tipo mais conservador que se possa ter.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Por fim, ao contrário do que querem os pseudopensadores dessa vertente, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;no Brasil, país onde uma enorme parte da população é lamentavelmente formada por analfabetos funcionais,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; o preconceito linguístico se dirige exatamente no sentido oposto do que eles pensam, ou seja, as vítimas são aqueles que procuram usar a língua corretamente. Várias vezes me deparei com gente que costuma chamar de &lt;i&gt;nerd&lt;/i&gt; e homossexual (com outro termo) quem fala e escreve como manda a norma culta, exemplo claro de que é o irracionalismo segregacionista, irresponsável e ignorante que gera preconceitos.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Num último apelo e num acesso desesperado de parco rousseauismo, os pós-modernos poderiam radicalizar e se manifestar em defesa de uma vida selvagem e desprovida de qualquer elemento de civilização, na qual então a linguagem como a conhecemos não seria mais necessária. Certo, deixemos os livros e brandemos os tacapes, ... Hobbes que nos acuda!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #783f04; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;PS: leitura recomendada: &lt;a href="http://veja.abril.com.br/080709/meninos-lobo-p-024.shtml"&gt;http://veja.abril.com.br/080709/meninos-lobo-p-024.shtml &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-1504407193579715796?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/1504407193579715796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/03/o-preconceito-linguistico-no-brasil.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/1504407193579715796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/1504407193579715796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/03/o-preconceito-linguistico-no-brasil.html' title='O preconceito linguístico no Brasil'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mA8k6qF1-6A/TO76dCrb3WI/AAAAAAAAAFs/1qR5gEB6g2s/s72-c/erros-de-portugues.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-4526876166564717338</id><published>2011-03-05T17:51:00.002-03:00</published><updated>2011-03-05T18:06:17.313-03:00</updated><title type='text'>Uma decisão histórica, um marco na proteção animal*</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://anarquismopiracicabaeregiao.files.wordpress.com/2010/08/rodeio-nao.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://anarquismopiracicabaeregiao.files.wordpress.com/2010/08/rodeio-nao.png" width="313" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A primeira vez que fui dormir com a sensação de que vivo num país sério foi quando o marqueteiro do ex-presidente Lula, Duda Mendonça, foi preso por prática de rinha de galo. Obviamente, voltei à realidade quando nada aconteceu a ele e o delegado, responsável pela prisão, foi transferido. &lt;br /&gt;Recentemente, tive essa mesma sensação. Não é para menos, afinal, não é sempre que se tem uma decisão favorável à liberdade de expressão. Muito menos, quando se defende o direito de falar sobre maus tratos cometidos contra animais. &lt;br /&gt;Em 2007, os organizadores do rodeio de Barretos, Os Independentes, ingressaram em juízo contra a PEA - Projeto Esperança Animal, uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) por esta haver divulgado em seu &lt;i&gt;web site&lt;/i&gt; informações sobre todo tipo de sofrimento a que os animais são submetidos nesse evento. &lt;br /&gt;Todas as informações eram baseadas em laudos elaborados por médicos veterinários que atestaram o quanto é cruel se utilizar o sedém (artefato de couro que aperta a região dos testículos do boi, fazendo-o pular como um touro bravio) e dar choques, pontapés e socos no touro, ainda no brete, antes de sair para a arena. Não há um laudo, mas vários provando a mesma coisa, ou seja, que rodeios causam maus tratos nos animais. Faço aqui, apenas, um resumo minúsculo diante do vasto estudo realizado pelos profissionais que verificaram, para se ter uma ideia, que os animais de rodeio deveriam ter a diminuição das pupilas devido à grande exposição às luzes do evento, porém, ocorre o inverso, a dilatação das pupilas (midríase), que é uma das reações do animal ao medo e ao sofrimento. A esta reação, acrescente-se a taquicardia, o aumento da pressão arterial, entre outras. &lt;br /&gt;Não temos conhecimento de laudos que atestem que o animal pula porque é bravio e que os animais não sofrem. O que existe é um laudo que afirma que o animal pula porque sente cócegas. &lt;br /&gt;Há dois pontos que parecem muito pouco verossímeis nesse laudo. O primeiro é a dúvida quanto a saber como alguém consegue provar que um animal sente cócegas. A não ser que o touro caia no chão, de barriga para cima, se matando de tanto rir, não vejo como provar de outra forma. O outro detalhe é que tal laudo foi assinado por um médico veterinário que era membro dos Independentes. Parcial, não-isento, portanto. &lt;br /&gt;Voltando ao processo, apesar de toda informação divulgada ter sido baseada em documentos e fatos, já que a PEA publicou os nomes da maioria das empresas que patrocinavam rodeios, para que as pessoas que levam suas vidas de acordo com princípios éticos, repudiando empresas causadoras de qualquer mal aos animais, pudessem fazer suas escolhas, a PEA foi condenada por um juiz de Barretos a retirar todo o material do site sob pena de multa diária. Inconformada, a associação recorreu, contando com a experiência e conhecimento dos desembargadores do Tribunal de Justiça. Outra decepção, pois a corte manteve a censura. &lt;br /&gt;Importante registrar aqui que o site não mencionava o rodeio de Barretos e sim, falava em “rodeios”. Os magistrados ignoraram isso, cedendo aos apelos do autor da ação, imaginando (sim, porque não leram a defesa) que estava escrito que Barretos maltrata animais. &lt;br /&gt;O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal na esperança de se reestabelecer a liberdade de expressão, direito fundamental garantido pela Constituição Federal. Foi o que ocorreu e, numa decisão histórica, o Ministro Joaquim Barbosa devolveu à associação, à população e ao país o direito de se expressar e estar ciente da verdade. Verdade essa que ganha ainda mais importância na medida em que vai contra uma máquina poderosa e rica, que movimenta empresas, políticos e interesses, verdade que defende seres que não falam, não votam e que não têm poder nem dinheiro, mas que têm direitos em relação aos quais é dever do ser humano estar atento, zelar e respeitar. Basta que uma pessoa decida fazer o que é certo para que as coisas funcionem como deveriam. Parabéns ao ministro e obrigada! Agora nos resta aguardar pela decisão do Plenário do STF. Se os demais magistrados seguirem o relator, os animais agradecem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;* Este texto foi escrito por Fernanda Bonagamba, no qual eu apenas colaborei com algumas linhas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-4526876166564717338?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/4526876166564717338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/03/uma-decisao-historica-um-marco-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/4526876166564717338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/4526876166564717338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/03/uma-decisao-historica-um-marco-na.html' title='Uma decisão histórica, um marco na proteção animal*'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-4329193480779132689</id><published>2011-02-28T18:18:00.004-03:00</published><updated>2011-02-28T20:46:34.490-03:00</updated><title type='text'>Mais 25 músicas essenciais</title><content type='html'>&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://reporterdecristo.com/wp-content/uploads/2009/02/rock-on1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://reporterdecristo.com/wp-content/uploads/2009/02/rock-on1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Quando escrevi sobre minhas 25 músicas preferidas em maio de 2010, fiz a promessa de apresentar uma segunda listagem futura. É o que venho então a realizar passados esses 9 meses. Os critérios de seleção são exatamente os mesmos que respeitei na primeira relação, sendo que talvez eu devesse, todavia, salientar que todas essas músicas são aquelas que considero essenciais apenas dentro do gênero Rock, mas uma vez que o próprio Rock comporta inúmeras vertentes e que minha concepção de música esteja focada nesse estilo, deixo de lado tal ressalva. Vamos às músicas!&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IRON MAIDEN/THE TROOPER&lt;/b&gt; - possui os ingredientes mais valiosos no Heavy Metal, (&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;riff&lt;/i&gt;, solos, agressividade, melodia) uma música muito bem trabalhada e simples ao mesmo tempo, pois lapidar em suas características.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;EUROPE/THE FINAL COUNTDOWN&lt;/b&gt; - um clássico do Hard, influência cabal para a sonoridade oitentista, revela a perícia extrema de John Norum e os outros membros da banda no auge da forma técnica.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;DEMONS &amp;amp; WIZARDS/LOVE´S TRAGEDY ASUNDER&lt;/b&gt; - uma composição poderossísima, forte, pujante, coloca, a meu ver, o D&amp;amp;W como melhor banda de Heavy Metal surgida no século XXI, apesar de ser, na realidade, um projeto paralelo ao invés de uma banda.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;JASON BECKER/DWELLAR IN THE CELLAR&lt;/b&gt; - música que descortina a técnica soberba de Becker e seu estilo peculiaríssimo de esmerilhar uma guitarra; homenagem a esse grande músico que passou a sofrer de grave e rara doença degenerativa.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;HELLOWEEN/WE GOT THE RIGHT - &lt;/b&gt;os pioneiros do chamado "Heavy Melódico" em uma música mais cadenciada do que sugere o estilo, rica em &lt;i&gt;feeling&lt;/i&gt; e melodia.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MOB RULES/SECRET SIGNS&lt;/b&gt; - composição bastante curta, mas muito marcante, com grande &lt;i&gt;riff&lt;/i&gt; e um toque de folk germânico sem cair no exagero típico de tantos outros conjuntos que seguem essa linha; vejo esses alemães como a melhor banda de Heavy Metal surgida nos anos 1990.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MICHAEL LEE FIRKINS/FREEWAY LINES&lt;/b&gt; - música representante do estilo Southern Rock, traz técnica e sofisticação bem acima da média nesse estilo, comprovando a competência monstruosa de Firkins.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;QUEENSRYCHE/EYES OF A STRANGER &lt;/b&gt;-&lt;b&gt; &lt;/b&gt;nascido em Seattle antes da famigerada onda &lt;i&gt;grunge&lt;/i&gt;, o Queensryche inaugurou o estilo Prog Metal, executando-o despido do pedantismo insuportável característico das bandas atuais da vertente; pena terem se desvirtuado ao longo da carreira, caindo num quase pop insosso.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;RAINBOW/RAINBOW EYES&lt;/b&gt; - uma música com carga de emoção pouquíssimas vezes notada, some-se a isso a mágica interpretação do saudoso Dio e está pronta a receita de uma obra prima.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;SAVATAGE/DEVASTATION&lt;/b&gt; - os mestres do Power Metal oitentista atacam aqui com mais um de seus &lt;i&gt;riffs&lt;/i&gt; que fazem jus ao título da composição: completamente devastador!; "RIP Criss Oliva".&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;STEVE VAI/FOR THE LOVE OF GOD - &lt;/b&gt;não sou grande fã deste que é considerado um dos mestres da guitarra, mas nessa composição ele superou seu ponto fraco com grande maestria, conseguindo aliar técnica e &lt;i&gt;feeling&lt;/i&gt; de modo perfeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;MARTY FRIEDMAN/THUNDER MARCH &lt;/b&gt;- música grandiosa, melodia belíssima, lembra uma trilha sonora de filme; Friedman teria produzido melhor deixando o Megadeth para se dedicar à carreira solo.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;TALISMAN/BLISSFUL GARDEN &lt;/b&gt;-&lt;b&gt; &lt;/b&gt;hoje em dia o Funk é visto com péssimos olhos no Brasil, não à toa, dada a extrema aberração musical que é tocada nos bailes cariocas; o Funk setentista, porém, nada tem a ver com a tal anomalia e o Talisman foi a banda que primeiro mesclou elementos desse estilo com o Rock, por sinal, de modo muito mais original e competente do que uma certa pimenta vermelha...&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;TONY MACALPINE/CITY BENEATH THE SEA&lt;/b&gt; - composição de grande força e melodia, fazendo jorrar livremente a veia fusion e a genialidade de Macalpine.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;VINNIE MOORE/LIFEFORCE&lt;/b&gt; -&lt;b&gt; &lt;/b&gt;música possuidora de um &lt;i&gt;riff&lt;/i&gt; alucinante e na qual o maior &lt;i&gt;Guitar Hero&lt;/i&gt; de todos os tempos desfila toda sua técnica e criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;YNGWIE MALMSTEEN&lt;/b&gt;&lt;b&gt;/ICARUS DREAM SUITE &lt;/b&gt;-&lt;b&gt; &lt;/b&gt;o mago sueco das 6 cordas expõe aqui um exemplo da mais perfeita aliança entre erudição e técnica guitarrística; composição magnífica.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;BORISLAV MITIC/CELTIC LEGENDS&lt;/b&gt; -&lt;b&gt; &lt;/b&gt;música na qual o competentíssimo guitarrista sérvio brinda o ouvinte com um memorável e soberbo épico.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;BOSTON/MORE THAN A FEELING &lt;/b&gt;-&lt;b&gt; &lt;/b&gt;excelente balada Hard/Prog setentista; homenagem ao já falecido Brad Delp,&amp;nbsp; grande vocalista e vegetariano, como todos os integrantes da banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;JOEY TAFOLLA/NINE TOMORROWS &lt;/b&gt;- música recheada de técnica e melodia, representante do estilo neoclássico.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;STRATOVARIUS/KISS OF JUDAS &lt;/b&gt;-&lt;b&gt; &lt;/b&gt;ótima composição da banda finlandesa de Heavy Melódico, é uma música muito bem arranjada e livre dos excessos comuns a muitas bandas desse estilo.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;PATRICK RONDAT/CLOUDY MOUNTAIN &lt;/b&gt;-&lt;b&gt; &lt;/b&gt;excelente música, exemplo inconfundível da vertente neoclássica diretamente da palheta do exímio guitarrista francês.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;IMPELLITTERI/WARRIOR&lt;/b&gt; - trata-se de um Hard/Power dotado de refrão pegajoso, forte &lt;i&gt;riff&lt;/i&gt; e vocais assinados po Rob Rock, genial como sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;QUIET RIOT/CUM ON FEEL THE NOIZE &lt;/b&gt;-&lt;b&gt; &lt;/b&gt;a música é uma regravação da banda Slade, mas muito mais poderosa, a meu ver, executada pelo competentíssimo quarteto formado por Kevin DuBrow, Rudy Sarzo, Carlos Cavazo e Frank Banali; homenagem ao já falecido vocalista Du Brow.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;DEEP PURPLE&lt;/b&gt;&lt;b&gt;/BURN - &lt;/b&gt;os mestres da lisergia setentista não poderiam ficar de fora, sobretudo considerando-se essa composição, dotada de tecnicalidade absurda e abrilhantada ainda mais pela voz avassaladora de David Coverdale em pareceria com Glenn Hughes, outro monstro dos vocais.&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;BLACK SABBATH/SUPERNAUT &lt;/b&gt;-&lt;b&gt; &lt;/b&gt;para encerrar, mais setentismo, diretamente do ocultismo sabático; riferrama e peso, como manda o bom Metal!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-4329193480779132689?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/4329193480779132689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/02/mais-25-musicas-essenciais.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/4329193480779132689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/4329193480779132689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/02/mais-25-musicas-essenciais.html' title='Mais 25 músicas essenciais'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-8736352593630958723</id><published>2011-02-20T09:46:00.003-03:00</published><updated>2011-03-07T11:29:18.915-03:00</updated><title type='text'>Culturas, gritos de liberdade e valores universais</title><content type='html'>&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/sesc/images/valores_universais.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/sesc/images/valores_universais.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Fiquei uma semana pensando em escrever um artigo a respeito da onda de manifestações anti-ditatoriais que varre o mundo árabe no Oriente Médio e no norte da África. Nesse ínterim, assisti a alguns programas de TV nos quais o tema entrou em debate, quando então fui sentindo de modo cada vez mais claro que tudo aquilo que tem sido afirmado sobre a situação é vago e impreciso. Os especialistas não concluem absolutamente nada e não vão além da abertura de um leque de possibilidades totalmente amplo, o que dá a impressão final de se saber menos em relação ao assunto do que no início da conversa. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O mais engraçado nisso tudo é ver a frustração de alguns âncoras despreparados, procurando eles próprios alguma opinião que possa dar manchete, mas tendo que se contentar com o ar &lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt; dos especialistas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Talvez os estudiosos não estejam errados, pois é melhor e menos comprometedor ficar no terreno do possível diante de um quadro ainda turvo, do que se comprometer com uma análise peremptória que depois venha a se mostrar equivocada. Parece que os intelectuais têm se apropriado bem das estratégias discursivas que marcam a superação do paradigma pirronista pós-moderno, afinal, os estudos humanos possuem estatuto científico particular, de vez que seu objetivo é tentar ajustar distorções e oferecer interpretações verossímeis, ao invés de previsões deterministas e verdades tachativas. É preciso apenas cuidado para não expulsar o fanatismo relativista pela porta da frente, mas se descuidar permitindo que ele entre novamente pela janela.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Feita esta digressão introdutória, válida também como ressalva, fica nítido que se nem os estudiosos do mundo árabe podem oferecer análises mais definidas em relação aos acontecimentos que se verificam, tampouco eu o tentarei. Assim como eles, apenas vou traçar um rascunho da situação, sem ter nesse caso qualquer pretensão erudita.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A primeira ideia que vem à mente ao observar o que tem se sucedido nesses países árabes é que as manifestações, de caráter laico e pró-democrático, podem servir como contra-argumento para aqueles culturalistas ocidentais que sempre acreditaram na cultura como um&amp;nbsp;bloco estanque e impermeável a exotismos, de modo que projetar a hipótese do desenvolvimento de sistemas democráticos no mundo árabe sempre lhes pareceu de um etnocentrismo criminoso. É curioso que pensadores desse tipo estejam sempre armados até os dentes para atacar o etnocentrismo ocidental, mas fechem os olhos para o fato de que tantas culturas não-ocidentais mantêm fortíssimas práticas etnocêntricas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sempre defendi, graças à leitura de Tocqueville, a noção de que, no fundo, a democracia é muito mais do que um sistema, já que depende da prática e da gestão de uma cultura democrática que só nasce no seio das sociedades. Assim, a democracia não pode, de fato, ser enxertada, pois ela é um vir-a-ser cultural. Cabe frisar que embora a democracia seja uma questão de cultura, seu antídoto contra o peso de um possível autoritarismo cultural, desde que ela própria não se massifique, é preservar o poder da liberdade individual. Qualquer pessoa está muitíssimo distante de poder afirmar que a democracia se tornará um valor e uma prática no mundo árabe, - há extensa gama de variáveis no processo, algumas delas ainda nem mesmo passíveis de vislumbre - mas se por acaso isso vier a ocorrer, estaríamos então perante uma evidência de transformação cultural das mais interessantes e emblemáticas, além do que, uma vez germinada a democracia árabe, nascida no interior dessas próprias sociedades, estaria seriamente comprometida a visão culturalista. A liberdade individual, um dos pilares de qualquer democracia real, sempre deve estar acima dos sistemas culturais: ideia com a qual terei afinidade permanente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Outro aspecto muitas vezes negligenciado pelo Ocidente - e aqui devo fazer um &lt;i&gt;mea culpa&lt;/i&gt; - está relacionado com o advento da modernidade, sua materialização e seus desdobramentos. Não que seja correto, como querem muitos representantes da velha esquerda reacionária, defender a noção de que nenhum tipo de inovação devesse chegar ao mundo árabe, - estaríamos caindo de novo na ladainha do culturalismo - mas muitas vezes os analistas ocidentais acreditaram que a possibilidade de haver modernização em sociedades permeadas pelo tradicionalismo islâmico nunca passou de quimera. O estudo mais aprofundado do Islã de eras passadas, bem como o próprio conceito de trocas culturais poderia modificar essa descrença. Além disso, é certamente uma grande novidade o fato de que todas essas manifestações estejam se disseminando por meio das tais redes sociais, exemplo de que a virtualidade pode se espraiar para a realidade e também de que uma tecnologia nascida no Ocidente esteja se concretizando e contribuindo politicamente em solo árabe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ainda é bastante cedo para traçar perspectivas, sejam elas otimistas ou pessimistas, oriundas de uma ou outra orientação ideológica. O islamismo em sua vertente terrorista poderá tirar proveito do caos que se instala após a queda de regimes, líderes oposicionistas autoritários podem derrubar um ditador e implantar outra ditadura, a cultura democrática corre o risco de não encontrar mentes virtuosas que a fertlizem e que a tornem prática, a violência humana é um fator sempre à espreita, mostrando que os acontecimentos não são pacíficos como alguns veículos insistem em afirmar, até pela reação promovida por comandantes que se arraigam ao poder. O que acontecerá em cada país que hoje se encontra sob revolução permanece como mistério e creio que seja melhor se despir da sanha de exercícios futurológicos e deixar que corra a temporalidade histórica, múltipla, incerta, desprovida de ritmo unívoco. No máximo, pode-se pensar que, dependendo dos arranjos, o abismo que criamos entre Ocidente e culturas não-ocidentais se revele mais estreito do que supomos, ou que o gênero humano ainda seja capaz de torná-lo assim, caso passe a pensar menos em culturas e tradições impermeáveis umas às outras e mais na liberdade como um valor universal. Não terá sido pouco, pelo contrário.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-8736352593630958723?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/8736352593630958723/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/02/culturas-gritos-de-liberdade-e-valores.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8736352593630958723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8736352593630958723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/02/culturas-gritos-de-liberdade-e-valores.html' title='Culturas, gritos de liberdade e valores universais'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-333457527144884626</id><published>2011-02-10T18:11:00.003-02:00</published><updated>2011-02-10T21:51:26.508-02:00</updated><title type='text'>Estado como ídolo e como farsa</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CROmZlwZYP0/SWT6p2SPidI/AAAAAAAAGC4/JBP81k40G5Q/s400/Tentacle-ufo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_CROmZlwZYP0/SWT6p2SPidI/AAAAAAAAGC4/JBP81k40G5Q/s400/Tentacle-ufo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #274e13; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Onde quer que existam representantes da velha esquerda, há também o argumento do “estado mínimo” como forma de desqualificar o pensamento liberal. Mais uma ideia tola comprada por tanta gente, até por quem não possui uma concepção assentada a respeito de política e economia. Segundo reza a cartilha anti-liberal, o estado mínimo significa um governo o mais ausente possível, talvez até inexistente, que larga o corpo civil ao léu e oferece larga margem para a competição irrefreada, voraz e devoradora. Sinto informar, mas o tal do estado mínimo é típico de muitos países africanos, do Haiti ou de Bangladesh, lugares nos quais qualquer tipo de economia capitalista está absolutamente fora de contexto. Um detalhe que poderia já encerrar a discussão é o simples fato de que a síntese final de Marx é a abolição do estado. Mas vamos além, já que os marxistas de leitura rasteira perderam esse exato detalhe...&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em seu livro &lt;i&gt;Adam Smith em Pequim&lt;/i&gt;, o sociólogo e economista italiano Giovanni Arrighi, em relação ao qual guardo inúmeras divergências a respeito da história econômica pós-1945 e do atual mundo globalizado, ofereceu, devo admitir, - faço isso sem o menor esforço - uma interpretação absolutamente original do pensamento de Smith. Se por um lado Arrighi ainda carrega certos dogmatismos, por outro, foi capaz de se despojar do lugar-comum que quase sempre reduz as teses smithsonianas à manjada “mão-invisível” que auto-regula o mercado. Arrighi, infelizmente, não chega a ter uma opinião positiva sobre o liberalismo, mas sua obra pode ajudar a acabar com um mal-entendido: nenhum liberal clássico, da escola de Hume, Locke, Tocqueville e do próprio Smith, despreza as importantes funções que devem ser da responsabilidade do estado. Um liberal dessa linha jamais afirmou que o estado não pode atuar como fiscalizador das leis do mercado, acredita - e isso não invalida a primeira asserção - que o estado não é o promotor do desenvolvimento, papel esse que cabe aos indivíduos e à sociedade a partir de um ajuste que maximize a igualdade das oportunidades e a valorização do mérito e da criatividade. Desse modo, observar o bom cumprimento das regras econômicas (qualquer capitalismo que se preze as possui) não entra de modo algum em contradição com a crença na iniciativa individual e privada como&amp;nbsp;forma de promoção do desenvolvimento.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O liberalismo clássico crê ainda que a educação de base, a saúde e a segurança da população são incumbências das quais o estado não pode se eximir, ainda que tais serviços ocorram também fruto da atividade privada. Em qualquer nação desenvolvida o quadro observado é justamente esse, isto é, estado eficiente e cumpridor das atribuições de sua alçada própria, arranjo que inclusive e, evidentemente, possibilita um melhor funcionamento da máquina estatal, livre de interesses políticos, naturalmente conflitantes com o que é fundamentalmente público e que garante também, por consequência, uma melhor justiça. Definitivamente, o estado livre de funções que não são as suas, ou seja, tudo que foge ao gerenciamento das leis, do preparo básico do cidadão e da garantia de suas perfeitas condições de saúde e segurança, nada tem a ver com um estado de abandono, muito pelo contrário, pois se traduz na pedra de toque de um estado que atua melhor em prol do corpo civil.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;No Brasil, onde a velha esquerda já deitou raízes, as privatizações são invariavelmente associadas ao roubo do “patrimônio público”. Não passa em momento algum pela cabeça dos anti-liberais que muitas de suas próprias bandeiras estarão mais em pauta exatamente se o estado estiver isento de fardos que não são os dele. Também escapa aos estatólatras vítimas do paternalismo a trivialidade matemática: empresas privadas pagam imposto ao estado e engordam seus cofres. E atente-se para a abundância faraônica da carga tributária brasileira...&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A Cidade do Samba pegou fogo, escolas tiveram seu carnaval posto em prejuízo. Tudo bem que para os envolvidos com a folia seja algo gravíssimo, mas é verdade também tratar-se de uma coisa sem a menor importância para tantos outros. Seria perfeitamente normal a contribuição de empresas privadas no intuito de salvar o divertimento dos foliões e o desfile das escolas afetadas pelo incêndio. Nem um pouco normal, no entanto, uma afronta das mais absurdas eu diria, o poder público carioca fornecer verbas do contribuinte, inclusos aqueles que abominam samba e carnaval, para ajudar essas mesmas escolas, instituições particulares.&lt;/span&gt;&lt;br style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;" /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O brasileiro comum é bobo e estatólatra, paradoxalmente, não irá ver nenhum mal no estado que ele tanto julga como benfeitor dar dinheiro arrecadado a partir do trabalho e do esforço do cidadão para escolas de samba, ao invés de empregá-lo em educação, saúde e segurança, ou mesmo em causas nobres como a proteção animal, no fundo, também uma questão relacionada com convívio social.&amp;nbsp; A função do estado no Brasil é fazer festa com dinheiro público; nas próximas eleições, como já vem sendo há um bom tempo, ao político que quiser ser eleito bastará grana para o marketing e um discurso que erija o estado como ídolo, bem ao gosto da velha esquerda.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-333457527144884626?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/333457527144884626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/02/estado-como-idolo-e-como-farsa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/333457527144884626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/333457527144884626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/02/estado-como-idolo-e-como-farsa.html' title='Estado como ídolo e como farsa'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CROmZlwZYP0/SWT6p2SPidI/AAAAAAAAGC4/JBP81k40G5Q/s72-c/Tentacle-ufo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-6217196188850771068</id><published>2011-02-05T13:39:00.004-02:00</published><updated>2011-02-14T22:16:59.107-02:00</updated><title type='text'>Ser simples é sempre melhor</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://contenti1.espn.com.br/foto/pequena/b583aefa-976d-3370-ad83-147a8856275e.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="195" src="http://contenti1.espn.com.br/foto/pequena/b583aefa-976d-3370-ad83-147a8856275e.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #444444; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Cada vez menos as pessoas se contentam em ser simples e levar a vida orientadas pela busca de propósitos honestos e pelo cultivo de virtudes frugais. Em oposição a isso, necessitam doentiamente de simulacros e vaidades que fazem elas próprias e os outros pensarem que são detentoras de algum encanto mágico, externo ao sujeito, artificial portanto, e sempre passível de ser desmascarado. Vai ver que é por isso que observamos tamanha quantidade de estados patológicos que afetam acentuadamente a alma e o comportamento nesses tempos atuais.&lt;br /&gt;Já escrevi mais de uma vez a respeito do narcisismo e do egoísmo, esses males típicos da celebrização e da sanha por fama e desejos que quase sempre se revelam efêmeros e paliativos. Com isso, além de muitas pessoas deixarem de ser elas mesmas, transmutando-se em criaturas mesquinhas e bizarras, se afastam também das qualidades que porventura possam deter.&lt;br /&gt;Impossível não bater na tecla de que o brasileiro, em geral, é uma das maiores vítimas desse envaidecimento e o meio futebolístico é um dos cenários que não nos deixa enganar. Alguns exemplos bastam: Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho estão entre as celebridades grotescas. O primeiro é um profissional que há 5 anos não entra em boas condições de jogo, completamente descuidado em relação à forma física. Profissional?! Critico esse jogador faz um bom tempo, nesse blog mesmo, redigi textos dando conta de sua ausência de seriedade e comprometimento. Onde estão aqueles que em 2009 só faltavam ajoelhar diante de Ronaldo? Devem estar pixando muros com xingamentos dirigidos a ele... Ah, por sinal, muitíssimo bem feito para o time provinciano da zona Leste. Quanto ao segundo, não consegue jogar absolutamente nada desde a Copa das Confederações de 2005, a partir de então, só enganou... e frequentou baladas. Eis que chega 2011 e, depois de ser disputado ridiculamente por Palmeiras, Grêmio e Flamengo, fechou contrato não menos ridiculamente com o clube da Gávea. Fácil. Irá fazer seus golzinhos contra os times semi-amadores do interior do Rio e dos rincões do país na Copa do Brasil. Vamos ver o que ele fará no longo, cansativo e difícil Campeonato Brasileiro...&lt;br /&gt;Ronaldo, como não poderia deixar de ser, já vive seu melancólico e fracassado canto de cisne. Eu aposto que o Gaúcho seguirá o mesmo &lt;i&gt;script&lt;/i&gt;, afinal, é ele que tem feito por onde desde que se envaideceu após ter brilhado no Barcelona, quando ainda se mantinha como uma pessoa normal. Falando nisso, alguém já reparou como ele anda inchado e com dificuldade de movimentação? Será efeito das noitadas? O jornalista Lucio de Castro toma as dores dos boleiros celebrizados sempre que alguém levanta a questão da falta de profissionalismo por parte dos mesmos. Lucio batizou de “manja” o pessoal que, segundo ele, se mete na vida particular dos jogadores. Eu digo que não há ninguém que irá pagar com mais amargura a ausência de profissionalismo do que esses próprios jogadores, mas há só um detalhe: esses atletas são ídolos e servem de exemplo para muitos jovens, o que é lamentável. No dia em que o brasileiro abrir o olho e enxergar quem de fato merece valor, não estarei mais nem um pouco preocupado com celebridades anódinas.&lt;br /&gt;O argentino Lionel Messi vem sendo considerado o melhor jogador de futebol há duas temporadas. Não noto no meia-atacante do Barcelona nenhum traço de envaidecimento. Vejo, pelo contrário, que ele faz questão de se concentrar cada vez mais, única e exclusivamente, em jogar futebol. Não se ouve nem se lê nada sobre Messi quando o assunto não é esporte. Será por acaso a impressionante regularidade que ele vem mantendo?&lt;br /&gt;Rivaldo é brasileiro, veterano com 38 anos de idade, forma física de um garoto de menos de 20. Sério e humilde exatamente do mesmo jeito que o era quando apareceu como jogador do Mogi-Mirim. Fui contra sua saída da presidência do clube do interior paulista, entretanto, depois de mostrar sua enorme categoria nos gramados do mundo, depois de conquistar tantos títulos, inclusive uma Copa, quando atuou de maneira soberba, depois de eleito melhor do mundo em 1999, o pernambucano não deixou de ser quem sempre foi, seu jeito simples, seu propósito de jogar futebol e seu profissionalismo se mostram intactos. Rivaldo tem tudo para encerrar a carreira com toda dignidade, ele merece isso, pois sempre seguiu o caminho da retidão.&lt;br /&gt;Posso ser chamado de moralista e de desejar mau agouro. Não importa, pois sei que não se trata disso, mas sim da constatação que comprova o velho ditado, “quem procura acha”. Não é nem preciso desejar boa sorte às pessoas simples, uma vez que elas mesmas constroem seu sucesso. Aos envaidecidos, nada mais justo do que a indiferença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-6217196188850771068?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/6217196188850771068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/02/ser-simples-e-sempre-melhor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6217196188850771068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/6217196188850771068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/02/ser-simples-e-sempre-melhor.html' title='Ser simples é sempre melhor'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3835843144202130613</id><published>2011-01-28T16:06:00.005-02:00</published><updated>2011-01-28T21:20:02.646-02:00</updated><title type='text'>Reacionarismos de uma mente embotada pelo marxismo</title><content type='html'>&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_KYflagr2MuI/S9DpBWNBSWI/AAAAAAAACBs/PtL5lnSHLAM/s400/hobsbawm.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_KYflagr2MuI/S9DpBWNBSWI/AAAAAAAACBs/PtL5lnSHLAM/s320/hobsbawm.jpg" width="214" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No final de 2010, o historiador inglês Eric Hobsbawm concedeu uma entrevista ao jornal &lt;i&gt;The Guardian&lt;/i&gt;. Dias depois, a &lt;i&gt;Folha de São Paulo&lt;/i&gt; publicou-a no Brasil. Reproduzo abaixo o trecho que mais me pareceu aberrante, quando o entrevistado foi indagado acerca do que pensa em relação à participação política tida por ele como modelo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Diz o entrevistado: “Um bom exemplo [de participação política] é o Brasil, que tem  um caso clássico de partido trabalhista nos moldes do fim do século XIX -  baseado numa aliança de sindicatos, trabalhadores, pobres em geral,  intelectuais e tipos diversos de esquerda - que gerou uma coalizão  governista notável. E não se pode dizer que não seja bem-sucedida, após  oito anos de governo e um presidente em final de mandato com 80% de aprovação. Ideologicamente, hoje  me sinto mais em casa na América Latina. É o único lugar no mundo em que  as pessoas fazem política e falam dela na velha linguagem - a dos  séculos XIX e XX, de socialismo, comunismo e marxismo”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Se você, leitor, conseguiu digerir tamanhas baboseiras, o que não é nada fácil, convenhamos, eu gostaria de tecer alguns comentários não sobre Lula, - que logo poderá aproveitar o salário de R$ 13 mil que o PT lhe pagará, ao mesmo tempo que se remói com a falta dos palanques da época de presidente - mas sim a respeito de Hobsbawm. A obra desse intelectual já quase centenário é um &lt;i&gt;best-seller&lt;/i&gt;, não apenas entre o público especializado, mas sobretudo entre os leigos. Costuma-se afirmar que Hobsbawm tem o dom do didatismo e da concisão, sabendo como ninguém traçar panoramas lapidares de vários contextos históricos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Durante a graduação, tive que ler alguns textos de sua pena, fora isso, li também, de maneira autônoma, &lt;i&gt;A era dos extremos&lt;/i&gt;, seu guia do século XX, livro no qual ele coloca, dentre outros absurdos, que apenas os comunistas promoveram resistência ao nazismo, bem como se furta vergonhosamente a fazer qualquer &lt;i&gt;mea culpa&lt;/i&gt; no que se refere aos crimes do stalinismo. Sempre desconfiei do profundo ranço marxista de Hobsbawm, marxismo do qual - e não está nada sozinho nisso -&amp;nbsp; ele faz uma leitura das mais obtusas. No fim das contas, a melhor definição de seus escritos partiu do excelente Evaldo Cabral de Mello, ao dizer que as "eras" todas do autor inglês se apresentam como "história pronta saída do forno", isto é, sem problematização, sem recortes inteligentes, carentes de rigor historiográfico. Desnecessário frisar que isso se deve ao molde marxista que ele encaixa apriorística e artificialmente em seus objetos de estudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No trecho citado de início, Hobsbawm confere conotação positiva à tríade &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; socialismo, comunismo e marxismo. Acontece que as palavras do historiador estão condenadas a duas contradições que ele não enxerga, o que é mais grave no caso de um marxista, que tanto deveria estar atento ao que é contraditório,... pobre Hobsbawm! A primeira contradição é intrínseca ao marxismo (sempre tenho que destacar obrigatoriamente nesse ponto, que não penso nos escritos marxianos, mas na maioria dos intérpretes de Marx) e seria inútil tentar refutá-la, uma vez que a visão do entrevistado o leva a crer ingenuamente que a participação política possa ser fomentada num regime socialista. Já no caso da segunda contradição, a mesma se dá simplesmente pelo fato de Hobsbawm ter demonstrado que nada conhece sobre a política interna brasileira durante o governo de Lula. Como também fica claro pela leitura do trecho, o contexto político latinoamericano em geral, igualmente escapa à sua compreensão. Devido à prisão ideológica na qual está encerrado, o historiador enxerga a ocorrência de uma postura trabalhista nas práticas do lulismo, algo que jamais se sucedeu aqui entre 2003 e 2010. No relativo sossego de uma Europa, ela sim trabalhista em muitos casos, e que rompeu com o ódio revolucionário marxista, resultando na UE, Hobsbawm está bem distante de conceber a tradição populista da América Latina, tão bem representada por Lula.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Alguém tem de avisar a esse historiador que ainda não temos em nosso continente, talvez exceto pelo Chile, uma cultura política democrática e, por isso mesmo estranha ao marxismo, capaz de gerar diálogo participativo (mais geral e menos classista) em torno de questões como incentivo à educação, valorização do mérito, da criatividade e da produtividade, elementos que fazem germinar igualdade de oportunidades, não de resultados forçados, como em regimes autoritários. Lula e outros líderes retrógrados e populistas como ele, consistem na antítese - para utilizar um conceito bem marxiano -&amp;nbsp; de qualquer elemento democrático. Na tentativa de corroborar suas falsas impressões, Hobsbawm citou o percentual de aprovação de Lula. Tenho dúvidas quanto aos referidos 80%, número certamente muito mais quantitativo, fruto do próprio populismo lulista, do que qualitativo. Nessa esteira, eu perguntaria ao nosso entrevistado qual foi o índice médio de aprovação de Hitler durante a década de 1930...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A mente embotada de Hobsbawm faz dele um reacionário, termo com o qual a velha esquerda tanto gosta de acusar seus antípodas. Um reacionário equerdista que crê no socialismo como forma de equidade social, que pensa estranhamente que o século XIX&amp;nbsp; (e o início do XX) foram pródigos em políticas de participação social e tributárias da consciência de classe marxista, como se a Primeira Guerra Mundial, nacionalista em essência, não fizesse voar pelos ares o universalismo proletário de Marx. Ainda assim, não posso deixar de observar que nosso entrevistado acertou em alguma coisa: de fato, o Brasil de hoje remete a contextos passados há cem anos ou mais, atrasadíssimo em relação ao mundo desenvolvido. É por essas e outras que o capeta insiste em adiar seu encontro com Hobsbawm nas profundezas do inferno!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3835843144202130613?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3835843144202130613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/01/reacionarismos-de-uma-mente-embotada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3835843144202130613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3835843144202130613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/01/reacionarismos-de-uma-mente-embotada.html' title='Reacionarismos de uma mente embotada pelo marxismo'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_KYflagr2MuI/S9DpBWNBSWI/AAAAAAAACBs/PtL5lnSHLAM/s72-c/hobsbawm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-3199269698388252640</id><published>2011-01-21T19:50:00.011-02:00</published><updated>2011-01-26T21:31:08.322-02:00</updated><title type='text'>Pensamentos para colecionar e guardar - por Lilia Moritz Schwarcz</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://editora.cosacnaify.com.br/Upload/Produto/1/0/8/0/1/10801g.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://editora.cosacnaify.com.br/Upload/Produto/1/0/8/0/1/10801g.jpg" width="219" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Hoje, venho aqui a postar de modo imprevisto e breve, apenas para destacar e oferecer aos leitores o encontro com a excelente resenha da antropóloga Lilia Moritz Schwarcz sobre o livro &lt;i&gt;Esperando Foucault, ainda&lt;/i&gt;, (Cosac &amp;amp; Naify, 2004) escrito por outro antropólogo, o norteamericano Marshall Sahlins. A obra traz inúmeras ideias em relação às quais mantenho forte apreço intelectual e que marcaram minha formação como historiador, juntamente com outras perspectivas do mesmo tipo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Sahlins é um daqueles pensadores que não têm medo do conhecimento e suas argumentações constituem exemplo cabal da revanche bem sucedida que o paradigma científico-cognoscitivo travou contra o ceticismo relativista, já nem tanto uma moda como o era há alguns anos, exatamente em face da derrota que lhe foi imposta por quem acredita que a ciência vale a pena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Paro por aqui e dou todo o espaço ao brilhantismo de Sahlins e Moritz. Se um a cada dez leitores comprar o livro, estarei mais do que satisfeito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; &lt;b&gt;Pensamentos para colecionar e guardar&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Pelo menos no que concerne à antropologia,    &lt;i&gt;duas &lt;/i&gt;coisas  são certas a longo prazo: uma delas é que estaremos    todos mortos;  mas a outra é que estaremos todos errados. Evidentemente    uma carreira  acadêmica feliz é aquela em que a primeira coisa acontece    antes da  segunda". É dessa maneira irônica e a um só    tempo irreverente que  Marshall Sahlins, professor emérito da Universidade    de Chicago e  autor de uma série de obras consagradas – como &lt;i&gt;Cultura    e Razão Prática&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Ilhas de História, Historical Metaphors    and Mythical Realities – &lt;/i&gt;inicia  uma espécie de entretenimento,    depois do jantar oferecido pela  Associação de Antropólogos    Sociais da Commonwealth, em julho de 1993.  Publicada pela primeira vez nesse    mesmo ano, pela Prickly Pear Press  (onde Sahlins é editor executivo),    a palestra foi expandida para se  transformar nessa publicação    que, no Brasil, recebeu verdadeiros  requintes editoriais, tal a originalidade    do projeto gráfico, que  guarda coerência com o próprio estilo    pouco comportado do texto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O  ensaio oscila entre momentos de muito humor    misturados com questões e  impasses vivenciados pela antropologia social    e pelas ciências  humanas, de uma maneira mais geral. São frases    soltas, reflexões  isoladas, provocações por todos os lados    que vão costurando e  relembrando as conhecidas teses de Sahlins. Por    sinal, o livro, cuja  tradução cuidadosa é de autoria de    Marcela Coelho de Souza e Eduardo  Viveiros de Castro, traz momentos impagáveis    que mais valem ser  reproduzidos tal qual aforismos. Ficamos sabendo, por exemplo,    que "a  realidade é um belo lugar para se visitar (filosoficamente)    mas  ninguém nunca morou lá". Com relação à    velha mania estruturalista,  Sahlins contra-ataca com um trocadilho – "don't    be Saussure". Isso  sem esquecer da referência ao crítico palestino-americano,     recentemente falecido, Edward Said: "Em antropologia, há certos     problemas para os quais não há Said(a)." Contra o romantismo    das  etnografias funcionalistas, nada como o antídoto: "Um povo que     concebe a vida exclusivamente como busca da felicidade só pode ser  cronicamente    infeliz." Acerca do tema da alteridade, que marca o  próprio nascimento    da disciplina, lá vai a máxima: "Se a antropologia  é    realmente crítica cultural, bem poderíamos trazer de volta Hobbes     e Rousseau que tinham ao menos consciência de estar inventando um  Outro    antitético para fins políticos salutares." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nem  a boa e velha civilização resta    impune: "Primeira lei da  civilização: todos os aeroportos    estão em construção. Segunda lei da  civilização:    estou na fila errada..." Por fim, um resvalo na  história: "Se    a antropologia foi por demasiado tempo o estudo dos  'povos sem história',    a história andou, por mais tempo ainda,  estudando 'povos sem cultura'.    Felizmente, toda essa história passada  é também uma antropologia    (ultra)passada – se não vice-versa." &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas  o livro não é só feito    de ironias. Nele encontramos, sempre em  pequenas pitadas, a noção    de dinâmica cultural, que marcou a obra de  Sahlins, e a idéia de    que a cultura está sempre em transformação. Na  definição    do antropólogo "as culturas são como os rios: não    se  pode mergulhar duas vezes no mesmo lugar pois estão sempre mudando".     Sahlins enfrenta também a mitologia da etnografia e a caricatura que     parece vincular exclusivamente a antropologia à prática de campo:     "etnografia é antropologia ou não é nada". Isso    sem esquecer do  sarcasmo contra os pós-modernos, que teriam acusado Sahlins    de onerar  a antropologia com "noções perigosas", negligenciando    o caráter  politicamente fraturado da cultura. A reação    de Sahlins, que já havia  dedicado outro livro – &lt;i&gt;Como pensam    os Nativos&lt;/i&gt; – ao assunto, é  breve, mas lapidar: "é    sempre bom lembrar que esses povos não  sofreram e pereceram apenas para    adubar nossos pobres campos  intelectuais". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No entanto, o tema mais contundente é    também aquele que dá nome ao livro: a questão do poder    e o "paradigma &lt;i&gt;du jour&lt;/i&gt;",  o tema da identidade. Sahlins concentra    seu ataque ao que define  como a corrente obsessão foucaulti-gramsci-nietzscheana    com o poder.  Seria ela a mais recente e incurável encarnação    do funcionalismo,  levando à dissolução de formas culturais    específicas, transformadas  em efeitos instrumentais genéricos.    Definido como uma espécie de  "buraco negro intelectual", o    poder cumprira o papel de sugar  qualquer conteúdo cultural e de transformá-lo    em simples  "resistência, dominação, colonização,    hegemonia e contra-hegemonia".  Ao invés de formas culturais encontraríamos    termos de dominação, como  se tudo que pudesse ser relevante para    o poder fosse – apenas – o  poder. Além do mais, no lugar    de "cultura" seria introduzida a noção  foucaultiana    de "discurso" e seu desdém reificado pelo suposto  caráter    antigo e ultrapassado de tal conceito. Vitoriosa seria, por  fim, a "mão    invisível" do poder, que emanaria de toda parte,  saturando relações,    instituições, corpos, saberes e disposições.  Admirável    mundo novo, esse o nosso, que traria consigo um elenco  inusitado de personagens,    estrelando sujeitos burgueses, sujeitos  nacionais, sujeitos pós-modernos,    sujeitos coloniais, sujeitos  pós-coloniais, sujeitos africanos pós-coloniais...    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim,  se de um lado pode-se dizer que, com essa    pequena obra, Sahlins  estaria apenas desfazendo (e desconsiderando) seus críticos     pós-modernos, por outro, não há como negar a atualidade    do debate.  Afinal, a cultura, para esse autor, não é jamais um    papel em branco  onde se inscrevem modelos vindos de fora. Ao contrário,    sua absorção  passa pela reavaliação da própria    estrutura pela história, e  vice-versa. Definindo-se como uma espécie    de "estruturalista  histórico", Marshall Sahlins entende a cultura    como uma ordem  estrutural de significação, sem descurar da idéia    de que seus  conteúdos alteram-se diante da história. "Basicamente    a idéia é muito  simples. As pessoas agem de acordo com circunstâncias    de sua própria  cultura... O processo histórico se movimenta como    um contínuo entre a  prática da estrutura e a estrutura da prática."    (Sahlins, 1986, p.  72, tradução minha). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;É esse processo que Sahlins denomina,    em &lt;i&gt;Ilhas de História&lt;/i&gt;, como "a reavaliação    funcional de categorias", nesse movimento que o leva a nuançar dicotomias    rígidas: estrutura &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt; história, sistema &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt;    evento, sincronia &lt;i&gt;versus&lt;/i&gt;  diacronia. O desafio é "historicizar    a noção de estrutura" e, ao  mesmo tempo, verificar como as    estruturas se realizam no interior da  ordem cultural. Não existem respostas    unívocas, uma vez que as  próprias Histórias nativas condicionam    e redirecionam a incorporação  das mesmas. Diante do contexto recente,    quando se afirma a imposição  da tão falada globalização,    as concepções de Sahlins têm o mérito de  mostrar    que a leitura do capitalismo em países periféricos se dá,     também, a partir das distintas lógicas nativas, que geram resultados     culturais diversos e, muitas vezes, inesperados. É o "retorno da     cultura" que, vista a partir da ótica da recepção,    possibilita  imaginar que não estaríamos todos condenados, igualmente,    à  mundialização. Os povos organizam culturalmente sua experiência    e  "cada cultura é (no limite) um sistema mundial", diria Sahlins    em  entrevista recente (Peixoto; Pontes; Schwarcz, no prelo), mostrando como     é preciso dar voz aos "povos periféricos", na melhor    tradição  antropológica que sempre se definiu, nas palavras    de Lévi-Strauss  (1975), como "uma ciência social do observado".    &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O  debate é também com a filosofia    da história e com o suposto de que  as culturas carregam suas próprias    leituras, suas próprias  historicidades. Aí estaria o projeto intelectual    mais amplo desse  último autor, implicado como está na tentativa    de explicar de que  maneira a infra-estrutura econômica é ela própria    organizada pelo  esquema cultural, assim como a nossa lógica ocidental    do poder.  Outras histórias e outros tempos falariam das maneiras próprias    das  culturas se traduzirem e de serem relidas no contato umas com as outras.     &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #783f04; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Como se vê, não há  como resenhar    (comportadamente e de forma linear) um livro como esse,  que é feito,    na verdade, de um punhado de ideias e um monte de  provocações.    Relativismo, globalização, identidades, modernidade,  pós-estruturalismo,    pós-modernidade, história... tudo parece estar –  divertidamente    – em questão e, definitivamente, fora do lugar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-3199269698388252640?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/3199269698388252640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/01/esperando-foucalt-ainda-por-lilia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3199269698388252640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/3199269698388252640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/01/esperando-foucalt-ainda-por-lilia.html' title='Pensamentos para colecionar e guardar - por Lilia Moritz Schwarcz'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-8794135972073116797</id><published>2011-01-18T16:18:00.008-02:00</published><updated>2011-01-18T22:05:30.457-02:00</updated><title type='text'>O triste fim de Luiz Gonzaga Belluzzo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:c2E1otDrmD0PFM:http://img28.imageshack.us/img28/1268/belluzzo.jpg&amp;amp;t=1" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:c2E1otDrmD0PFM:http://img28.imageshack.us/img28/1268/belluzzo.jpg&amp;amp;t=1" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #274e13; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;Nesta quarta-feira (19/01) chega ao fim o mandato de Luiz Gonzaga Belluzzo como presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, cargo por ele ocupado desde janeiro de 2009. Um triste fim, não há como negar, nem mesmo por aqueles que apostavam piamente no renomado economista. Passados dois anos desde o início de sua gestão, a análise mais lapidar a respeito da administração Belluzzo que pude tomar contato veio da parte de um conselheiro da oposição, cujo nome me escapa de momento. Afirma com humor negro: “o Belluzzionista deixou o Palmeiras sem time, sem estádio e sem dinheiro”. Faltou apenas incluir “sem títulos”.&lt;br /&gt;Na ocasião que antecedeu a eleição de Belluzzo, havia uma quase unanimidade em torno de sua pessoa como a mais capaz de recolocar ordem na casa palmeirense e fazer com que a agremiação esmeraldina pudesse trilhar novamente o caminho das conquistas e da grandeza, marca de um passado já remoto em termos de futebol. Findo o mandato, todas as esperanças ruíram sem deixar o menor resquício. Hoje, o Palmeiras possui uma dívida considerável e aumentada em relação ao início de 2009,&amp;nbsp; - fato mais estranho na medida em que seu gestor máximo nesse ínterim foi um economista reputado em alto gabarito - não tem um elenco nem de longe capaz de algum feito, ainda que apenas um título estadual, não tem categorias de base que possam render frutos ao time profissional, problema que Belluzzo havia prometido corrigir, não tem um departamento de marketing agressivo e, por um bom tempo ainda, não tem uma casa para mandar seus jogos, constatação que pode se tornar mais assustadora quando levadas em conta todas as trapalhadas e os inúmeros desencontros que têm caracterizado a construção da tal Arena Palestra Itália. Eu não me surpreenderei em nada se daqui uns 5 anos o novo estádio não tiver passado do estágio de maquete.&lt;br /&gt;De modo geral, o brasileiro é suscetível a discursos politicamente corretos, permeados por platitudes e autorizados por uma suposta intelectualidade. Dotado da combinação desses três elementos,&amp;nbsp; mais o caráter de salvador da pátria que lhe foi imputado por bobos e ingênuos e que até certo ponto ele próprio comprou, apesar de negar, Belluzzo se imunizou contra possíveis ceticismos e, aquele que se atrevesse a lhe direcionar qualquer crítica que fosse, imediatamente era visto como apólogo de Mustafá Contursi, como se somente um dos dois pudesse liderar a administração palestrina. Raríssimos foram os que levantaram o passado pouco recomendável de Belluzzo, fazendo menção aos seus trabalhos horríveis durante os governos de José Sarney e de Orestes Quércia, ou indicando o ridículo das ideias de um cidadão que ainda acredita em desenvolvimentismo e que utiliza conceitos como “cultura ocidental” de forma essencialista e pejorativa. Hoje, os adeptos de Belluzzo estão com o rabinho entre as pernas.&lt;br /&gt;Não sei até que ponto as ultrapassadas noções belluzzionistas afetaram seu desempenho como presidente da SEP, mas quando observamos as papagaiadas protagonizadas por sua pessoa durante a gestão, retroativamente se conclui que ele jamais poderia dar certo. Certamente, a culpa pelo fracasso retumbante não pode recair inteiramente sobre ele, afinal o Palmeiras continua assombrado pelos velhos demônios da época em que se jogava futebol usando gorrinho e pelas insanas disputas feudais que esses mesmos ensejam dentro do clube. Por outro lado, é um grande paradoxo que a figura de Belluzzo, que tanto se apresentou trajando as vestes da aglutinação, encerre seu mandato não só sem sanar mais esse problema crônico nas alamedas de Palestra Itália, o das guerras fratricidas, mas tendo-o agravado, já que a “situação” entra no pleito de 2011 com dois candidatos. Absolutamente rocambolesco!&lt;br /&gt;O Palmeiras precisa de ideias novas, elas que nunca fizeram parte do perfil de Belluzzo, de uma gestão que resgate o clube de sua prisão no tempo e o traga finalmente ao século XXI, precisa de dirigentes comprometidos com o clube, não com seus desejos escusos. Talvez Paulo Nobre seja o que mais possa contribuir, ou quem sabe, Arnaldo Tirone? Ninguém tem certeza, nem mesmo os conselheiros a votar, dado que grande parte deles o fará sem pensar no melhor para o clube. Pode ser que nada mude e que o apequenamento continue em marcha acelerada ou há a chance de ser dado um primeiro impulso, ainda que tímido, numa direção diferente. Quem viver verá. De minha parte, já ficarei satisfeito se não surgir mais nenhum torcedor de gravata matador de bambis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-8794135972073116797?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/8794135972073116797/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/01/o-triste-fim-de-luiz-gonzaga-belluzzo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8794135972073116797'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/8794135972073116797'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/01/o-triste-fim-de-luiz-gonzaga-belluzzo.html' title='O triste fim de Luiz Gonzaga Belluzzo'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-4626894075980742095</id><published>2011-01-11T16:04:00.007-02:00</published><updated>2011-10-20T21:16:30.354-02:00</updated><title type='text'>O disco mais injustiçado do Heavy Metal</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_OPzknCtjdeU/TL0U7IsjuyI/AAAAAAAADHQ/Dlw8BtiD2MU/s1600/Iron+Maiden-The+X+Factor-P.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="317" src="http://1.bp.blogspot.com/_OPzknCtjdeU/TL0U7IsjuyI/AAAAAAAADHQ/Dlw8BtiD2MU/s320/Iron+Maiden-The+X+Factor-P.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;A maioria dos filósofos contemporâneos acredita que não é possível estabelecer critérios de justiça em relação à arte. Isso se verifica porque no campo artístico a dimensão subjetiva se faz fortemente presente, impedindo assim a delimitação entre o que seria justo ou não. Estou de acordo com essa ideia, pois não parece haver nenhuma lógica, por exemplo, em qualificar como justo o gosto pela obra de um Caravaggio ou de um Van Gogh, nem tampouco em atribuir injustiça a alguém que não aprecie a pintura de Cézanne. É verdade que não se discute questões de gosto, muitas vezes, apenas se lamenta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;De um ponto de vista filosófico, portanto, a justiça está relacionada com elementos de reciprocidade objetiva que não podem ser aplicados à arte, na qual as preferências pessoais subjetivas devem ser consideradas. Isto posto, logo de cara poderia comprometer a reflexão que agora proponho, todavia, o que intento discutir caminha por um viés um tanto distinto. Me explico: creio eu que enorme parte das críticas recebidas pelo álbum &lt;i&gt;The X Factor&lt;/i&gt;, lançado pelo Iron Maiden em 1995, são extrínsecas à música que o mesmo contém, logo, externas também ao campo da arte. É óbvio que nem assim poderei fugir por completo às minhas preferências, ressaltando mais uma vez que não cabe atribuir injustiça a quem não goste do referido álbum, mas talvez eu consiga jogar uma pitada de objetividade à análise.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;The X Factor&lt;/i&gt;, segundo muito do que se ouve ou se lê sobre o disco, não é um álbum querido pela maior parte dos fãs de Iron Maiden, chegando a ser odiado por parcela considerável dos mesmos. De minha parte, não o qualifico como um clássico do quilate de &lt;i&gt;Piece Of Mind&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;The Number Of The Beast&lt;/i&gt;, citando apenas dois exemplos, mas tenho profunda convicção de que caso ele tivesse contado com as vocalizações de Bruce Dickinson, sofreria avaliações imensamente positivas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Em 1993, Dickinson deixou o Iron Maiden devido a diferenças com o baixista Steve Harris, líder da banda. O vocalista marcou época não só no conjunto, participando dos discos mais grandiosos gravados pelo mesmo, mas também no cenário musical dos anos 1980, auge do próprio IM e da música pesada, década que legou uma quantidade absurda de clássicos obrigatórios em qualquer metalteca que se preze. Era natural que a saída de Dickinson deixasse uma lacuna impossível de ser preenchida por qualquer outro cantor, ainda que o substituto fosse, por acaso, um David Coverdale ou um Geoff Tate. Mais agravante que nenhum nome de peso veio a ocupar o posto de &lt;i&gt;frontman&lt;/i&gt; da Donzela, mas sim um vocalista de nome Blaze Bayley, provindo da desconhecida banda inglesa Wolfsbane. Creio ser esse o motivo principal do preconceito contra &lt;i&gt;The X Factor&lt;/i&gt;, exatamente a ausência do lendário Dickinson, mas ainda que Bayley não tivesse nem de longe a mesma capacidade de seu antecessor e que em performances ao vivo ficasse devendo bastante, penso ser correto avaliar que a sonoridade de &lt;i&gt;The X Factor&lt;/i&gt; se encaixou muitíssimo bem com sua voz, completamente diferente em relação a de Dickinson.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Somados à saída de Dickinson, &lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;entre 1993 e o lançamento de &lt;i&gt;The X Factor&lt;/i&gt; em 1995, ocorreram&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt; alguns outros episódios desagradáveis com o IM, tais como a separação de Harris e o sério acidente de moto sofrido por Bayley, que inclusive o deixou de molho por vários meses. Por um paradoxo do imponderável, vez por outra a reger certos momentos, o pano de fundo nefasto que acompanhou o IM na época acabou resultando num álbum, a meu ver, excelente, e que remete diretamente ao contexto “&lt;i&gt;dark&lt;/i&gt;” em questão. A começar pela capa&amp;nbsp; do disco, que pela primeira vez na história da banda apresentou um Eddie “real” ao invés de desenhado, ideia do guitarrista Dave Murray, passando pelas letras e pelas linhas vocais de Bayley, até chegar na própria sonoridade, tudo contribuiu para fazer de &lt;i&gt;The X Factor&lt;/i&gt; um disco pesado e sombrio, mas ao mesmo tempo repleto de melodias, passagens intrincadas, quebradas de ritmo, variações, tecnicalidade e um trabalho de bateria magnífico, o melhor já realizado por Nicko McBrain em minha opinião.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;O ouvinte que se dispuser a decifrar &lt;i&gt;The X Factor&lt;/i&gt; despindo-se de preconceitos extra-artísticos e imbuído da minúcia que a boa audição musical exige, tem boas chances de se deleitar com épicos como "Sign Of The Cross", (elaboradíssima) "Fortunes Of War", (com o indefectível ritmo cavalgado) e "Blood On The World´s Hands" (dotada de espetacular introdução de Harris). Há ainda músicas mais diretas, como "Lord Of The Flies", que possui elementos de &lt;i&gt;Hard Rock&lt;/i&gt;, (!) e a rápida e pesada "Man On The Edge", baseada no filme &lt;i&gt;Um Dia de Fúria&lt;/i&gt;. Não para por aí, o álbum traz ainda outras faixas memoráveis nos &lt;i&gt;riffs&lt;/i&gt; portentosos de "The Aftermath", nas melodias belíssimas de "The Edge Of Darkness", (inspirada pelos horrores da guerra do Vietnã) e "2&amp;nbsp; A.M.", além de "The Unbeliever", que fecha o disco com uma construção musical inteligente, original e linhas de baixo absolutamente antológicas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;Aquele que já conhece &lt;i&gt;The X Factor&lt;/i&gt; e que nunca morreu de amores pelo álbum, quem sabe, ouvindo com mais cuidado, passe a ter uma maior boa vontade com ele? Já aquele que nunca manteve contato com esse petardo da música pesada, ouça-o e tire as próprias conclusões. Aposto que não irá se arrepender e entenderá quase de imediato que, de fato, o disco foi alvo de críticas negativas, todas elas pulverizadas pela força de sua sonoridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6563297228113724582-4626894075980742095?l=aristaire.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aristaire.blogspot.com/feeds/4626894075980742095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/01/o-disco-mais-injusticado-do-heavy-metal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/4626894075980742095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6563297228113724582/posts/default/4626894075980742095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aristaire.blogspot.com/2011/01/o-disco-mais-injusticado-do-heavy-metal.html' title='O disco mais injustiçado do Heavy Metal'/><author><name>Leo Basile</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04284848216872540748</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/-2MDStnNFLhg/TaB4kOQPwCI/AAAAAAAAAKI/9579hUldr8s/s220/P1010885.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_OPzknCtjdeU/TL0U7IsjuyI/AAAAAAAADHQ/Dlw8BtiD2MU/s72-c/Iron+Maiden-The+X+Factor-P.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6563297228113724582.post-2107635168749961582</id><published>2011-01-05T15:18:00.007-02:00</published><updated>2011-01-05T16:14:48.558-02:00</updated><title type='text'>O velho, o novo e as mazelas de sempre</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; color: #660000; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_MdLIpLomQbo/TQkmZhpZ79I/AAAAAAAACZs/a8ItNf5YZq0/s1600/dilma_lulada_silva_2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_MdLIpLomQbo/TQkmZhpZ79I/AAAAAAAACZs/a8ItNf5YZq0/s320/dilma_lulada_silva_2.jpg" width="218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #660000; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif; text-align: justify;"&gt;O governo Lula terminou. Não sem antes brindar a passagem de ano com mais um de seus tantos atos dignos de absoluta repulsa. Numa decisão que caberia ao STF, mas que foi parar nas mãos do chefe do Executivo, desnudando novamente a ausência de autonomia do Judiciário e de princípio republicano, o então presidente, no último dia de sua gestão, tomou a medida derradeira de negar a extradição do terrorista de esquerda, Cesare Battisti. De nada adiantaram os pedidos e argumentos mais do que justos por parte do governo italiano, tampouco os apelos das famílias das vítimas de Battisti pela volta do criminoso à Itália, tudo acabou sendo sumariamente deixado de lado por Lula. O hiperprensidencialismo que vigora no Brasil petista não pensou duas vezes em deixar nas mãos de um tolo apedeuta decisão de t
