segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Doutrinação de esquerda nas escolas: fique atento


O ano letivo nas escolas brasileiras está em seu início e, normalmente, os pais que se mantêm atentos à vida escolar de seus filhos procuram acompanhar rotineiramente o desempenho dos mesmos por meio de avaliações e boletins. Nem tão corriqueira, contudo, é a verificação dos conteúdos ministrados em sala de aula, até porque trata-se de uma questão que requer conhecimentos mais aprofundados, nem sempre ao alcance dos responsáveis, e cujas providências a serem tomadas não são tão simples, bem como, muitas vezes, não podem ser postas em prática de imediato.
No Brasil, faz cerca de quarenta anos que o pensamento de esquerda incursiona pelos meandros da cultura a fim de doutrinar e, a médio e longo prazo, arregimentar simpatizantes ou miltantes para sua causa autoritária. Com o gramscianismo e com o marxismo cultural, a esquerda passou, sem evidentemente abandonar o frisson da política, a apostar suas fichas no âmbito silencioso da cultura como modo eficaz de controle das mentes. Uma vez ingresso nos cursos pré-vestibulares e posteriormente à universidade, o aluno que durante a base sofreu doutrinação esquerdista, muito dificilmente conseguirá se libertar das amarras de uma visão de mundo baseada em pressupostos absolutamente falsos, mesquinhos e construídos sob a égide do ódio e do ressentimento. Caso deixe de ser devidamente instruído quando ainda não estiver plenamente contaminado pela doutrinação, os esquerdistas que dominam a cena cultural e educacional do país terão cumprido sua missão ao formar mais um aluno-militante, pronto a disseminar pelo resto da vida ideias como justiça social, luta de classes e exploração capitalista. É um círculo vicioso cada vez mais abrangente, já que muitos daqueles que se formam com base em tal sistema educacional engrossarão eles próprios as fileiras dicentes, além de vastos setores da imprensa e de outros meios de divulgação cultural. Obviamente, a estratégia é negada e apontada como paranoia anticomunista, mas para o leitor de Czeslaw Milosz e de Andrzej Lobaczewski, fica claro que a psicopatia do cinismo, da inversão da realidade e da falta de vergonha são típicas da esquerda.
Todos aqueles que são pais de estudantes em idade escolar básica e que se preocupam com o tipo de educação que seus filhos recebem em sala de aula, devem reconhecer o dever e a responsabilidade de checar com frequência os conteúdos e ideologias que lhes são transmitidos. Nesse sentido, a única forma de proceder a fim de evitar a doutrinação esquerdista, é buscar conhecimento a respeito dos quadros de pensamento da esquerda e de seus antípodas, os liberais. Para os pais que não são habituados a temas relacionados com filosofia, história e política, o processo pode ser mais ou menos lento, por isso, quanto antes for empreendido, melhores resultados poderá alcançar.
Tomando por base certos conteúdos nos quais a doutrinação se faz de forma mais gritante, deixo desde já um ponto de partida: pegue o livro didático utilizado na escola de seu filho e procure os seguintes temas: Revolução Francesa (8° ano do Fundamental/2° ano Médio), Crise de 1929 e Nazismo (9° ano do Fundamental/3° ano Médio). No que se refere ao primeiro assunto, tente verificar se o livro aborda concepções de pensadores como Edmund Burke e Alexis de Tocqueville, ou se somente fica restrito a análises de fundo marxista; sobre o segundo, se existe alguma abordagem dos economistas austríacos (Ludwig von Mises e Friederich Hayek) acerca da questão, ou se a crise é atribuída à especulação capitalista, finalmente, no que tange ao nazismo, tente observar se o livro estabelece alguma relação entre este e o comunismo, ressaltando a noção de que ambos são doutrinas totalitárias de massa, ferrenhamente adversárias da liberdade individual, da iniciativa privada e do capitalismo, adeptas de uma visão de mundo coletivista, raivosa, manipuladoras da realidade e carregadas de promessas falsas que visam ao "Homem Novo" e à engenharia social. Muito provavelmente nada disso será encontrado, caso contrário, se estará diante de um livro didático respeitável, algo extremamente raro no Brasil. Além disso, os pais devem conversar permanentemente com seus filhos a fim de obter informações a respeito do discurso ideológico e político dos professores, bem como manter contato com as instituições de ensino tendo em mente o conhecimento dessas mesmas informações.
Lembrem-se, é um caso de dever e de responsabilidade. Não fujam!

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