sexta-feira, 14 de junho de 2013

MPL: mais uma imbecilidade esquerdista fruto do desconhecimento da democracia e do desrespeito à autoridade


É certo que o atual estado brasileiro, mais e mais a cada dia que passa, perde o pouco que ainda resta de democrático. Logo, as fraturas que conduziram o país à ditadura gramsciana terão se estabelecido indelevelmente sobre a sociedade e, em tal situação, apenas o que sobra é o completo caos, como já tem sido observado nesta semana de conflitos entre a Polícia Militar e os manifestantes do Movimento Passe Livre.
Uma das maiores trivialidades da política diz respeito à noção segundo a qual, nos regimes democráticos, a livre expressão de ideias é um direito que deve ser garantido. Ninguém discorda disso, mas o que nem todos levam em conta, lamentavelmente, reside no fato de que as manifestações do livre pensamento precisam necessariamente estar enquadradas dentro dos limites da lei e da civilidade, respeitando assim, não só a questão dos direitos, mas também a dos deveres, isto é, todo aquele que expõe o que pensa, não está isento da obrigação de manter interditos como o respeito pela ordem, a ação pacífica e a preservação do patrimônio público. Se tais limites não forem observados, a exposição de ideias imediatamente se transforma em imposição das mesmas, e aí já não se tem nada mais que possa ser qualificado, sequer minimamente, de democrático. Obviamente, em função do teor de seus atos, o MPL se inscreve totalmente fora do círculo da democracia, a despeito do despreparo da PM.
Não deixa de ser curioso notar o Ministro da Justiça, sr. José Eduardo Cardozo, também ele um dos agentes da ditadura gramsciana no Brasil, vir a público em defesa da observância de princípios democráticos, quando se sabe que não somente os representantes do MPL, mas todo jovem doutrinado sobre os alicerces da frágil educação brasileira, deixada a cargo da esquerda e de suas excrescências marxistas e pós-modernas, não passa de mero reprodutor das imbecilidades difundidas nas escolas, nos cursos pré-vestibulares e nas universidades. Essa gentalha inculta, que leu muito pouco sobre Marx, - ou não leu nada - opera da maneira mais superficial possível com os conceitos de revolução e justiça social, somando a essa tosca ideologia comportamentos de fundo anarquista, tradição política que, inclusive, se forjou em oposição ao pensamento de Marx no século XIX. Aqui, não posso deixar de remeter às ideias do anarquista Foucault, que atribuía à força policial o objetivo único e exclusivo de reprimir, ao mesmo tempo que era um entusiasta da teocracia iraniana do Aiatolá Khomeini, vista por ele como renovadora e libertária.
Foucault virou cult nas academias brasileiras, daí não ser surpreendente verificar a incongruência do pensamento de esquerda em nosso país. Não adianta nada tentar reprovar a gentalha do MPL, a mesma que é a favor da liberação da maconha, que já promoveu ocupações arbitrárias em diversas reitorias universitárias, que realiza festas semanais movidas a pancadão, álcool e drogas no interior do campus Monte Alegre da PUC/SP, que acredita em socialismo, fazendo apelos à democracia. Conheço bem esse pessoal, que vive às custas dos pais e não passa muito tempo sem se deleitar com alguma bugiganga proporcionada pelo capitalismo massificado. É gente que não sabe o significado de democracia, simplesmente porque a democracia de Aristóteles, de Tocqueville, de Josef Schumpeter ou de Norberto Bobbio jamais lhes foi ensinada por seus professores esquerdistas. Caso possuíssem uma mínima ideia a respeito das reflexões dos mestres, estariam protestando contra aquilo que realmente afundou o Brasil, já há um bom tempo, entretanto, democracia na concepção dessa gente, é gritar mais alto, bater mais forte, apanhar também, já que faz parte da luta, e tentar impor ideias com base na intimidação e na violência. Eles não estão nem um pouco preocupados com questões públicas.
É um paradoxo que estes grupelhos, anarquistas por um lado, mas sempre contando com o apoio de partidos nanicos de extrema esquerda, para os quais a busca de representatividade nunca importou, sendo mais fácil agir na ilegalidade e na incitação ao ódio, não saibam diferenciar autoritarismo de autoridade. Como todo democrata, odeiam o autoritarismo, mas se posicionam a uma distância abissal de quem defende a liberdade, pois não respeitam autoridade nenhuma, bem como não buscam argumentação racional, tampouco o debate no intuito de encontrar possibilidades de mudança positiva. Quem afirma ser possível negociar com esses movimentos, não sabe coisa alguma sobre suas ideias e intenções, Daí vem outro paradoxo: ao mesmo tempo que recorrem à abstração do "social" na tentativa de legitimação de seus atos, são incapazes de perceber a necessidade de lidar com a existência da autoridade como elemento de resguardo e espaço de ajuste para as diferenças inerentes aos agentes da sociedade, portanto, pautam sua forma de agir segundo impulsos bestiais e ególatras.
Frequentemente o governo brasileiro vem tomando medidas autoritárias que consolidam o gramscianismo no país. A sanha de poder continua, com projetos claramente antidemocráticos tramitando no Congresso e no Executivo. A corrupção é sistêmica, ao passo que os privilégios da classe política e do empresariado cooptado com favorecimentos virou regra no cotidiano do país. Não se verificam protestos contra estes males de extrema gravidade que afetam a nação, talvez porque a complexidade de tais circunstâncias, incluindo-se aí o populismo que gera catarse, sejam áridas demais face à ignorância de tantos. Nunca é demais lembrar que o caos, a mistura de agitação irresponsável e violência com política, além da reprodução do ódio em escala cada vez mais abrangente e banalizada, são sinais indicativos de que coisas ainda piores podem estar por vir. Não é exagero vislumbrar que o Brasil está à beira de um desastre político e social completo, fato capaz de levar a sociedade a um acentuado estado de exceção. Talvez uma ponderação simples possa ser mais útil para finalizar: aquilo que é público nada tem a ver com gratuidade, afinal, a verba que custeia as despesas públicas é paga pelo contribuinte; o dinheiro não cai do céu; quem paga imposto e não tem retorno, como é o caso neste país, no qual ao invés de beneficiar as pessoas, o dinheiro pago em impostos serve para bancar assistencialismo e privilégios, deveria protestar contra isso, mas não levar adiante a crença ingênua de que o que é público vem de graça.

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